quinta-feira, 16 de abril de 2026

Bloqueado, injustiçado e rindo de nervoso!

 

 Eu juro que tentei começar o ano mais leve, mais zen, quase um monge digital. Mas não deu tempo! O ano mal abriu as portas e eu já fui bloqueado no Facebook! Sim, bloqueado! E não foi por algo recente, não! Fui condenado por uma publicação de seis anos atrás! Se isso não é desenterrar defunto virtual, eu não sei mais o que é!


 E o melhor, ou pior, depende do humor: a justificativa veio cheia daquele ar tecnológico, como se fosse uma decisão extremamente inteligente. Só que não! A tal da inteligência artificial respondeu igual disco riscado. Eu escrevia, tentava argumentar, quase mandava um “vamos conversar como adultos”, e recebia sempre a mesma resposta pronta. Se isso é inteligência artificial, eu sou um liquidificador com Wi-Fi.


 Agora me explica uma coisa, com toda sinceridade do mundo: não seria mais simples apagar a tal publicação e avisar o motivo? Pronto, resolvido, vida que segue! Mas não! Preferiram me transformar no exemplo, no cidadão que paga pelos pecados digitais da humanidade. Enquanto isso, o resto do caos segue firme, forte e rolando solto por aí, como se nada tivesse acontecido.


 Confesso que, na hora, a indignação veio forte. Dei aquela respirada funda, pensei em recorrer, escrever um manifesto, chamar um advogado das redes sociais. Mas aí caiu a ficha. Não adianta! No tribunal invisível da internet, a sentença já vem pronta. E você, meu amigo, só aceita e cumpre!


 No fim das contas, depois de toda essa revolta interna, sabe o que me restou? Rir! Rir de nervoso, claro! Porque ou a gente ri, ou a gente surta de vez. E cá estou eu, cumprindo minha “pena”, escrevendo esse textão como forma oficial de desabafo. Pelo menos isso ainda não bloquearam.


J.K – 15.04.26




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