Disseram a vida inteira que a mulher era o sexo frágil! Eu até acreditei durante algum tempo. Mas bastou observar minha mãe ao longo da vida para perceber o tamanho desse engano! Vi ela enfrentar dificuldades que teriam derrubado muita gente: criar filhos, cuidar da família, acolher quem chegava e seguir em frente mesmo quando ninguém imaginava de onde ela tirava tanta força. Foi olhando para ela que entendi uma verdade impossível de ignorar: quando uma mulher se torna mãe, nasce junto uma força que não se explica, não se mede e muito menos se compara.
Ela ama de um jeito que não cabe em palavras! Ama os filhos com uma intensidade que desafia qualquer lógica, mas não para por aí. Ama o marido, sustenta a parceria mesmo nos dias difíceis, cuida dos amigos, acolhe a família inteira como se o coração dela tivesse sempre espaço para mais um. E tem, sempre tem! É um amor que se multiplica e nunca diminui!
No dia a dia, é ela quem segura o mundo sem fazer barulho! Divide-se em mil, atende a todos, escuta, resolve, acolhe e orienta. Quantas vezes pensei que finalmente teria minha mãe só para mim e logo alguém precisava dela primeiro. Um filho chama, outro pede, alguém precisa de um conselho, de um carinho ou simplesmente da sua presença. E ela vai, sempre vai! E, de algum jeito, nunca se esgota por inteiro.
Às vezes até parece que ela cede, que se coloca em segundo plano! Mas é só na aparência! No fundo, é ela quem sustenta tudo! É ela quem mantém a casa de pé, as relações vivas e os vínculos fortes. Existe uma sabedoria silenciosa nas mães, uma força que não precisa se provar porque se revela todos os dias, nos pequenos gestos que quase ninguém percebe.
E então eu entendo, sem dúvida alguma: o sexo forte nunca foi o homem! É ela, sempre foi ela! Porque ninguém carrega o peso do mundo com tanta dignidade quanto uma mãe! Ninguém ama com tanta entrega, ninguém resiste com tanta coragem, ninguém sustenta tantos ao mesmo tempo sem deixar de seguir adiante.
No fim, o que me resta é agradecer! Agradecer pela mãe que a vida me deu, por tudo o que ela carregou sem reclamar, por cada renúncia que só compreendi quando fiquei mais velho. Porque quando olho para ela, entendo que a força de uma mãe não está nos grandes feitos que o mundo aplaude! Está nos pequenos milagres diários que quase ninguém vê!
Talvez por isso toda mãe seja, por si só, um universo inteiro! E talvez a maior verdade seja essa: o mundo só continua girando porque existe, em algum lugar, uma mãe sustentando tudo com amor! Eu tive a sorte de conhecer essa verdade dentro da minha própria casa. Te amo Helena Horácia, minha HH como chamo carinhosamente!
J.K – 18.03.26

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