domingo, 12 de julho de 2026

Quando dirigir virou um teste de paciência!

 

 Tem dias em que entro no carro já fazendo uma oração. Não porque tenha medo de dirigir, mas porque nunca sei o que vou encontrar pelo caminho. Basta rodar alguns quilômetros para aparecer alguém ultrapassando onde não pode, grudando na traseira do meu carro ou transformando uma simples avenida numa pista de corrida. Confesso que, em alguns momentos, me pergunto se eu fiquei velho ou se foi o trânsito que enlouqueceu de vez.


 O mais engraçado é que eu também preciso cuidar de mim. Tem dia que respiro fundo para não buzinar, para não reclamar, para não deixar que a pressa dos outros estrague a minha paz. Afinal, de que adianta chegar cinco minutos antes e passar o resto do dia carregando a irritação? Cada vez mais acredito que dirigir também é um exercício de paciência, respeito e, por que não, de humildade.


 Hoje continuo fazendo o básico. Uso a seta, respeito os limites, mantenho distância e torço para que todos cheguem bem em casa. Talvez isso pareça pouco num mundo onde tanta gente vive acelerada. Mas, para mim, ainda faz todo o sentido. Porque, no fim das contas, o melhor destino nunca foi chegar primeiro. Sempre foi chegar em paz.


J.K – 15.04.26




 

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