Tenho pensado muito no meu pai, meu saudoso Zeca
Diabo, ou Martins, como era popularmente conhecido. Mês passado, por ser o mês
do seu aniversário de 94 anos, acreditei que talvez fosse a saudade batendo
mais forte à porta. Mas agora, em setembro, sinto sua presença e até seu cheiro
muitas vezes. Então, fico pensando no que ele quer me dizer. E, por mais que eu
tente, não consigo imaginar nada. Bem, talvez seja simplesmente saudade dele
mesmo!
Num primeiro
momento, fiquei preocupado com minha velinha, afinal, minha amada mãezinha já
está com 85 anos. E sabe lá até quando Deus vai nos permitir desfrutar da sua
companhia. A única coisa que sei é que, enquanto eu amanhecer de manhã, vou
continuar agradecendo pela minha mãe e pela minha família, nosso maior bem. Não
existe preço ou valor que pague o amor deles e tudo o que sinto por eles.
Depois, vêm à mente problemas com alguém da família, como minha irmã, meu
cunhado e meus quatro sobrinhos. Mas, depois de conversar com todos, percebo
que, na medida do possível, estão todos bem e felizes, cada um vivendo seus
altos e baixos.
Só me resta
concluir que o problema sou eu! Mas, espero que não! Quero acreditar que é
apenas a saudade do meu velhinho que aperta meu coração e faz ele bater mais
descompassado. Embora, no fundo, ele ainda bata feliz por ter a certeza de que
tive o melhor pai do mundo. Sua bênção, seu Dalton Martins!
J.K. - 08.09.26

Nenhum comentário:
Postar um comentário