Ando cansado
de escrever sobre o amor, justo eu que vivo tateando esse sentimento como quem
aprende a nadar no susto. Sempre me vi leve demais para promessas longas,
intenso demais para histórias mornas. Meus amores tiveram gosto de começo,
aquele arrepio bom que chega sem avisar e bagunça tudo por dentro. Foram
encontros de horas, dias, meses! Ainda assim, foram verdadeiros enquanto existiram!
Eu sei disso porque senti! E sentir, para mim, sempre foi o mais perto que
cheguei de amar!
Já me
despedi de gente que a vida levou para longe e também de quem ficou, mas
precisou seguir outro caminho. Em alguns momentos culpei o destino, em outros
aceitei com respeito aquilo que escapava das minhas mãos. Hoje olho para trás
com mais calma e entendo que cada história teve seu tempo certo, seu jeito
certo de acontecer! E, de alguma forma, todas deixaram um pedaço bonito dentro
de mim.
Mesmo com
esse histórico meio desajeitado, sigo acreditando! Acredito no encontro que
chega sem roteiro, no abraço que encaixa, no olhar que diz tudo sem uma palavra!
Ao mesmo tempo, aprendi a gostar da minha própria companhia! Tem dias em que o
silêncio da casa conversa comigo, o café quente vira companhia e a paz de estar
só tem um valor que pouca gente entende.
Claro que,
de vez em quando, bate aquela vontade de dividir a vida com alguém! De ter um
corpo perto, um riso cúmplice na mesa, uma rotina com cheiro de afeto! Só que
aprendi que felicidade mora em instantes, pequenos e sinceros. Nada precisa
durar para ser verdadeiro! Talvez seja isso que torna tudo mais especial!
Hoje eu
fecho esse capítulo com carinho, sem drama e sem promessas grandiosas! Amanhã
posso mudar de ideia, escrever de novo, me apaixonar de novo, viver tudo outra
vez com o mesmo entusiasmo de sempre! Porque, no fundo, eu sei: o amor move
tudo! E eu sigo aqui, inteiro, vivendo e amando do meu jeito.
J.K – 03.05.26

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