sábado, 1 de agosto de 2020

Tá faltando um abraço!



O que mais me sinto falta nesta pandemia, que insiste em não terminar nunca, não é sair pelas ruas, tão pouco ir e vir aonde eu bem quiser. Sim, este maldito vírus roubou minha liberdade e a sua também!

Eu sinto falta do calor humano, dos abraços apertados, da família e dos amigos, do aperto de mãos e, principalmente, do sorriso sem máscaras, livre e solto! São cinco meses sem receber o carinho, o toque dos meus familiares e amigos, embora, cometa algumas infrações esporadicamente!

Sem abraços, meu coração parece faltar um pedaço. Sinto algo quebrado dentro de mim, algo que cresce torto, como uma planta carente de cuidados e sem possibilidades de reparos!

Sonho, em breve, por voltar abraços todas as pessoas que eu gosto e amo! Aquele abraço apertado, forte e gostoso onde dois corações batem em um só! Amo conectar meu corpo com o de outras pessoas, sentir o calor e a energia de cada uma, embora, às vezes, não existe troca, apenas um corpo suga o vigor do outro.

Sim, tenho fome de abraços, apertos de mãos e sorrisos com expressão! Não aguento mais abraços falsos, aqueles que ninguém se toca ou de pequenos toques nas mãos e sorrisos mascarados. Também não aguento mais a distância e de ver os amigos somente por vídeos chamadas.

Tenho consciência que tudo, em breve, vai passar e que tenho que me manter firme e forte para não enlouquecer! Sim, tá faltando um abraço, o teu abraço, o abraço de que esta lendo esta crônica! – JK 01.08.20

domingo, 26 de julho de 2020

Este sou eu!

Tinha uma porta aberta, de vidro, no meio do banheiro. E, de máscara, sem óculos, eu a encontrei e a acertei em cheio. Cheguei a voltar para trás e por alguns segundos, mandei meio mundo para aquele lugar. Que dor!

Mas, bem feito, quem manda ser estabanado, distraído e desligado. Pior, estou sempre com o pensamento além da lua. Eles viajam! Em questão de segundos, escrevo um roteiro de causar inveja ao mais genioso cineasta. Um filme se passa pela minha mente.

Estranho foi passar o final de semana, sozinho, com um curativo no olho. Descubro que estou cada vez mais cego, enxergando menos. Tive dificuldades em escrever, ir para as redes sociais e ver filmes. Mas, por outro lado, nunca escutei tanto música, aqueles que há tempos não escutava. Um flash-back se passou em minha mente caolha.

Mas, o melhor é saber que ao tirar o curativo, deixar de ser pirata, a visão não esta mais turva e sim normal. Que alegria! Agora é só agradecer ao meu anjo da guarda que, dos males, não deixou que eu ficasse com alguma lesão mais séria.

Ah! E por falar em anjo da guarda, ele deve estar estressado comigo e tirado folga neste final de semana. Explico: ao descer as escadas para levar o lixo, pra variar, levei um tombo, rolei as escadas. Estou com a testa e os braços esfolados. E, as pernas roxas, parece que apanhei. Estou sou eu! Risos. – JK 26.07.20