sexta-feira, 5 de junho de 2026

O mundo ao contrário!

 

 O mundo anda estranho! E olha que eu já me considero um sujeito meio fora da curva, daqueles que não cabem muito bem nos padrões e ontem ou de hoje! E mesmo assim, tem dias em que eu paro e penso que talvez o estranho não seja eu! Porque, apesar de tudo, eu ainda faço questão de dar bom dia, de abrir um sorriso sincero para amigos, clientes e até para quem eu nunca vi na vida. E sigo tentando ajudar, dentro do que posso, mesmo quando seria mais fácil simplesmente dizer não.


 Só que parece que o mundo resolveu inverter as coisas! As pessoas querem ser vistas, curtidas, admiradas, mas não olham para o lado. Querem ter suas opiniões respeitadas, mas não conseguem respeitar as dos outros! Esperam favores, atenção, respostas rápidas, mas quando chega a vez delas, o silêncio aparece, a demora vira regra e a consideração some. É como se todo mundo quisesse receber, mas poucos estivessem dispostos a oferecer.


 E isso cansa, e como cansa! Não pelo esforço de ser gentil, mas pela sensação de que, muitas vezes, estamos falando sozinho. As pessoas andam carregando uma pressa estranha, uma irritação silenciosa e uma insatisfação que não sabem bem de onde vem. E, sem perceber, acabam despejando isso nos outros, como se o mundo inteiro tivesse que lidar com aquilo que elas mesmas não conseguem resolver.


 Mas, mesmo assim, eu sigo acreditando no básico, no que é certo e correto, ou seja na educação que não custa nada e na gentileza que muda o dia de alguém! No cuidado simples, quase invisível, mas que faz diferença! Porque, no fundo, é isso que a gente quer também: ser tratado com respeito, ser ouvido e amado. E isso não é complicado, nem nunca foi!


Acredito que talvez a gente só tenha esquecido, ou talvez tenha se distraído demais com tudo o que não importa! Mas há mais de dois mil anos alguém já resumiu tudo isso de um jeito simples e direto: tratar o outro como gostaríamos de ser tratados! Pode parecer pouco, pode parecer antigo, mas continua sendo atual. E, sinceramente, já passou da hora de a gente lembrar disso!

 

J.K – 21.03.26






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