Recebi todas as tuas mensagens e as li com respeito, com cuidado e
com a consciência de que ali há dor verdadeira! Não ignoro o que vivemos, nem
diminuo o sentimento que tu expressaste tantas vezes. O que tivemos foi real,
foi bonito em muitos momentos, mas também foi atravessado por conflitos que nos
desgastaram! E quando o amor começa a ser mais peso do que abrigo, algo dentro
da gente pede silêncio.
Sobre o ciúme, eu entendo que ele possa nascer do gostar. Mas também
aprendi que gostar não é o mesmo que sufocar, nem que viver em constante
tensão. Há tempos, ao contrário de ti, eu aprendi a não mais cobrar, a não
mais reagir com palavras duras, a não mais magoar. Aprendi a te aceitar como
és! Só que, nesse aceitar, eu descobri algo difícil: aquilo não estava me
fazendo bem! E, no fundo, também não estava nos fazendo bem!
Em hipótese alguma, nos últimos meses, eu te magoei com palavras!
Se te feri, foi apenas com o meu silêncio! E esse silêncio não nasceu de desprezo,
mas de esgotamento. Eu não brigo mais, mas respeito! Respeito os meus limites,
respeito o que sinto e respeito também a história que tivemos. Não me afastei
por indiferença, mas porque continuar significava continuar nos ferindo.
Não guardo rancor, tenha certeza! O que eu desejo é que sejas
feliz junto do teu marido, da tua família e dos novos amigos que insiste em ter e me
contar! Desejo que encontres estabilidade, carinho e paz onde escolheste estar
e ficar! O que vivemos fez parte da nossa história, mas não precisa ser
carregado como mágoa! Pode ser lembrado como aprendizado, nada além disso!
Eu não terminei por maldade! Apenas percebi que insistir já não
era amor, era desgaste! Às vezes, a decisão mais madura não é permanecer e
lutar, mas aceitar que o ciclo terminou! O silêncio, nesse caso, foi a forma
mais honesta que encontrei de encerrar sem agressões. Hoje, o que eu escolho é
serenidade! Não porque foi fácil, mas porque foi necessário!
J.K – 19.02.26

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