Eu não sei exatamente em que esquina do mundo você está agora.
Talvez numa rua movimentada, talvez num silêncio que eu nunca conheci. Mas,
seja onde for, carrego comigo um desejo quase infantil: que em algum instante
do seu dia meu nome atravesse seus pensamentos como um vento leve que entra
pela janela sem pedir licença.
Não peço que você volte e também não faço promessas, nem refaço planos! O que eu queria, e ainda quero, é algo simples e ao mesmo tempo imenso:
ocupar um pequeno espaço na sua memória! Um segundo distraído enquanto toma
café, um sorriso involuntário ao ouvir uma música qualquer, uma lembrança que
não doa, mas que também não apague o que fomos.
Eu sei que a vida segue e que talvez exista alguém ao seu lado agora,
alguém que consiga te oferecer a paz ou a alegria que eu não consegui
sustentar! E tá tudo bem! Amar também é aceitar que o outro encontre felicidade,
mesmo que não seja nos nossos braços! Eu só me pergunto, às vezes, se no meio
dessa nova história ainda sobra um fragmento do tanto que eu te quis, daquele
amor que era exagerado, inteiro, sem cálculo.
A verdade é que eu nunca consegui simplesmente desligar você de mim! Não há botão, não há ritual, não há explicação racional que dissolva o que
ficou! Você continua habitando minhas lembranças com uma naturalidade
desconcertante. Por isso, onde quer que esteja, se em algum momento lembrar de
mim, guarde ao menos a certeza de que aqui ainda existe alguém que não soube, ou talvez não quis, te esquecer!
J.K – 18.01.26

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