No meio das luzes, dos abraços e dos desejos que o Natal desperta, eu me lembro do que realmente sustenta tudo isso: o nascimento de Jesus Cristo. Confesso que, muitas vezes, me perco no barulho do mundo e quase esqueço que o Natal não começa no presente, mas no presépio. É ali, na simplicidade de um menino, que a fé ganha corpo e me chama de volta ao essencial.
Celebrar o Natal, para mim, é reconhecer que Deus
escolheu nascer pequeno para ensinar grandeza. Jesus não veio cercado de poder,
mas de humildade. E toda vez que lembro disso, algo dentro de mim se aquieta. A
fé deixa de ser discurso e passa a ser caminho. Um convite diário para amar
mais, julgar menos e estender a mão antes de apontar o dedo.
Nesse espírito, eu acredito que o Natal acontece de
verdade quando deixamos Cristo nascer dentro de nós. Quando a fé se traduz em
gestos simples: um perdão concedido, um abraço oferecido, uma escuta sincera.
Não é sobre perfeição, é sobre entrega. É sobre permitir que a esperança vença
o medo e que a luz encontre espaço mesmo nas nossas sombras.
Talvez o maior milagre do Natal seja esse: lembrar
que não estamos sozinhos. Que Deus se fez homem para caminhar conosco. E que,
ao celebrar o nascimento de Jesus, renovamos também a nossa fé na vida, no amor
e na possibilidade de um mundo mais justo e humano. Que este Natal não seja
apenas lembrado, mas vivido — com fé, com verdade e com o coração aberto.
J.K – 17.12.2025

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