Trabalhar no comércio atacadista tem suas particularidades, e uma delas é descobrir, na prática, que sair de férias antes das coletivas nem sempre é uma boa ideia. A intenção é descansar, mudar o ritmo, respirar outros ares… mas a realidade costuma tocar o telefone antes mesmo de a mala ser desfeita.
O celular não para. O WhatsApp vibra como se não
soubesse o significado da palavra pausa. E mesmo oficialmente de férias, a
gente segue ali, tentando não deixar ninguém na mão, respondendo no que dá,
ajudando como pode, equilibrando descanso e responsabilidade.
Faço isso porque gosto do que faço e porque sei que
o trabalho não espera. Ainda assim, confesso: há momentos em que o cansaço se
disfarça de sorriso, e a boa vontade precisa de fôlego extra para continuar
sendo leve.
Talvez, nas próximas férias, eu faça diferente.
Quem sabe esperar as coletivas, desligar de verdade e voltar inteiro. Até lá,
seguimos rindo — porque, às vezes, rir é o único jeito de não chorar… e de
seguir em frente com um pouco mais de leveza.
JK – 16.12.25

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