Durante muito tempo, tudo o que eu quis foi um amor grande. Não
perfeito, não cinematográfico, apenas grande! Daqueles que fazem promessa
olhando nos olhos e seguram a mão com firmeza. Mas o que eu recebi, na maioria
das vezes, foram palavras bonitas que o primeiro sopro de realidade levou
embora. Eu acreditava e o vento vinha, sempre vinha!
Tentei de novo, de novo e mais uma vez, de novo! Às vezes
parecia que, finalmente, eu tinha acertado! Era como se a vida tivesse me dado
um prêmio inesperado, um presente raro, mas bastava a tempestade apertar um
pouco para tudo desmoronar. Não era amor fraco, era esperança demais colocada
em estruturas frágeis.
Entre brisas suaves e furacões emocionais, fui aprendendo a amar,
fui me refazendo depois de cada queda. Houve momentos leves, quase serenos.
Outros foram duros, intensos, daqueles que arrancam certezas. E, ainda assim,
eu continuei! Porque amar, para mim, nunca foi opcional, sempre foi necessidade!
Hoje me encontro num lugar tranquilo demais! Não há gritos, não há
promessas quebradas, não há tempestades! Hoje, existe paz! Uma paz estável,
constante, mas solitária! E eu confesso: às vezes essa calmaria pesa! Porque
descobri que não nasci para viver apenas seguro, eu nasci para compartilhar!
Talvez eu ainda esteja esperando aquele amor que não se desmanche
com o vento. Não um abrigo contra as tempestades, mas alguém que queira
atravessá-las comigo! Porque viver em paz é bonito, mas viver em paz acompanhado
é infinitamente melhor!
J.K – 19.02.26

Belíssimo texto !!
ResponderExcluirFico feliz pelo carinho, por teres lido meu amigo! Abraços!
Excluir