sábado, 11 de abril de 2026

Entre ventos e calmarias

 

 Durante muito tempo, tudo o que eu quis foi um amor grande. Não perfeito, não cinematográfico, apenas grande! Daqueles que fazem promessa olhando nos olhos e seguram a mão com firmeza. Mas o que eu recebi, na maioria das vezes, foram palavras bonitas que o primeiro sopro de realidade levou embora. Eu acreditava e o vento vinha, sempre vinha!

 

 Tentei de novo, de novo e mais uma vez, de novo! Às vezes parecia que, finalmente, eu tinha acertado! Era como se a vida tivesse me dado um prêmio inesperado, um presente raro, mas bastava a tempestade apertar um pouco para tudo desmoronar. Não era amor fraco, era esperança demais colocada em estruturas frágeis.

 

 Entre brisas suaves e furacões emocionais, fui aprendendo a amar, fui me refazendo depois de cada queda. Houve momentos leves, quase serenos. Outros foram duros, intensos, daqueles que arrancam certezas. E, ainda assim, eu continuei! Porque amar, para mim, nunca foi opcional, sempre foi necessidade!

 

 Hoje me encontro num lugar tranquilo demais! Não há gritos, não há promessas quebradas, não há tempestades! Hoje, existe paz! Uma paz estável, constante, mas solitária! E eu confesso: às vezes essa calmaria pesa! Porque descobri que não nasci para viver apenas seguro, eu nasci para compartilhar!

 

 Talvez eu ainda esteja esperando aquele amor que não se desmanche com o vento. Não um abrigo contra as tempestades, mas alguém que queira atravessá-las comigo! Porque viver em paz é bonito, mas viver em paz acompanhado é infinitamente melhor!

 

J.K – 19.02.26




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