domingo, 28 de junho de 2026

O que ficou no vento!

 

 Hoje, andando pelas ruas de Caxias do Sul, me peguei olhando algumas pessoas e lembrando de mim mesmo,, cada um seguindo em frente, carregando seus pesos e escondendo suas batalhas. No meio da correria, percebo que cada um guarda histórias que quase ninguém conhece! Talvez por isso eu me reconheça tanto em certos olhares.


 Quando a noite chega, imagino quantas conversas nascem para aliviar o coração e o corpo cansado. Um gole aqui, uma lembrança ali, um causo contado pela décima vez. E mesmo depois de tantas curvas, ainda existe um sonho insistindo em permanecer aceso dentro da gente.


 Mas o que mais me aperta é a saudade! Saudade do mate sem hora para acabar, das risadas fáceis e das pessoas reunidas ao redor do fogo de chão. Naquele tempo, a felicidade morava nas coisas simples e passava quase despercebida e devagar. Hoje eu entendo o valor daqueles momentos. O que ficou, ficou! E justamente por ter sido tão verdadeiro, continua aquecendo a alma quando o vento sopra mais forte.


J.K – 27.03.26




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