domingo, 28 de dezembro de 2025

Quando o rei me fez sentir de novo

Confesso: fazia tempo que um especial de fim de ano do Rei Roberto Carlos não me emocionava de verdade. Eu já assistia quase por tradição, esperando mais do mesmo, aquele roteiro previsível do começo ao fim. Talvez por isso a surpresa tenha sido ainda maior quando, sem aviso, ele me pegou desprevenido e me fez sentir. Sentir de verdade!


Começou pela escolha da locação. Gramado, sempre linda, mas absolutamente encantadora no clima natalino, deu um novo fôlego ao espetáculo. A cidade parecia abraçar o Rei e, de algum modo, abraçar também quem estava do outro lado da tela. Ali, já percebi: não seria apenas mais um especial.


O repertório veio como um presente inesperado. Canções que há tempos eu não via Roberto cantar reapareceram, lembrando o tamanho da sua obra como compositor. Os convidados também trouxeram frescor, e o momento com Supla foi, sem exagero, um daqueles instantes em que a gente sorri surpreso. Arranjos ousados, diferentes, e um Maestro Eduardo Lages inspirado, superando-se mais uma vez!


E por ser Natal, Roberto fez o que sabe fazer como poucos: transmitiu fé, esperança e emoção. As músicas que falam de nascimento, de espiritualidade e de amor tocaram fundo. Assisti ao especial duas vezes, na companhia da minha mãe, e posso dizer sem medo: nos emocionamos juntos. Foi um daqueles momentos simples que viram memória.


E, aqui entre nós, não tenha vergonha de gostar do Rei. Ele pode não ser o maior cantor tecnicamente, mas poucos sabem encantar como ele. Roberto Carlos entende de palco, de gente, de sentimento. E, naquela noite, ele me lembrou por que ainda é, e sempre será, o Rei! 👑✨

 

J.K – 28.12.25






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