Por mais que todo brasileiro jure amor eterno, eu confesso: nunca fui fã das sandálias Havaianas. É quase uma heresia nacional, eu sei! Enquanto o país inteiro parece ter um par para cada ocasião — da praia ao supermercado, do sofá à esquina — eu sempre observei tudo de fora, como quem entende o fenômeno, mas não entra na fila.
Nunca comprei uma! Já ganhei, claro, porque ninguém
leva a sério quando digo que não uso. Tentei, experimentei, caminhei alguns
passos… e pronto, bastou! Não me adapto a esse tipo de sandália. Meu pé nunca
se entendeu com ela, e a sensação sempre foi a de estar usando algo que
claramente não foi feito para mim.
Isso não é desprezo, é convivência respeitosa.
Reconheço o peso cultural da Havaianas: democrática, onipresente, quase um patrimônio
informal do país. Ela está em todo lugar e em todas as histórias, menos nas
minhas. Algumas relações simplesmente nascem sem química, e a gente aprende a
aceitar.
E então veio o comercial com a Fernanda Torres.
Respeito o comercial, respeito a atriz e respeito a polêmica — embora ela
pareça grande demais para algo tão pequeno. No fim das contas, serviu para uma
coisa importante: fazer o país esquecer, por alguns dias, dos problemas
econômicos que atravessa. Até que o próximo escândalo apareça e a conversa mude
de assunto, como sempre!
J.K – 27.12.25
....

Nenhum comentário:
Postar um comentário