Hoje é 20 de
setembro! E confesso que esta data sempre mexe comigo. Nasci em Santa Maria,
sou são-marquense de coração e foi em Caxias do Sul que construí boa parte da
minha vida. Sou filho deste Rio Grande de tantas paisagens, sotaques, costumes
e histórias. Gosto do nosso jeito de falar, do chimarrão passando de mão em
mão, do churrasco, das nossas músicas e até dessa mania que temos de reclamar
do frio quando ele chega e sentir saudade dele quando vai embora. Ser gaúcho,
para mim, está justamente nessas pequenas coisas que a gente aprende a amar sem
perceber.
O 20 de setembro
lembra o início da Revolução Farroupilha, em 1835, mas, para mim, hoje
significa muito mais do que uma guerra acontecida há quase dois séculos.
Significa pertencimento, lembrar daqueles que vieram antes de nós, das famílias
que ajudaram a construir este Estado e da mistura de povos que fez do Rio
Grande do Sul o que ele é. Não precisamos transformar nossa história em
perfeição para termos orgulho dela. Ela teve coragem, sonhos, erros,
contradições, dores e conquistas. Talvez por isso seja tão nossa. Afinal, nós
também somos feitos de tudo isso.
Tenho orgulho de
ser gaúcho! Orgulho desta terra que às vezes nos castiga com frio, chuva,
temporais e tantas dificuldades, mas que também sabe se levantar quando parece
que tudo desabou. Orgulho da Serra, dos campos, das cidades pequenas, das
nossas tradições e, principalmente, da nossa gente. Amanhã a pilcha volta para
o armário, os desfiles terminam e a Semana Farroupilha se despede por mais um
ano. Mas o Rio Grande continua dentro de nós. No meu caso, continua no jeito de
falar, de viver, de receber os amigos, de preparar um mate e de olhar para esta
terra e pensar, sem precisar dizer muita coisa: ainda bem que nasci aqui!
J.K. –
20.09.26

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