Vou confessar algo
que talvez muitos já tenham vivido, mas poucos têm coragem de admitir! Há
pessoas que entram na nossa vida como uma promessa de felicidade! Cada vez que
eu via você chegar, algo dentro de mim se iluminava! Era involuntário! O
sorriso vinha antes mesmo de eu perceber! E, mesmo depois de tantas decepções,
eu sempre acreditava que daquela vez seria diferente!
Em alguns momentos
cheguei a prometer a mim mesmo que não cairia mais nesse ciclo vicioso! Disse, com
convicção, que não permitiria que você bagunçasse novamente o meu coração e a minha vida! Mas
bastava você reaparecer, com aquele jeito que só você tem, e lá estava eu outra
vez, esquecendo minhas promessas e abrindo a porta do sentimento que eu jurava já
ter fechado.
Com o tempo fui
percebendo algo doloroso: meu orgulho, minha dignidade e até minha paz estavam,
de alguma forma, nas suas mãos! E muitas vezes vi tudo isso escorrer pelos meus
dedos, como algo frágil que se quebra ao tocar o chão. Amar você era como
provar algo doce e amargo ao mesmo tempo, um amor agridoce. Havia momentos de encantamento, mas
sempre vinha depois aquela sensação de vazio que parecia não ter fim.
Por muito tempo eu
acreditei que, quando você voltava, era porque finalmente tinha decidido ficar! Eu me enganava com facilidade, talvez porque o coração queira acreditar naquilo
que a razão já sabe que não é verdade! E assim fui dizendo “sim” mais vezes do
que deveria, mesmo quando a solidão já tinha deixado marcas profundas dentro de
mim.
Hoje entendo que
existe um tipo de amor que precisa ser interrompido para que a gente sobreviva
a ele. Não porque o sentimento deixou de existir, mas justamente porque ele
existe demais. Algumas histórias não terminam por falta de amor, mas porque
continuar nelas significa continuar se perdendo.
E se algum dia você
me perguntasse, com sinceridade, se ainda existe amor aqui dentro, talvez eu
não tivesse coragem de negar. Provavelmente eu diria que sim! Mas, mesmo assim,
lá no fundo do meu coração, existe uma decisão que finalmente aprendi a tomar: a de que, para eu me reencontrar comigo mesmo, você não deve mais voltar!
J.K – 05.03.26

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