sábado, 18 de julho de 2026

Aqueles bons e velhos tempos!

 

 Olha, vou te contar uma coisa aos meus leitores mais jovens: na juventude a gente também aprontava, viu? Só que do nosso jeito! Sem esse monte de exagero moderno, mas com uma criatividade que, sinceramente, dava conta do recado! Tudo que a gurizada faz hoje, a gente já fazia lá atrás, só que com menos tecnologia e mais coragem na cara!


 Eu lembro dos bailinhos como se fosse ontem! A gente ia arrumado, cabelo no lugar, perfume caprichado e uma missão bem clara: dançar grudado e, se o universo ajudasse, roubar um beijo no final da noite! Era tudo mais inocente ou pelo menos a gente fingia muito bem!


 Você aparecia toda produzida, vestido rodado, cheia de charme, e eu ali, tentando pagar de confiante, mas por dentro fazendo mil cálculos pra chegar perto sem levar um fora histórico! E quando a música era lenta, meu amigo, era ali que o coração acelerava mais que qualquer batida da banda!


 No fim da noite, vinha o grande momento e o carro do pai já estava praticamente escalado pra missão final: te levar até em casa! E ali, na frente do portão, com aquele silêncio suspeito e o medo clássico do pai acordar, acontecia o verdadeiro teste de coragem! Um beijo, um abraço, mão na mão e uma despedida que valia mais do que qualquer festa inteira!


 A verdade é que era tudo mais simples, mas ao mesmo tempo mais cheio de expectativa. A gente não tinha pressa de viver tudo de uma vez! Cada pequeno avanço já parecia uma vitória! E talvez seja por isso que essas lembranças ainda têm esse gosto bom de saudade.


 Hoje eu olho pra trás e dou risada! A gente achava que estava arrasando, cheio de estratégia, quando na verdade só estava tentando entender esse tal de gostar de alguém! E, no fundo, era exatamente isso que fazia tudo ser tão divertido!

 

J.K – 21.04.26




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