Como já dizia Belchior, “o passado é uma roupa que não nos serve mais”. E talvez pela primeira vez na vida, resolvi seguir o conselho ao pé da letra: estou deletando tudo o que não soma, não acrescenta e já não faz sentido — e isso vale para roupas, lembranças e, principalmente, pessoas.
Ao
contrário do rei Roberto Carlos, eu não quero ter um milhão de amigos. Nem no
presencial, nem no virtual. Quero poucos, mas bons. Aquele tipo de companhia
que enche a alma, não a agenda. Gente que chega leve e fica porque faz bem, não
porque eu preciso aparentar algo.
Também
não me interessa seu sobrenome, sua conta bancária ou o tamanho da carteira que
você carrega. Status nunca me trouxe felicidade — Deus sabe que não. O que eu
quero é conforto suficiente para viver em paz e a graça divina para continuar
valorizando o muito que existe dentro do meu pouco.
Não
me importa se você é gorda, magra, negra, branca ou um Pokémon. Sua educação me
diz mais do que qualquer aparência. No fim das contas, não vamos levar nada
daqui. Nada.
Quando
eu partir, quero apenas que você se lembre de mim com carinho. Que, ao pensar
em mim, um sorriso involuntário apareça nos seus lábios — desses que iluminam o
rosto sem pedir licença — e que, por um instante, você fique ainda mais bonita.
20.11.25
– JK

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