sexta-feira, 23 de agosto de 2024

Medo de te perder

Há quatro meses estou morando sozinho. Confesso que no início até gostei. Os únicos compromissos que eu tinha eram comigo e com meu trabalho. Melhor ainda é você poder ir e vir para aonde quiser sem dar satisfação a ninguém.

 

Os primeiros meses achei tudo divino maravilhoso, hoje, já estou me sentindo sozinho e com saudades da minha velinha. Tão bom chegar em casa após um dia de trabalho e ser recebido com sua benção e um sorriso amigo. Melhor ainda é saborear e degustar suas deliciosas comidinhas. Um simples carreteiro feito pela mãe da gente vira um banquete irresistível.

 

Sinto saudades dela tagarelando no meu ouvindo, querendo saber tudo o que fiz no serviço e contando, várias vezes, o que fez todo dia em casa. E apesar dos seus 83 anos bem vividos, adoro ver os planos e sonhos tem e deseja conquistar.

 

Triste é saber que o tempo passa muito rápido e que ela já esta no bônus da vida. Daqui a pouco Deus vem buscar ela para sentar ao seu lado. Embora eu esteja consciente disso, isso me assusta. Não estou, nem nunca vou estar preparado para pedir meu alicerce, meu amor maior. Aquela pessoa que me dá força todos os dias para prosseguir, seguir adiante. – JK




Pensamentos e divagações!

 Domingo, após um sábado terrível de exílio, acordo disposto. A febre deu uma trégua e o dia esta lindo lá fora e eu bem melhor, mais animado. Passo um café coado e aguardo os “dogues” do meu sobrinho. Hoje seria babá destes anjos de quatro patas.

 

Da janela do quarto andar, escuto as sete badaladas do relógio da antiga cutelaria Eberle. Na rua Os 18 do Forte, pessoas caminham apressadas. Pelas roupas, estão indo trabalhar ou encerrando o expediente. Algumas praticam exercícios.

 

Enquanto tomo meu café, questiono o motivo pelos quais as pessoas passam ligeiras. Aliás, os dias estão passando cada vez mais rápidos. Agosto mesmo que tem a fama de ser o mês do desgosto e eterno, mas, já estamos no dia 18.

 

As pessoas que circulam sem fones de ouvido, me questiono o que estariam pensando. Teriam elas algum tipo de medo ou receio. Será que alguma coisa as perturba ou simplesmente são agitadas. Mas, neste caso, todas que vejo passar? – JK




 

 

quinta-feira, 15 de agosto de 2024

Fernanda!

 

Hoje o dia é teu, mas um pouco meu também pois tive o prazer de te batizar, de vê-la crescer e se formar nesta pessoa maravilhosa, na melhor Biomética que conheço. Ouso afirmar que sou o Dindo mais coruja que existe!

Que seus caminhos continuem sempre cheios de grandes vitórias, abençoados e protegidos por Deus e Nossa Senhora de Caravaggio, santinha que és devota. Que nesta nova jornada que inicia hoje seja gratificante e doce.

Que teus sonhos se realizem, até os mais difíceis e impossíveis. Que você se realize como mulher, profissional, filha, mãe, amiga e colega.

Que seu coração esteja sempre repleto de amor e que a felicidade te abrace na maioria dos teus momentos. Te amo minha “filhada” hoje e sempre! E nunca esqueça que podes contar comigo, sempre!

Feliz Aniversário!




domingo, 11 de agosto de 2024

Compartilhe notícias boas!

 O mundo seria bem melhor se as pessoas postagem mais informações boas do que ruins. Estou impressionado com a grande quantidade de post’s e card’s sobre a queda do avião e a tragédia que aconteceu meses atrás no meu Estado. Bom seria se todos registrássemos menos opiniões e críticas desnecessárias - inclusive eu -, e elogiássemos e divulgássemos mais boas ações e notícias boas.

 

Como a vida seria melhor se as pessoas não tivessem vergonha de mostrar seu lado bom, que não quisessem levar vantagem em tudo e aceitassem a felicidade dos outros. Não consigo entender qual o verdadeiro motivo das pessoas se interessarem tanto pela vida dos outros e não pela sua.

 

Bom é pensar na cura do câncer e de tantas outras doenças, acreditar na vitória sobre a morte. Bom é não ter que postar sobre guerras, crimes e massacres, nem no aumento da violência.

 

O ideal seria postar fotos de nossas crianças indo para escola, tendo alimentos para suas refeições diárias. Bom seria postar fotos de pessoas sorrindo, felizes e todos nós aprendendo curtir e ser feliz com a felicidade alheia. Ainda temos muito que aprender. Espero que isso, um dia, aconteça. – JK




 

Mande notícias!

 Faz frio em Caxias do Sul e eu sozinho aqui neste apartamento. Por alguns instantes penso em você, lembro de nós. Queria tanto você aqui, lembro que você, um dia, fez parte da minha vida. Mas, você precisava partir, desbravar novos mares, realizar novas conquistas e eu, por medo ou receio, fiquei!

 

Aos poucos, fomos nos distanciando, afastando. Saímos um da vida do outro. Apenas as lembranças na memória e no coração permaneceram. Hoje nada mais sei de você, nem pelas redes sociais, pois você não tem e não gosta. Nem para os amigos você deu notícias.

 

Te conhecendo, sei que você esta por aí, por este mundo afora. Talvez em Barcelona, Sidnei ou Ottawa. Ainda sonho, acordado, que um dia você vai voltar ou dar notícias.

 

Quem sabe, em um café qualquer, contar um pouco da tua nova história, dos amores, tristezas e alegrias. Quem sabe terminar aquela conversa que deixamos para o dia seguinte e não aconteceu. – JK

 



 

sábado, 10 de agosto de 2024

O estranho caso do sumiço das meias

 Sábado frio em Caxias do Sul, inverno. Como de costume, acordo cedo. Abro a janela para ver o nascer do dia, mas tudo o que observo é uma leve neblina e um dia cinza e frio. Bom para ficar em asa lendo um livro, escutando uma boa música ou um filme na telinha.

 

Como de costume, sábado é dia de faxinar o apartamento, já que o dinheiro anda escasso e não sobra grana para pagar, semanalmente, a faxineira. Agora, só mensalmente. Mangas arregaçadas e vamos lá. Arrumar a cama, trocar lençóis, passar aspirador, tirar pó, lavar banheiro e cozinha, fazer almoço. Ufa, cansei! Vida de dono de casa não é fácil. A gente faz todo dia e não aparece. Só aparece quando não fizemos.

 

Serviço concluído, hora de passar um bom café no tradicional coador de pano e colocar as roupas na máquina. Primeira maquinada lençóis e fronhas; segunda toalhas, terceira calças e camisetas e a última, meias e cuecas.

 

Mas eis que na quarta maquinada, na hora de estender, eis que surge um mistério, aquele jamais desvendado pela humanidade, aquele que nem a NASA consegue explicar: o sumiço de uma das meias. Viro a máquina pelo avesso, vasculho todo o chão e nada. Falta uma única meia. As outras três estão emparceiradas, mas sempre uma desaparece misteriosamente.

 

Teria ela sido abduzida por um alienígena? Talvez dentro da máquina exista um portal que leve as meias para outra dimensão? Fica a sugestão para um Globo Repórter sobre este tema. Piro que este mistério continua sem explicação há anos aqui em casa. Alguém sabe me explicar? – JK




Não entendo!


 

Sábado, escuto o novo cd do “Roupa Nova 40 anos ao vivo” e lembro de vc! Aliás, é impossível não lembrar de nós dois no show no Ginásio do Sesi, juntos, curtindo a banda.

 

Foi estranho você me procurar para assistir ao show com você. Primeiro porque não sabia que você gostava de Roupa Nova. Sempre pensei que você fosse mais do sertanejo.

 

Seguidamente por achar você estranha, mais esquisita que eu quando se trata de relacionamentos ou de convidar alguém para sair. Até hoje estranho porque nosso relacionamento nunca aconteceu, não saiu de quatro paredes.

 

Meu mundo fica mais completo com você e sei que o teu também do meu lado. A gente se completa, mas não se aceita. Talvez um dia eu compreenda este mistério. Se o complicado sou eu, ou você. Talvez nós dois sejamos. – JK