domingo, 30 de novembro de 2025

Entre teus mistérios, onde a história continua

 Os dias seguintes não foram um incêndio constante como aquela noite, nem um silêncio terno como a manhã que os uniu…

Foram um meio-termo perfeito: um calor que se mantinha, uma calma que acolhia, uma rotina que aprendia a respirar a dois.

Eles descobriram que a felicidade não chega gritando — chega entrando devagar, ocupando espaços antes vazios.

Começaram a dividir cafés, risadas, preguiças de domingo.
Descobriram maneiras novas de se tocar, não só com o corpo, mas com a presença.
E cada gesto pequeno — um beijo na testa, um abraço demorado, uma mão entrelaçada sem aviso — parecia renovar a promessa silenciosa daquele início.

O desejo continuava, sim.
Vivo, quente, renascendo sempre que os olhares se encontravam por mais de um segundo.
Mas agora havia algo maior sustentando tudo:
o cuidado, a confiança, a certeza tranquila de que tinham encontrado um no outro um porto e um horizonte.

Com o tempo, perceberam que a felicidade não morava na intensidade…
mas na continuidade.

E assim seguiram:
amando com profundidade,
desejando com verdade,
vivendo com leveza.

Não precisaram de juramentos.
Não precisaram de promessas eternas.

Bastou o simples fato de escolherem-se todos os dias.

E escolheram.

E foram felizes —
não porque tudo era perfeito,
mas porque finalmente descobriram que o amor, quando é verdadeiro, cresce onde há coragem e repousa onde há paz.

 

JK – 16.11.25

 


E aqui termina os contos sensuais, espero que tenham gostado.

Dezembro, novos temas.




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