Tchê! Eu virei pai antes de aprender direito a fazer miojo. Sério mesmo! Enquanto os amigos estavam descobrindo o gosto da liberdade, eu já estava descobrindo o poder de uma fralda cheia às três da manhã.
Mas, olha, vou te dizer: eu sempre curti criança, sempre!
Era aquele tipo de guri que preferia brincar de médico com a prima pequena do
que jogar bola. Vai entender! Então, quando a paternidade me pegou de surpresa
aos 14 anos, em vez de desespero, o que eu senti mesmo foi uma vontade louca de
comprar mamadeira e aprender a fazer aviãozinho com colher para a Janaina.
E aí, meus amigos, a coisa toda desandou. Porque
depois que tu tem um filho e acha bonito, o universo pensa: “ah, é? Então toma
mais uns aí pra ver se continua achando fofo”. E eu, com meu coração mole e um
certo talento pra me meter em encrenca, fui acumulando herdeiros. Adoro!
Hoje em dia, quando me perguntam quantos filhos eu
tenho, eu respiro fundo e penso se vale a pena explicar ou se deixo por conta
da imaginação. Tem os oficiais, os de produção conjunta e, claro, as produções
independentes — tipo a Petra e o Sean, que vieram meio na base do
improviso, mas que viraram as notas mais afinadas dessa sinfonia chamada
paternidade.
E o mais louco é que, no meio da bagunça, todo
mundo se dá bem. De verdade! Os irmãos se adoram, vivem rindo, brincando e
conspirando contra mim. Já as mães… bom, as mães se toleram — o que,
convenhamos, é um milagre digno de beatificação.
Claro, rola uns ciúmes, umas trocas de farpas aqui
e ali… mas nada que um churrasquinho, uma cerveja e umas piadas sem noção não
resolvam. A gente ri das próprias desgraças, porque se não rir, enlouquece.
Ser pai de muitos é tipo comandar uma seleção de
futebol: tem hora que dá vontade de botar uns no banco, outros pra treinar
disciplina, e uns três pra aprender a lavar a louça. Mas, no final, quando
junta todo mundo, é só alegria. Barulho, confusão e amor — tudo junto e
misturado.
E eu, no meio da zona, olho aquela tropa correndo
pela casa, penso nas três mães trocando olhares fatais e me pergunto: — Será
que ainda dá tempo de fazer uma vasectomia?
Mas aí a Petra me abraça, o Sean me chama pra
brincar, a Janaina diz que tem saudades e pronto: passa! Porque, no fundo, eu
gosto é disso mesmo: do caos, da bagunça, e dessa família que parece mais uma
sitcom em tempo real.
JK (19.10.25)

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