Planejar o futuro nunca foi simples, mas encarar 2026 me dá a sensação de estar prestes a saltar de paraquedas sem saber exatamente onde vou pousar. Viro o ano com essa inquietação no peito, tentando organizar ideias enquanto o mundo parece decidido a acelerar. Há algo de fascinante e assustador nessa virada: a certeza de que nada será previsível e, ainda assim, a obrigação íntima de seguir em frente, mesmo sem mapa.
No horizonte, os ingredientes estão todos ali,
quase provocando: Copa do Mundo, eleições presidenciais, uma polarização que
cansa antes mesmo de começar, guerras que insistem em se prolongar e
tecnologias que transformam hábitos, relações e negócios em velocidade
vertiginosa. Olho para tudo isso e me pergunto como não ser engolido pelo
barulho. Como manter clareza quando o cenário parece um grande teste de
resistência emocional e estratégica?
Tenho aprendido, às vezes à força, que fingir
normalidade é um risco enorme. 2026 não será um ano comum, e negar isso é
fechar os olhos para ondas altas. Ao mesmo tempo, percebo que o medo também
paralisa. Ficar imóvel esperando que a poeira baixe pode ser tão perigoso
quanto correr sem direção. Entre a negação e o pânico, existe um espaço
difícil, mas necessário: o da consciência e da adaptação.
É nesse lugar desconfortável que escolho estar ao
virar o ano. Não com respostas prontas, mas com disposição para ajustar rotas,
rever planos e aceitar que a incerteza será parte do caminho. Talvez preparar
um negócio, ou a própria vida, para 2026 seja menos sobre controlar o futuro e
mais sobre desenvolver elasticidade, coragem e lucidez. Entro nesse novo ano
assim: atento, vulnerável e, apesar de tudo, decidido a seguir navegando.
J.K – 26.12.25

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