Hoje, andando pelas
ruas de Caxias do Sul, me peguei olhando algumas pessoas e lembrando de mim
mesmo,, cada um seguindo em frente, carregando seus pesos e
escondendo suas batalhas. No meio da correria, percebo que cada um guarda
histórias que quase ninguém conhece! Talvez por isso eu me reconheça tanto em
certos olhares.
Quando a noite chega, imagino quantas
conversas nascem para aliviar o coração e o corpo cansado. Um gole aqui, uma
lembrança ali, um causo contado pela décima vez. E mesmo depois de tantas
curvas, ainda existe um sonho insistindo em permanecer aceso dentro da gente.
Mas o que mais me aperta é a saudade! Saudade
do mate sem hora para acabar, das risadas fáceis e das pessoas reunidas ao
redor do fogo de chão. Naquele tempo, a felicidade morava nas coisas simples e
passava quase despercebida e devagar. Hoje eu entendo o valor daqueles momentos. O que
ficou, ficou! E justamente por ter sido tão verdadeiro, continua aquecendo a
alma quando o vento sopra mais forte.
J.K – 27.03.26

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