Olha, vou te
contar uma coisa aos meus leitores mais jovens: na juventude a gente também aprontava, viu? Só que do nosso
jeito! Sem esse monte de exagero moderno, mas com uma criatividade que,
sinceramente, dava conta do recado! Tudo que a gurizada faz hoje, a gente já
fazia lá atrás, só que com menos tecnologia e mais coragem na cara!
Eu lembro dos
bailinhos como se fosse ontem! A gente ia arrumado, cabelo no lugar, perfume
caprichado e uma missão bem clara: dançar grudado e, se o universo ajudasse,
roubar um beijo no final da noite! Era tudo mais inocente ou pelo menos a gente
fingia muito bem!
Você aparecia toda
produzida, vestido rodado, cheia de charme, e eu ali, tentando pagar de
confiante, mas por dentro fazendo mil cálculos pra chegar perto sem levar um
fora histórico! E quando a música era lenta, meu amigo, era ali que o
coração acelerava mais que qualquer batida da banda!
No fim da noite,
vinha o grande momento e o carro do pai já estava praticamente escalado pra
missão final: te levar até em casa! E ali, na frente do portão, com aquele
silêncio suspeito e o medo clássico do pai acordar, acontecia o verdadeiro
teste de coragem! Um beijo, um abraço, mão na mão e uma despedida que valia
mais do que qualquer festa inteira!
A verdade é que
era tudo mais simples, mas ao mesmo tempo mais cheio de expectativa. A gente
não tinha pressa de viver tudo de uma vez! Cada pequeno avanço já parecia uma
vitória! E talvez seja por isso que essas lembranças ainda têm esse gosto bom
de saudade.
Hoje eu olho pra
trás e dou risada! A gente achava que estava arrasando, cheio de estratégia,
quando na verdade só estava tentando entender esse tal de gostar de alguém! E,
no fundo, era exatamente isso que fazia tudo ser tão divertido!
J.K – 21.04.26

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