Confesso uma coisa que sempre pareceu estranha para
muita gente: amor, para mim, nunca foi exatamente um terremoto, aqueles que a gente observa nos filmes! Já vivi
histórias, já tive encontros, despedidas e promessas que ficaram pelo caminho.
Mas, por mais que eu tentasse me convencer do contrário, nunca fui daquele tipo
que se passa noites em claro, chorando por alguém que foi embora! Se a dor aparece,
ela costuma durar pouco! A vida logo me chama de volta para continuar andando.
Talvez seja contraditório, porque eu adoro uma boa
música de amor, daquelas que fazem a gente imaginar histórias, lembrar de
alguém, suspirar um pouco! Mas a verdade é que, na prática, meu coração nunca
seguiu esse roteiro melodramático e de filmes. Eu escuto canções apaixonadas, mas vivo de
um jeito bem menos dramático do que elas prometem!
Às vezes penso que isso tem a ver com a minha
natureza, ou talvez com o jeito que aprendi a viver vida. Quando alguém
decide partir, eu deixo e sigo em frente! E quando sou eu que escolho ir embora, também não
carrego culpa na despedida! Não diria que é frieza, pelo menos gosto de acreditar que não! É
mais como se meu coração tivesse um mecanismo próprio de defesa, desses que
evitam grandes naufrágios emocionais.
Mas essa história tem um detalhe curioso! Eu posso
até não sofrer por romances desfeitos, mas basta um cachorro me olhar com olhar triste
para me desmontar. Sempre digo que sofro por um cão, mas não por um coração! E vou mais, um simples gesto de carinho sincero me comove mais do que
qualquer promessa ou jura de amor. Talvez isso diga mais sobre mim do que qualquer
tentativa de explicar meus amores!
No fundo, eu sei que existe um certo egoísmo nesse meu jeito de viver e eu reconheço isso sem orgulho! Ainda assim, sigo pelo mundo
tentando entender o que realmente me importa e me faz bem! E, quando faço essa conta silenciosa
dentro de mim, a resposta sempre aparece no mesmo lugar: nos abraços sinceros,
nas conversas sem pressa e na presença fiel dos amigos que escolheram caminhar
ao meu lado. Porque, no fim das contas, talvez o amor mais verdadeiro que eu
conheça seja exatamente esse, o de amigos e da família!
13.03.26 – J.K

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