segunda-feira, 20 de julho de 2026

Bons e velhos tempos que não voltam mais!

 

 Deixa eu te contar: a gente também aprontava na minha época, viu? Só que com mais estratégia do que pressa! Nada de atalho, era tudo no olho no olho, no timing certo e com aquela coragem meio inconsequente. No fundo, o jogo sempre foi o mesmo! Só mudaram os cenários.

 

 Os bailinhos eram praticamente um laboratório de segundas intenções. A gente ia arrumado, perfumado e cheio de planos que nem sempre eram tão inocentes assim! Dançar grudado era teste de aproximação, de limite, de até onde dava pra ir sem ouvir um “te enxerga”!


Recordo que tu vinhas toda produzida, sabendo exatamente o efeito que causava. E eu ali, fingindo controle, mas já negociando mentalmente cada centímetro de proximidade! Um passo a mais, uma mão que demora um pouco mais, um olhar que entrega mais do que devia. Era um jogo de sedução! E ninguém era tão inocente quanto parecia.


 E então chegava o momento decisivo! O tal do “te levo em casa”! O carro do pai virava cenário principal! No caminho, conversa boa, risada solta e aquela "tensão" gostosa crescendo sem pedir licença. E na frente do portão, silêncio! Mas, aquele silêncio que dizia tudo!


 E o beijo não era qualquer beijo! Era demorado, curioso e explorador! Mão na mão, depois já nem tão na mão assim. Sempre com aquele freio de última hora, porque alguém podia acordar ou porque a coragem ainda tinha limite! Mas a intenção, essa estava ali, bem clara!


 A gente não tinha a pressa de hoje, mas também não era santo, não! Sabia provocar, segurar, avançar e recuar! Era menos explícito, mas muito mais cheio de malícia! E talvez seja por isso que era tão bom!


 Hoje eu lembro e dou risada. A gente se divertia e sabia que já estava aprendendo direitinho o jogo mais antigo do mundo!

 

J.K – 21.04.26




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