segunda-feira, 8 de dezembro de 2025

Quando o coração aprende a escolher

 Como já dizia Belchior, “o passado é uma roupa que não nos serve mais”. E talvez pela primeira vez na vida, resolvi seguir o conselho ao pé da letra: estou deletando tudo o que não soma, não acrescenta e já não faz sentido — e isso vale para roupas, lembranças e, principalmente, pessoas.

Ao contrário do rei Roberto Carlos, eu não quero ter um milhão de amigos. Nem no presencial, nem no virtual. Quero poucos, mas bons. Aquele tipo de companhia que enche a alma, não a agenda. Gente que chega leve e fica porque faz bem, não porque eu preciso aparentar algo.

Também não me interessa seu sobrenome, sua conta bancária ou o tamanho da carteira que você carrega. Status nunca me trouxe felicidade — Deus sabe que não. O que eu quero é conforto suficiente para viver em paz e a graça divina para continuar valorizando o muito que existe dentro do meu pouco.

Não me importa se você é gorda, magra, negra, branca ou um Pokémon. Sua educação me diz mais do que qualquer aparência. No fim das contas, não vamos levar nada daqui. Nada.

Quando eu partir, quero apenas que você se lembre de mim com carinho. Que, ao pensar em mim, um sorriso involuntário apareça nos seus lábios — desses que iluminam o rosto sem pedir licença — e que, por um instante, você fique ainda mais bonita.

 

20.11.25 – JK




 



domingo, 7 de dezembro de 2025

A verdade absoluta da minha mãe

 Minha mãe sempre me dizia: "Meu filho, você não é todo mundo." E, pessoalmente, eu achava que ela estava sendo apenas uma mãe super protetora e carinhosa. Mas não! Ela estava certa, cem por cento certa! Enquanto todo mundo estava fazendo feriadão, curtindo o sol na praia, tomando caipirinha e se divertindo, eu estava... trabalhando na sexta-feira! É isso mesmo, eu sou o único ser humano no planeta que trabalha na sexta-feira enquanto o resto da humanidade está em modo feriadão do Dia da Consciência Negra.


Eu fiquei pensando: "Mãe, você sabia que eu ia trabalhar na sexta-feira?" E ela respondeu: "Não, mas eu sabia que você não era todo mundo." É como se ela tivesse um dom de prever o futuro e soubesse que eu ia ficar sozinho no trabalho enquanto todo mundo estava se divertindo. Eu deveria começar a chamá-la de "Mãe, a vidente".


Mas sério, eu estou aqui, trabalhando como um louco, enquanto meus amigos estão postando fotos de praia no Instagram com hashtags como #feriadão e #praia. E eu estou aqui com a hashtag #trabalho. É como se eu estivesse em um universo paralelo, onde a sexta-feira não é sinônimo de liberdade e diversão.


Então, mãe, você estava certa novamente. Eu não sou todo mundo, e isso é algo que eu vou ter que aceitar. Mas, mãe, da próxima vez, pode me avisar que eu vou trabalhar na sexta-feira? Assim eu posso me preparar psicologicamente para a solidão e a rotina de trabalho.

 

20.11.25 – JK






 

sábado, 6 de dezembro de 2025

A crise de identidade: ou quem é você, afinal?

 Eu estava lá, no Supermercado Apolo, tentando sobreviver à multidão da feira hortifrutigranjeira em plena quarta-feira, véspera de feriado. E eu pensei: "Será que os supermercados são os únicos que não estão em crise, pois estão sempre lotados?" Enquanto eu me questionava sobre o estado das coisas, um casal super simpático me abordou na fila do caixa. "Tio do Rodolfo!" eles disseram. Eu fiquei tipo: "Quem são essas pessoas? E por que Tio Rodolfo?"

 

Eu sou o filho do Martins, o filho da Helena, o Dindo da Fernanda... e agora, Tio do Rodolfo? Eu começo a achar que meu nome é um segredo de Estado. Ninguém me chama pelo nome, mas todo mundo parece me conhecer. É como se eu fosse um personagem de novela, com várias identidades e nenhum nome real.

 

Mas, enfim, parece que meu nome é Jean. Ou Je Garfield, ou JK, ou Fio... depende de quem você perguntar. Eu sou um homem de muitas faces, mas ainda estou procurando por alguém que me chame pelo nome. Talvez eu deva colocar um crachá com meu nome no trabalho... ou talvez não, para manter a emoção da descoberta.

 

Então, se você me encontrar no supermercado, não se preocupe se eu não souber quem você é. Talvez eu seja o Tio Rodolfo, ou talvez eu seja apenas o cara que está tentando encontrar seu lugar no mundo. Seja como for, é um prazer! Meu nome é Jean, e estou aqui para conhecer você.

 

JK – 19.11.25




sexta-feira, 5 de dezembro de 2025

Indiretas: o jogo de quem acha que é

 É incrível como algumas pessoas acham que são o centro do universo. Qualquer coisa que você faz ou diz parece ser direcionada a elas, como se o mundo girasse em torno de suas próprias inseguranças. Se você escreve um texto, um pensamento, uma reflexão, logo aparece alguém achando que é o alvo da questão. É como se as pessoas tivessem um radar especial para detectar qualquer coisa que possa ser interpretada como uma crítica ou uma indireta.

Mas a verdade é que nem tudo é sobre você. Às vezes, as pessoas simplesmente estão escrevendo para si mesmas, para desabafar, para refletir ou apenas para expressar seus pensamentos. Não é necessário que tudo seja uma mensagem cifrada para alguém específico. E mesmo que fosse, será que não podemos simplesmente deixar que as coisas sejam? Por que é preciso sempre interpretar tudo como uma afronta pessoal?

A educação e o respeito são fundamentais em qualquer interação, seja ela online ou offline. Se alguém escreveu algo que você se sentiu ofendido ou atingido, talvez seja melhor simplesmente ignorar ou, se necessário, responder de forma educada e respeitosa. Mas, por favor, não vá achando que tudo é sobre você. O mundo não gira em torno de suas opiniões ou sentimentos volto a frisar.

Vamos deixar de lado esse jogo de quem acha que é e começar a respeitar o espaço e os pensamentos dos outros. Se você não quer ser mencionado ou citado, então não faça o mesmo com os outros. É simples assim. Vamos tentar ser mais conscientes e respeitosos uns com os outros? Talvez assim possamos criar um ambiente mais harmonioso e menos propenso a mal-entendidos.

 

JK – 19.11.25




 

quinta-feira, 4 de dezembro de 2025

O mistério da morte

 A morte é um tema que intriga e assusta a humanidade há séculos. Dizem que morrer não dói, que é uma passagem tranquila para o desconhecido. Mas será verdade? Como podemos saber ao certo o que acontece quando fechamos os olhos pela última vez? A verdade é que não há testemunhas que possam contar a história e voltar para nos dizer como foi. Todos os relatos que temos são de pessoas que estiveram próximas da morte, mas não cruzaram a linha.

A ideia de que a vida passa em flashback antes de morrer é um conceito fascinante. Será que é apenas um mito ou há alguma verdade por trás disso? Alguns dizem que sim, que momentos importantes e lembranças queridas vêm à tona em um instante, permitindo que a pessoa se despeça da vida. Outros argumentam que é apenas uma reação do cérebro, uma tentativa desesperada de encontrar sentido em meio ao caos. Seja o que for, a verdade é que a morte é um mistério que continua a nos intrigar.

Apesar de ser a única certeza da vida, a morte é algo que muitos de nós preferem não pensar. Talvez seja o medo do desconhecido, talvez seja a dor da perda. Seja o que for, a verdade é que a morte é uma parte natural da vida. Todos nós vamos chegar lá um dia, e é importante refletir sobre o que isso significa para nós. Ao invés de temer a morte, podemos usar essa certeza para viver mais plenamente, para aproveitar cada momento e fazer o que realmente importa.

A morte pode ser um tema sombrio, mas também pode ser um lembrete valioso da beleza e da fragilidade da vida. Ao aceitar a morte como uma parte natural da existência, podemos começar a viver de forma mais autêntica e significativa. Então, vamos aproveitar cada dia, cada momento, e fazer com que a vida seja uma celebração da beleza e da complexidade da existência humana.

 

JK – 19.11.25




 

quarta-feira, 3 de dezembro de 2025

Coração de criança

 Uma carta que me foi enviada por uma amiga especial me tocou profundamente. Eis aqui suas palavras.. 👇


Jean, meu melhor amigo, você sabe que às vezes eu fico aqui pensando sobre nós dois e como você é. Seu jeito de ser é tão único, tão especial. Você tem um coração de criança, Jean, sempre tão cheio de vida, tão espontâneo. Eu admito, às vezes isso me cansa um pouco, mas nunca é o bastante. Eu amo a forma como você vive, como você se entrega às coisas que ama.

 

Mas, Jean, você é um homem feito, um homem que eu admiro e respeito. E, ao mesmo tempo, você é tão menino, tão puro e inocente. É como se você não tivesse perdido aquela capacidade de se maravilhar com as coisas simples da vida. E isso é algo que eu amo em você, Jean. Você me faz sentir viva, me faz sentir que tudo é possível.

 

Eu sei que não é fácil lidar comigo, Jean. Eu sei que às vezes eu sou difícil, que eu tenho meus momentos de loucura. Mas você, você é o meu refúgio, meu porto seguro. Você me entende de uma forma que ninguém mais entende. Você sabe como me fazer feliz, como me fazer sentir amada.

 

Quando estamos juntos, Jean, é como se o mundo parasse. É como se nada mais importasse, apenas nós dois. Você me brinca, me provoca, me faz rir. Você me faz sentir como se eu fosse a única pessoa no mundo. E, Jean, eu amo isso. Eu amo a forma como você me faz sentir.

 

Eu sei que eu não sou perfeita, Jean. Eu sei que eu tenho meus defeitos. Mas, com você, eu sinto que posso ser eu mesma, sem medo de ser julgada. Você me aceita do jeito que eu sou, e isso é algo que eu nunca vou esquecer. Eu te amo, Jean. Eu te amo com todo o meu coração.

 

17.11.25





segunda-feira, 1 de dezembro de 2025

Dezembro: o meu mês

 Então é dezembro! E, claro, o melhor fica por último — inclusive eu! Sempre brinco que dezembro chega carregado de simbolismos, memórias, cheiros, rituais… e do meu aniversário. Coincidência? Talvez. Destino? Com certeza absoluta, se você perguntar para um sagitariano.

 

O nome do mês vem do latim decem, o décimo mês do antigo calendário romano. Só que o tempo passou, o calendário mudou, e dezembro foi escorregando até virar o último suspiro do ano — aquele momento em que todo mundo faz balanços, promessas e suspira por recomeços. E ali, bem no meio dessa energia de virada, estou eu soprando velas.

 

Tem outra curiosidade que sempre me fascina: enquanto no hemisfério norte dezembro traz o solstício de inverno, com o dia mais curto e a noite mais longa do ano, aqui no sul vivemos o extremo oposto — o nascimento do verão. Talvez por isso eu seja tão contraditório: hora introspectivo, hora expansivo. Dezembro é esse choque de luz e sombra que mora em mim também.

 

E como se tudo isso não bastasse, no século IV escolheram o dia 25 para celebrar o nascimento de Jesus. A data virou tradição, virou afeto coletivo, virou Natal. Já o dia 31 encerra tudo com aquele sopro de esperança, como quem diz: “Vai ficar tudo bem, respira e tenta de novo.”

 

Agora, a parte divertida: a imagem moderna do Papai Noel — velhinho simpático, barba branca, roupa vermelha — não é tão antiga quanto parece. Veio das campanhas da Coca-Cola nas décadas de 1920 e 1930. Talvez isso explique por que eu gosto tanto de Natal, Coca-Cola… e, claro, presentes. Algumas coisas simplesmente fazem sentido.

 

Por fim, curiosidades à parte, eu sou Sagitário na versão completa, 19 de dezembro. Isso significa que, sim, posso ser fogo, aventura e liberdade — mas também sou o amigo mais leal que você vai encontrar. Só não diga que eu não avisei.

 

E no fim das contas, dezembro sempre me abraça do jeito certo: com memórias, promessas, exageros sagitarianos e aquele lembrete silencioso de que eu ainda tenho muito a viver. E é por isso que, ano após ano, eu celebro — a vida, o Natal e, principalmente, a sorte de ser eu.

 

JK – 29.11.25