quinta-feira, 9 de abril de 2026

Entre o talvez e o por que não!

 Eu me pego pensando se você é a pessoa que chega para encaixar as partes que ainda andam soltas em mim. Não falo de dependência, falo de sintonia. Daquele encontro que não prende, mas desperta! Às vezes imagino se é você quem vai me tirar do modo automático e me lembrar que sentir não é fraqueza, é movimento!

 

 Tudo aquilo que um dia eu jurei que seria eterno hoje já não parece tão sólido! Eu mudei, o mundo mudou! E no meio dessa dança de certezas quebradas, observo você com curiosidade e cuidado! Uma parte minha ainda olha com prudência, outra já quer atravessar a ponte correndo. Fico nesse equilíbrio instável entre razão e impulso, entre o “talvez” e o “por que não?”.

 

 Tem dias em que sou garoa leve, quase silêncio, outros, viro tempestade sem aviso, intensidade pura, emoção à flor da pele. Eu não sei fazer pela metade! Se for para entrar, eu entro inteiro. Mas também não sei fingir sentimentos só para caber em expectativas. Representar nunca foi meu forte! Eu sempre preferi a verdade, mesmo quando ela assusta. Ah! E por favor, pare de dizer que por causa dos meus textos estou triste, depressivo! Volto a frisar: "nunca estive tão bem"! Obrigado!

 

  Ah! E já me vi procurando em algumas pessoas aquilo que talvez fosse único em outras. E tudo bem! Cada tentativa me ensinou algo sobre mim! Mas se você topar o risco, esse salto meio irresponsável que é gostar de alguém de verdade, eu prometo não economizar entrega. Porque quando eu me permito, nada fica igual!

 

 No fundo, o que eu quero mesmo não é um romance morno! Eu quero aquilo que mexe com a estrutura, que vira assunto interno, que acende ideias e revoluciona certezas. Quero uma história que não passe despercebida, que tenha coragem de existir em voz alta. Se for para sentir, que seja grande! Se for para viver, que seja intenso.

 

J.K – 18.01.26




 

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