sábado, 15 de novembro de 2025

Três mães, vários filhos e um pai que ainda acha que dá conta. Spoiler: não dá, mas é divertido!

 Tchê! Eu virei pai antes de aprender direito a fazer miojo. Sério mesmo! Enquanto os amigos estavam descobrindo o gosto da liberdade, eu já estava descobrindo o poder de uma fralda cheia às três da manhã.

Mas, olha, vou te dizer: eu sempre curti criança, sempre! Era aquele tipo de guri que preferia brincar de médico com a prima pequena do que jogar bola. Vai entender! Então, quando a paternidade me pegou de surpresa aos 14 anos, em vez de desespero, o que eu senti mesmo foi uma vontade louca de comprar mamadeira e aprender a fazer aviãozinho com colher para a Janaina.

E aí, meus amigos, a coisa toda desandou. Porque depois que tu tem um filho e acha bonito, o universo pensa: “ah, é? Então toma mais uns aí pra ver se continua achando fofo”. E eu, com meu coração mole e um certo talento pra me meter em encrenca, fui acumulando herdeiros. Adoro!

Hoje em dia, quando me perguntam quantos filhos eu tenho, eu respiro fundo e penso se vale a pena explicar ou se deixo por conta da imaginação. Tem os oficiais, os de produção conjunta e, claro, as produções independentes — tipo a Petra e o Sean, que vieram meio na base do improviso, mas que viraram as notas mais afinadas dessa sinfonia chamada paternidade.

E o mais louco é que, no meio da bagunça, todo mundo se dá bem. De verdade! Os irmãos se adoram, vivem rindo, brincando e conspirando contra mim. Já as mães… bom, as mães se toleram — o que, convenhamos, é um milagre digno de beatificação.

Claro, rola uns ciúmes, umas trocas de farpas aqui e ali… mas nada que um churrasquinho, uma cerveja e umas piadas sem noção não resolvam. A gente ri das próprias desgraças, porque se não rir, enlouquece.

Ser pai de muitos é tipo comandar uma seleção de futebol: tem hora que dá vontade de botar uns no banco, outros pra treinar disciplina, e uns três pra aprender a lavar a louça. Mas, no final, quando junta todo mundo, é só alegria. Barulho, confusão e amor — tudo junto e misturado.

E eu, no meio da zona, olho aquela tropa correndo pela casa, penso nas três mães trocando olhares fatais e me pergunto: — Será que ainda dá tempo de fazer uma vasectomia?

Mas aí a Petra me abraça, o Sean me chama pra brincar, a Janaina diz que tem saudades e pronto: passa! Porque, no fundo, eu gosto é disso mesmo: do caos, da bagunça, e dessa família que parece mais uma sitcom em tempo real.

 

JK (19.10.25)






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