segunda-feira, 8 de dezembro de 2025

Quando o coração aprende a escolher

 Como já dizia Belchior, “o passado é uma roupa que não nos serve mais”. E talvez pela primeira vez na vida, resolvi seguir o conselho ao pé da letra: estou deletando tudo o que não soma, não acrescenta e já não faz sentido — e isso vale para roupas, lembranças e, principalmente, pessoas.

Ao contrário do rei Roberto Carlos, eu não quero ter um milhão de amigos. Nem no presencial, nem no virtual. Quero poucos, mas bons. Aquele tipo de companhia que enche a alma, não a agenda. Gente que chega leve e fica porque faz bem, não porque eu preciso aparentar algo.

Também não me interessa seu sobrenome, sua conta bancária ou o tamanho da carteira que você carrega. Status nunca me trouxe felicidade — Deus sabe que não. O que eu quero é conforto suficiente para viver em paz e a graça divina para continuar valorizando o muito que existe dentro do meu pouco.

Não me importa se você é gorda, magra, negra, branca ou um Pokémon. Sua educação me diz mais do que qualquer aparência. No fim das contas, não vamos levar nada daqui. Nada.

Quando eu partir, quero apenas que você se lembre de mim com carinho. Que, ao pensar em mim, um sorriso involuntário apareça nos seus lábios — desses que iluminam o rosto sem pedir licença — e que, por um instante, você fique ainda mais bonita.

 

20.11.25 – JK




 



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