terça-feira, 30 de dezembro de 2025

Brindando o novo ano

    Nem bem curei a ressaca de Natal e já sinto a presença de 2026 batendo na porta! Com um sorriso estampado, abro e a convido a entrar, sentar e brindar comigo. Entre risadas e doses a mais, aguardamos a virada, celebrando a vida e tudo o que ainda está por vir.

 

Na playlist, toca nossa canção, e sorrio sozinho. Lembro do teu sorriso, mais bonito quando reflete o meu, e revivo cada encontro perfeito que tivemos. Penso nas histórias de amor que escrevemos juntos e naquelas que ainda vamos construir no novo ano.

 

Do ano que se encerra, levo apenas a essência: aprendizados, momentos de alegria e os abraços trocados com as pessoas que amo e quero ao meu lado. O restante? Deleto, sem arrependimentos, sem peso na memória.

 

Chego em 2026 mais leve, com alguns quilos a menos e meu melhor sorriso. Sinto no peito a certeza de que tudo vai se ajeitar, que os sonhos que guardamos ainda vão se tornar realidade, cada um do seu jeito, no tempo certo.

 

E assim, de coração aberto e copo na mão, nos vemos em 2026! Prontos para viver, rir e amar ainda mais, sem medo do que virá, mas com esperança no que podemos criar juntos.

 

J.K – 29.12.25




2026 à frente, eu aqui

    Planejar o futuro nunca foi simples, mas encarar 2026 me dá a sensação de estar prestes a saltar de paraquedas sem saber exatamente onde vou pousar. Viro o ano com essa inquietação no peito, tentando organizar ideias enquanto o mundo parece decidido a acelerar. Há algo de fascinante e assustador nessa virada: a certeza de que nada será previsível e, ainda assim, a obrigação íntima de seguir em frente, mesmo sem mapa.


No horizonte, os ingredientes estão todos ali, quase provocando: Copa do Mundo, eleições presidenciais, uma polarização que cansa antes mesmo de começar, guerras que insistem em se prolongar e tecnologias que transformam hábitos, relações e negócios em velocidade vertiginosa. Olho para tudo isso e me pergunto como não ser engolido pelo barulho. Como manter clareza quando o cenário parece um grande teste de resistência emocional e estratégica?


Tenho aprendido, às vezes à força, que fingir normalidade é um risco enorme. 2026 não será um ano comum, e negar isso é fechar os olhos para ondas altas. Ao mesmo tempo, percebo que o medo também paralisa. Ficar imóvel esperando que a poeira baixe pode ser tão perigoso quanto correr sem direção. Entre a negação e o pânico, existe um espaço difícil, mas necessário: o da consciência e da adaptação.


É nesse lugar desconfortável que escolho estar ao virar o ano. Não com respostas prontas, mas com disposição para ajustar rotas, rever planos e aceitar que a incerteza será parte do caminho. Talvez preparar um negócio, ou a própria vida, para 2026 seja menos sobre controlar o futuro e mais sobre desenvolver elasticidade, coragem e lucidez. Entro nesse novo ano assim: atento, vulnerável e, apesar de tudo, decidido a seguir navegando.

 

J.K – 26.12.25






segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

A semana em que a casa virou abraço

    Minha mãe, Helena Horácia, chegou trazendo seus 84 anos bem vividos e uma energia que não cabe em porta nenhuma. Nada nela é silencioso: ela é elétrica, dinâmica, falante, dessas presenças que ocupam a casa inteira com riso, opinião, histórias repetidas e gestos rápidos. Durante uma semana, Caxias do Sul pulsou no ritmo dela — café feito comentando a vida, almoço acompanhado de lembranças, noites cheias de conversa.


Ela limpou, cozinhou e arrumou tudo como quem dança entre tarefas. O apartamento foi se transformando no jeitinho que ela gosta: cada coisa no seu lugar certo, cada canto com função e afeto. Não era apenas organização — era uma maneira muito própria de dizer “eu cuido”, deixando marcas invisíveis que só quem ama percebe.


Veio feliz para sua casinha temporária aqui e tratou o espaço como definitivo. Passou pano, ajeitou detalhes, decidiu posições, como se estivesse deixando tudo pronto para seguir funcionando sem ela. Mas, antes de partir, chorou. Um choro estranho, profundo, como quem se despede não só de um lugar, mas de um tempo.


Ela voltou para São Marcos feliz, inteira, sorridente. Ainda assim, tive a sensação de que algo ficou suspenso no ar, como se uma parte dela tivesse decidido permanecer. Talvez na cozinha impecável, talvez no eco da sua voz pela casa. Eu fiquei com o apartamento em ordem e com o coração apertado, entendendo que alguns cuidados também são formas delicadas de despedida.

 

27.12.25 – J.K




A menina cresceu

Lembro-me da primeira vez que te vi, você era apenas uma criança. Mas agora, ao te ver novamente, sinto-me surpreso com a mulher que você se tornou. É como se o tempo tivesse passado rápido demais, e agora estou aqui, refletindo sobre como pude me apaixonar por você.

 

Penso nos momentos em que te carreguei nos braços, cantei para você dormir e te protegi de tudo. E agora, vejo a mulher que você se tornou, com um coração cheio de segredos e sonhos. É incrível como você cresceu e se tornou essa pessoa tão especial.

 

Agora que você é adulta, vejo a complexidade e a profundidade da pessoa que você se tornou. Você tem uma personalidade única e uma forma de ver o mundo que me fascina. É como se eu estivesse descobrindo você novamente, e isso é emocionante.

 

Mas a pergunta que não quer calar é: como pude me apaixonar por você agora? Como pude não ter percebido que você era a pessoa certa para mim? Talvez seja porque o tempo nos fez ver as coisas de maneira diferente, mas uma coisa é certa: você é a menina que cresceu, e eu estou aqui, tentando entender esse sentimento.


J.K – 09.12.25




domingo, 28 de dezembro de 2025

Um pouco de mim, sem filtros

Nasci em Santa Maria, mas foi em Caxias do Sul que criei raízes há mais de 30 anos. Carrego comigo a saudade do meu pai, Dalton, e de familiares espalhados pelo mundo, mas é a minha família que ancora quem eu sou. No centro de tudo está minha mãe, Helena — minha joia mais preciosa, meu alicerce, meu amor maior. Sou grato por cada gesto, cada ensinamento, cada cuidado. Meus sobrinhos, Fernanda e Rodolfo, são puro afeto, e minha irmã Jeanine, junto do César, formam essa segunda família que a vida me deu.

 

Trabalho com comunicação há mais de três décadas e sigo apaixonado pelo que faço! Gosto de ajudar, de estar presente, de chegar no horário — pontualidade é quase um traço de caráter. Fora do trabalho, encontro refúgio nos livros, no cinema e na música. Valorizo as pequenas coisas, os detalhes, os momentos simples que fazem a vida realmente valer a pena.

 

Sou feito de contradições: reclamo bastante, não dou tanta importância ao dinheiro, mas confesso que odeio ficar sem ele! Tenho temperamento forte (palavras da minha mãe, sempre sinceras!), memória péssima para nomes e telefones, e algumas dependências assumidas: Coca-Cola e chocolate! Sagitariano convicto, amo plantas, animais e tudo o que pulsa vida.

 

No inverno, a comida sempre vence — e os quilos aparecem. No verão, tento negociar com a balança. Me inspiro nas cores intensas de Almodóvar, na força de Frida Kahlo e, como o Garfield, sou um pouco gordo, azedo e sarcástico. Mas, no fundo, sou uma eterna criança, dessas que vivem tudo com intensidade. E se eu partir hoje, não chores por mim: vivi — e vivi pra valer!

J.K – 28.12.25




Quando o rei me fez sentir de novo

Confesso: fazia tempo que um especial de fim de ano do Rei Roberto Carlos não me emocionava de verdade. Eu já assistia quase por tradição, esperando mais do mesmo, aquele roteiro previsível do começo ao fim. Talvez por isso a surpresa tenha sido ainda maior quando, sem aviso, ele me pegou desprevenido e me fez sentir. Sentir de verdade!


Começou pela escolha da locação. Gramado, sempre linda, mas absolutamente encantadora no clima natalino, deu um novo fôlego ao espetáculo. A cidade parecia abraçar o Rei e, de algum modo, abraçar também quem estava do outro lado da tela. Ali, já percebi: não seria apenas mais um especial.


O repertório veio como um presente inesperado. Canções que há tempos eu não via Roberto cantar reapareceram, lembrando o tamanho da sua obra como compositor. Os convidados também trouxeram frescor, e o momento com Supla foi, sem exagero, um daqueles instantes em que a gente sorri surpreso. Arranjos ousados, diferentes, e um Maestro Eduardo Lages inspirado, superando-se mais uma vez!


E por ser Natal, Roberto fez o que sabe fazer como poucos: transmitiu fé, esperança e emoção. As músicas que falam de nascimento, de espiritualidade e de amor tocaram fundo. Assisti ao especial duas vezes, na companhia da minha mãe, e posso dizer sem medo: nos emocionamos juntos. Foi um daqueles momentos simples que viram memória.


E, aqui entre nós, não tenha vergonha de gostar do Rei. Ele pode não ser o maior cantor tecnicamente, mas poucos sabem encantar como ele. Roberto Carlos entende de palco, de gente, de sentimento. E, naquela noite, ele me lembrou por que ainda é, e sempre será, o Rei! 👑✨

 

J.K – 28.12.25






Quando o limite é o silêncio

Eu já tentei tantas vezes ser a versão de mim que você considera “certa”. Ajustei meus gestos, meu ritmo, minhas escolhas. Mas nada nunca pareceu suficiente. Você critica tudo: o que faço, o que deixo de fazer, até o que faço do jeito que você pediu. E, para não te magoar, fui engolindo cada incômodo, cada pequena injustiça, como quem finge que nada pesa. Agora, pesa!


Não me peça beijos. Beijos não se pedem! Não me peça para apagar as mensagens que você escreve; simplesmente apague. Não espere que eu argumente ou tente explicar. Você nunca entendeu, ou talvez nunca quis entender. Suas palavras chegam como ordens, não como diálogo, e eu já sei que qualquer tentativa vira só mais um motivo para você apontar o dedo.


Não se preocupe comigo. Eu não vou mais brigar, não vou mais levantar a voz, não vou mais tentar provar nada. Toda vez que tentei, bati na mesma parede — dura, imutável, sempre pronta para me lembrar de que meu jeito é sempre o errado. E, sinceramente, eu estou cansado de ser colocado nesse lugar.


Tudo continua igual. As conversas, os gestos, o ritmo da casa. Nada vai mudar — a não ser eu. E não é uma mudança feita de explosão, nem de fuga. É um recuo silencioso. Vou parar de discutir, de argumentar, de tentar ser ouvido. Vou apenas concordar. Não por submissão, mas por exaustão. Porque às vezes o silêncio é o único lugar onde ainda sobra um pouco de paz.

 

30.11.25 – J.K