quarta-feira, 8 de abril de 2026

Eu escolhi viver feliz

  

 Se existe algum erro em mim, talvez seja esse: eu gosto de ser feliz! Não carrego talento para a amargura, nem vocação para viver reclamando do que não deu certo! Já tentei vestir a tristeza como quem veste um casaco pesado, mas ela nunca combinou comigo por muito tempo! Eu sinto demais, é verdade, mas sentir, para mim, sempre foi combustível, nunca prisão.

 

 Não nasci para atravessar a vida lamentando cada tombo como a maioria das pessoas. E aqui entre nós, em tom confessional, como as pessoas reclamam! Nunca estão satisfeitas! Já eu, sou o oposto: me apaixono com facilidade, me empolgo com um olhar, com uma ideia, com uma promessa de horizonte. Quando algo me toca, meu peito reage como se fosse fogueira em noite fria: acende rápido, aquece tudo ao redor e, às vezes, assusta quem não está acostumado com tanta chama. Mas eu prefiro o risco de queimar ao frio do que não sentir nada.

 

 Sou intenso nas minhas contradições e palavras! Converso com Deus quando preciso de colo e enfrento meus próprios demônios quando eles tentam me encolher! Já briguei comigo mesmo e já fiz as pazes no mesmo dia! Já errei tentando acertar e já acertei sem querer! E em cada excesso, em cada exagero, havia uma coisa constante: a vontade de viver com verdade, sem mentiras.

 

  E, se alguém perguntar por mim, pode dizer que sigo por aí, sorrindo debaixo da chuva e transformando tropeços em palavras. A escrita sempre encontra um jeito de me lembrar que existir é um privilégio! Eu escolho escrever, mesmo quando o papel parece pesado ou amassado! Escolho sorrir, mesmo quando o céu está nublado! Porque, no fim das contas, a alegria não é descuido, é decisão minha! E eu decidi ser feliz a minha maneira!

 

J.K – 18.02.26






 

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