sábado, 11 de abril de 2026

Entre o risco e a vontade

  Eu não tenho mais paciência para calcular cada passo quando o assunto é sentir. Se o ar está carregado de possibilidade, eu prefiro não interromper o fluxo. Deixo acontecer! Há coisas que não nascem da lógica, mas do encontro, daquele instante em que dois olhares se demoram um segundo além do necessário e o resto simplesmente se organiza sozinho.

 

 Não sei de onde vem essa eletricidade que surge quando você se aproxima! Talvez seja química, talvez seja destino, talvez seja só vontade acumulada. A verdade é que, nessas horas, ninguém é tão diferente assim: todo mundo oscila entre prudência e impulso, entre o lado luminoso e aquele pedaço mais ousado que gosta de brincar com o fogo.

 

  O perigo começa quando você entra no meu campo de visão e resolve ficar. Porque há uma distância muito curta entre admirar e desejar, entre observar e se envolver. E eu sei o quanto é arriscado permitir que alguém se instale nos pensamentos sem pedir autorização. O problema é que você sorri e esse simples gesto desmonta qualquer estratégia de defesa que eu tente construir.

 

 Seus olhos têm essa capacidade inquietante de prometer mais do que dizem. Em uma única noite, tudo pode mudar de intensidade. Eu finjo controle, mas por dentro já estou em negociação com o meu próprio coração. No fundo, o que me assusta não é você estar perto, é eu querer que fique.

 

J.K – 18.02.26




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