Eu tenho uma
teoria cada vez mais forte: as pessoas não leem no WhatsApp! Elas passam o
olho, interpretam o que querem e depois perguntam exatamente aquilo que já
estava explicado duas linhas acima! E não adianta escrever curto, direto,
objetivo, quase em formato de manual. A pergunta vem! Sempre vem!
É impressionante! Você manda uma mensagem organizada, clara, com começo, meio e fim. Tipo: “o
encontro é às 19h, no lugar tal, confirmar presença até às 18h”. Dois minutos
depois aparece: “que horas mesmo?”. Nessa hora eu fico me perguntando se estou
me comunicando com pessoas ou com uma espécie de teste de paciência em nível
avançado.
E quando
respondem, a situação melhora? Não! Vem um emoji1 Um único emoji. E você fica
ali, analisando como se fosse especialista em linguagem corporal digital.
Aquilo é um “ok”? Um “não gostei”? Um “vou pensar”? Um “não li, mas estou
fingindo que sim”? A gente precisava de legenda para emoji, porque do jeito que
está, é pura adivinhação.
Agora, experimente
inverter os papéis. Quando somos nós que demoramos cinco minutos para responder,
pronto! O mundo acaba! Ligam, cobram, mandam mais mensagens, quase fazem um
boletim de ocorrência! Parece que existe um cronômetro invisível que só vale
para o outro lado da conversa.
E aí eu chego à
conclusão mais honesta possível: ou as pessoas não sabem ler, ou fingem muito
bem que não sabem! Porque não é possível tanta pergunta desnecessária, tanta
interpretação criativa e tanta preguiça de entender algo simples!
Esses tempos
modernos, cheios de tecnologia, mensagens instantâneas e comunicação fácil,
ainda vão acabar comigo! Ou pelo menos com a minha paciência. Porque olha, explicar duas vezes o que já estava escrito é quase um esporte. E eu,
sinceramente, já estou cansado de competir!
J.K – 15.04.26

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