Tem dias em que eu sinto que não é o corpo que está cansado, é a minha
alma! É como se eu tivesse acumulado poeira invisível das palavras
atravessadas, dos olhares tortos, das energias pesadas que a gente encontra sem
querer. Nessas horas, eu não procuro explicação lógica! Eu procuro cuidado, algo
que me limpe por dentro!
Eu aprendi que a fé também mora nos gestos simples, num banho
demorado, numa erva cheirosa esfregada na pele, num ritual pequeno feito em
silêncio. Não é superstição vazia, é crença! É como dizer para mim mesmo que
nem tudo que encosta em mim precisa ficar, que posso sacudir o que pesa e
seguir mais leve.
Voltar às minhas raízes sempre me fortalece! E, lembrar das rezas
antigas, dos conselhos das minhas avós, das bênçãos dadas com as mãos firmes e
o olhar cheio de certeza! Existe uma sabedoria que não está nos livros, mas nas
cozinhas, nos quintais, nas rodas de conversa! É ali que eu me reconecto, é ali
que peço proteção para o que não entendo e coragem para enfrentar o que for
preciso.
Confesso que também tenho meus pequenos rituais! Eu bato na
madeira quando o medo tenta se instalar e carrego comigo um símbolo que me
lembra proteção! Em casa, gosto de manter sinais de cuidado espalhados, como uma
planta forte na entrada, uma luz acesa quando o coração pede clareza, um
incenso de limpeza, uma vela acessa ou um copo d’água para frisar: aqui há paz!
Não é sobre viver com medo do mal, mas sobre viver cercado de bem!
É reconhecer que o mundo pode ser duro, mas eu posso me fortalecer, me
proteger! Eu sei que existem caminhos fechados, mas existem caminhos que se
abrem quando a gente acredita.
No fundo, tudo isso é uma forma de dizer: eu quero andar
protegido, mas também consciente! Quero seguir com o corpo fechado para o que
me diminui e com o coração aberto para o que me faz crescer! Porque fé, para
mim, não é fuga, é preparo, é raiz, é coragem pra continuar!
J.K – 19.02.26

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