sábado, 20 de junho de 2026

Morrer de saudades e de saudades viver!

 

 Hoje acordei pensando em você, minha amiga! Deu uma vontade enorme de te ver, sentar para conversar ou simplesmente ficar na tua companhia! Tem pessoas que deixam marcas tão profundas que continuam presentes mesmo quando estão longe! Você é uma delas! Faz falta em muitas coisas, inclusive em várias que faço e até nas que deixo de fazer!

 

 A vida nos levou para caminhos diferentes e eu sei que nem tudo depende da nossa vontade! Mesmo assim, você nunca saiu do meu coração! Hoje, com nossos filhos já crescidos, ainda sinto saudade de nós dois fumando unzinho, escutando música, respirando poesia e caminhando pelo Brique da Redenção. Lembro das pessoas de sempre e das nossas brincadeiras dizendo que tinham medo de nós por sermos diferentes e nós delas por serem todas iguais!

 

 Também sinto falta das noites no Ocidente, no Bere Ballare, no Porto de Elis, no Fly e no João, onde tantas vezes amanhecemos entre conversas, risadas e amizades que pareciam eternas. Saudades da Nani, da Karime, do Benito, do Sérgio, do Fernando, do Marquinhos, do Walmor, do Elvio, do Juarez e de tantos outros que a vida acabou espalhando pelo caminho. É nessas horas que percebo como é bom morrer de saudades e, ao mesmo tempo, de saudades viver!


J.K. - 20.06.26

 

Explicando os texto:

 

 Quando eu lembro das noites no Bere Ballare, no Ocidente, no Fly e no Porto de Elis, não sinto saudade apenas dos lugares boêmios da capital gaúcha, mais sim saudades de uma época inteira. Era um tempo em que a gente saía de casa sem celular, sem internet e sem saber exatamente o que ou quem iria encontrar pela frente! Mas, mesmo assim, os amigos apareciam, as conversas aconteciam e as noites não tinham hora para terminar, nem mesmo quando o dia amanhecia.


 Passávamos horas falando da vida, ouvindo música, conhecendo pessoas, fazendo amizades e criando histórias que ficaram guardadas para sempre. Estes lugares eram muito mais do que bares ou casas noturnas, eles foram pontos de encontro, refúgios e cenários de descobertas, amores, risadas e, principalmente, de  muita liberdade!


 Anos depois descobri que estes locais eram como uma rede social antes da internet existir! Nós que vivemos aqueles tempos sabemos exatamente o que isso significa. Nós não tínhamos seguidores, mas sim, amigos, histórias e lembranças que ainda aquecem o coração quando a saudade resolve aparecer!




 

 

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