Vou te contar um
pouco da minha juventude, daquela fase em que a gente descobria tudo na
prática, sem manual e sem vergonha de tentar. Era pura coragem, curiosidade
à flor da pele e uma vontade enorme de ir sempre um pouco além.
Porque a verdade é
simples: o que a galera faz hoje, a gente já fazia! Talvez com menos pressa,
mas com muito mais intenção. O beijo não era só beijo, era convite, teste e provocação. Era ali que começava o jogo de verdade!
O interesse era direto, físico e presente, nada virtual. Bastava um olhar mais demorado, uma aproximação calculada, um toque que demorava um segundo a mais e a gente sabia exatamente o que estava fazendo, mesmo fingindo que não!
E ninguém era tão
inocente assim! Existia malícia, curiosidade e muita vontade de ir além, até o pódio. Cada um no
seu ritmo, claro, mas todo mundo entendendo o clima no ar! Era um jogo de sedução, cheio de códigos, onde quem sabia ler, avançava.
Era ousado, sim! Mas era no detalhe, no quase, no limite! A graça estava justamente nisso. Em provocar sem dizer tudo, em chegar perto sem entregar tudo. E talvez por isso fosse tão bom! A gente tinha atitude, coragem e aquela malícia que não precisava ser escancarada pra ser entendida.
J.K – 21.04.26

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