sábado, 27 de dezembro de 2025

Havaianas e eu: uma relação de respeito à distância

 Por mais que todo brasileiro jure amor eterno, eu confesso: nunca fui fã das sandálias Havaianas. É quase uma heresia nacional, eu sei! Enquanto o país inteiro parece ter um par para cada ocasião — da praia ao supermercado, do sofá à esquina — eu sempre observei tudo de fora, como quem entende o fenômeno, mas não entra na fila.


Nunca comprei uma! Já ganhei, claro, porque ninguém leva a sério quando digo que não uso. Tentei, experimentei, caminhei alguns passos… e pronto, bastou! Não me adapto a esse tipo de sandália. Meu pé nunca se entendeu com ela, e a sensação sempre foi a de estar usando algo que claramente não foi feito para mim.


Isso não é desprezo, é convivência respeitosa. Reconheço o peso cultural da Havaianas: democrática, onipresente, quase um patrimônio informal do país. Ela está em todo lugar e em todas as histórias, menos nas minhas. Algumas relações simplesmente nascem sem química, e a gente aprende a aceitar.


E então veio o comercial com a Fernanda Torres. Respeito o comercial, respeito a atriz e respeito a polêmica — embora ela pareça grande demais para algo tão pequeno. No fim das contas, serviu para uma coisa importante: fazer o país esquecer, por alguns dias, dos problemas econômicos que atravessa. Até que o próximo escândalo apareça e a conversa mude de assunto, como sempre!

 

J.K – 27.12.25




 

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