Os dias seguintes não foram um incêndio constante como aquela noite, nem um silêncio terno como a manhã que os uniu…
Foram um meio-termo perfeito: um calor que se mantinha, uma calma que acolhia,
uma rotina que aprendia a respirar a dois.
Eles
descobriram que a felicidade não chega gritando — chega entrando devagar,
ocupando espaços antes vazios.
Começaram a
dividir cafés, risadas, preguiças de domingo.
Descobriram maneiras novas de se tocar, não só com o corpo, mas com a presença.
E cada gesto pequeno — um beijo na testa, um abraço demorado, uma mão
entrelaçada sem aviso — parecia renovar a promessa silenciosa daquele início.
O desejo
continuava, sim.
Vivo, quente, renascendo sempre que os olhares se encontravam por mais de um
segundo.
Mas agora havia algo maior sustentando tudo:
o cuidado, a confiança,
a certeza tranquila de que tinham encontrado um no outro um porto e um
horizonte.
Com o tempo,
perceberam que a felicidade não morava na intensidade…
mas na continuidade.
E assim
seguiram:
amando com profundidade,
desejando com verdade,
vivendo com leveza.
Não
precisaram de juramentos.
Não precisaram de promessas eternas.
Bastou o
simples fato de escolherem-se todos os dias.
E
escolheram.
E foram
felizes —
não porque tudo era perfeito,
mas porque finalmente descobriram que o amor, quando é verdadeiro, cresce onde
há coragem e repousa onde há paz.
JK –
16.11.25

Nenhum comentário:
Postar um comentário