quinta-feira, 9 de julho de 2026

Quando a vida é interrompida pela violência!

 Há cerca de dois meses, perdi uma amiga. Ela foi vítima de feminicídio, em Nova Prata. Desde então, volta e meia me pego pensando nela e tentando entender como uma história pode terminar de um jeito tão cruel. A verdade é que eu ainda não consegui aceitar.


Depois que isso acontece perto da gente, tudo muda! A gente percebe que essa violência não mora só nas manchetes da televisão. Ela está nas cidades que conhecemos, nas famílias que convivem conosco e, muitas vezes, começa bem antes da tragédia. Começa no controle, no medo, nas humilhações que tanta gente insiste em chamar de "coisa de casal". E isso precisa parar de ser tratado como algo normal. 


Escrevo este texto porque não quero que a morte dela seja apenas mais um número. Quero que ela nos faça olhar com mais atenção para quem está ao nosso lado, que nos faça escutar, acolher e agir quando os sinais aparecem. Nenhuma mulher deveria ter a vida interrompida pela violência. E nenhum de nós deveria acreditar que esse é um problema dos outros.


J.K. – 14.04.26





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