O tempo faz a gente mudar, principalmente às vésperas de completar 60 anos, e não só o corpo, mas o jeito de pensar. Isso mostra que o tempo passou de um jeito meio singular e estranho. A gente começa a desacelerar, a ir com calma.
É como andar numa marcha mais
lenta, com um pouco de medo de pegar o caminho errado. No dia a dia, a gente
vai se desgastando, tipo sola de sapato que vai perdendo a forma.
Mas eu resolvo não ficar obcecado
com o tempo, não contar as horas nem os minutos. Prefiro viver o que está
rolando, deixar as coisas acontecerem sem me preocupar que o meu fim está logo
ali.
No final das contas, a gente lembra das coisas do coração, dos velhos amigos e da família. Eles são lembranças que a gente não consegue apagar da memória e percebe que o tempo é algo que a gente não controla. – JK

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