Há histórias que não se explicam.
Apenas acontecem…
Começam como um arrepio que ninguém admite sentir,
um silêncio carregado demais para ser inocente,
um olhar que diz “volte” mesmo quando a boca não diz nada.
Esta é uma história que nasce na penumbra dos desejos não confessados,
na tensão que cresce quando dois corpos se aproximam devagar demais,
no mistério do que poderia acontecer se um deles ousasse mais um pouco.
Aqui, cada parte revela só o suficiente para incendiar a próxima.
Nenhum passo é por acaso.
Nenhum toque é gratuito.
Nada é dito… mas tudo é sentido.
Leia assim:
um dia por vez,
uma provocação por vez,
uma nova chama acesa a cada retorno.
Quarta-feira: Entre teus mistérios, parte I
Quinta-feira: Entre teus mistérios, parte II
Sexta-feira: Entre teus mistérios, parte final
Sábado: Entre teus mistérios, epílogo
Domingo: Entre teus mistérios, renascença do desejo
Segunda-feira: Entre teus mistérios, o começo de nós dois
Terça-feira: Entre teus mistérios, onde a história continua
Volte amanhã.
A próxima parte não espera —
mas deseja que você espere.
E quando voltar… tudo ficará ainda mais quente.
...
Entre teus mistérios
A noite parecia ter sido feita para nós dois. O silêncio envolvia o quarto
como um segredo cúmplice, e cada gesto seu tinha o poder de incendiar tudo
dentro de mim.
Acariciei teus pés outra vez, agora com mais firmeza, sentindo o calor que
subia deles para o meu peito. Cada beijo que eu deixava ali parecia arrancar um
suspiro teu que você tentava — e falhava — esconder. Era lindo te ver perdendo
o controle devagar, não por acaso, mas por escolha.
Quando subi pelos teus tornozelos, teus joelhos, tuas coxas, teus músculos
tremeram sob minhas mãos. A cada toque meu, teu corpo dizia “continua”, mesmo
quando tua voz não encontrava palavras. Beijei tua pele macia como quem
percorre um mapa secreto, aquele que só eu sabia decifrar.
Puxei teu olhar para o meu, e nele vi uma mistura de desejo, entrega e algo
mais profundo — uma confiança silenciosa. Pedi que jogasse os cabelos para
trás. Quando o fez, teu rosto ficou completamente exposto para mim, iluminado
por uma coragem bonita, quase selvagem.
Minhas mãos deslizaram pela curva dos teus quadris, pela tua cintura, pelos
detalhes que só se revelam a quem sabe esperar. Tu te arqueava, respirando mais
rápido, como se teu corpo tivesse encontrado um novo ritmo só nosso.
Eu te explorava com calma, com fome e cuidado ao mesmo tempo, e você se
desfazia em ondas que tentava controlar, mas que te dominavam por dentro. Me
pediu — sem voz, sem razão — que te levasse além do que já conhecíamos. Havia
em ti uma entrega que me desarmava.
E quando nos unimos, num gesto profundo de reconhecimento, tudo em volta
desapareceu. Era só o calor, a respiração entrecortada, a pele arrepiada, a
sensação de sermos mais fortes juntos do que separados.
Nos beijamos então — devagar, como quem agradece; intenso, como quem entende.
E por alguns instantes, o mundo coube inteiro entre nossas bocas.
***Não deixe de ler a segunda parte, amanhã!
JK – 16.11.25

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