sábado, 11 de abril de 2026

Para lavar o que o mundo não vê

 

 Tem dias em que eu sinto que não é o corpo que está cansado, é a minha alma! É como se eu tivesse acumulado poeira invisível das palavras atravessadas, dos olhares tortos, das energias pesadas que a gente encontra sem querer. Nessas horas, eu não procuro explicação lógica! Eu procuro cuidado, algo que me limpe por dentro!

 

 Eu aprendi que a fé também mora nos gestos simples, num banho demorado, numa erva cheirosa esfregada na pele, num ritual pequeno feito em silêncio. Não é superstição vazia, é crença! É como dizer para mim mesmo que nem tudo que encosta em mim precisa ficar, que posso sacudir o que pesa e seguir mais leve.

 

 Voltar às minhas raízes sempre me fortalece! E, lembrar das rezas antigas, dos conselhos das minhas avós, das bênçãos dadas com as mãos firmes e o olhar cheio de certeza! Existe uma sabedoria que não está nos livros, mas nas cozinhas, nos quintais, nas rodas de conversa! É ali que eu me reconecto, é ali que peço proteção para o que não entendo e coragem para enfrentar o que for preciso.

 

 Confesso que também tenho meus pequenos rituais! Eu bato na madeira quando o medo tenta se instalar e carrego comigo um símbolo que me lembra proteção! Em casa, gosto de manter sinais de cuidado espalhados, como uma planta forte na entrada, uma luz acesa quando o coração pede clareza, um incenso de limpeza, uma vela acessa ou um copo d’água para frisar: aqui há paz!

 

 Não é sobre viver com medo do mal, mas sobre viver cercado de bem! É reconhecer que o mundo pode ser duro, mas eu posso me fortalecer, me proteger! Eu sei que existem caminhos fechados, mas existem caminhos que se abrem quando a gente acredita.

 

 No fundo, tudo isso é uma forma de dizer: eu quero andar protegido, mas também consciente! Quero seguir com o corpo fechado para o que me diminui e com o coração aberto para o que me faz crescer! Porque fé, para mim, não é fuga, é preparo, é raiz, é coragem pra continuar!

 

J.K – 19.02.26




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