sábado, 29 de junho de 2013

Desesperar, jamais!

Junho acabou. Com ele uma esperança. Talvez julho traga esta esperança, mas, confesso, não acredito. Hoje sei que o que passou, passou, não volta atrás. Mas, o importante é saber que não foi em vão. A saudade vai ficar e fez a diferença, isso que importa.

 Não vou depositar minha fé em Julho. Eu e este distinto mês não nos afinamos, não sei dizer o motivo. Ele parece não gostar de mim e eu dele. Mas, quem sabe, este ano não faremos as pazes.

 De repente, descubro, percebo que me fechei. Ando fugindo de amigos, não ando de bem comigo mesmo. Isso me preocupa, pois justamente eu que sempre me amei e fui tão seguro de sim. Será a crise dos quarenta, cinquenta anos chegando? Espero que sim.

 To tentando mudar, emagrecer! Não estou satisfeito com o que vejo refletido no espelho. Sem contra que mudar é preciso. Então, mudemos. Se nos não ajudarmos quem vai nos ajudar. As mudanças começam dentro de nós, de dentro para fora. Se eu não gostar de mim quem vai gostar?

 Pois é, além da estética, entra a saúde. Doutora mandou emagrecer. Vai ser duro perder meus quase 100 quilos de muitas guloseimas saborosas degustadas ao longo de três anos. Todas estão lá, como uma enorme dispensa em meu interior, em meu corpo.

 Emagrecer não é tão difícil se tivermos força de vontade. Há três semanas estou conseguindo. Perdi dois quilos. Mas, confesso, não notei diferença nenhuma, nem os outros. Risos.

 E, durante a revisão dos quarenta mil quilômetros, descubro que alguma coisa não vai bem com o motor. Doutora me preocupou. Me encaminhou para o especialista. Esta semana vou marcar hora. Mas, não gostei da cara da médica, dos resultados dos exames. Preocupante.

 Hoje sonhei com meu pai. Acordei com aquela imensa saudade. Nos meus sonhos, ele parecia querer dizer que algo não andava bem na aldeia, neste caso, acredito que comigo. Mas, vamos á luta. Lutar é preciso, sempre! Desanimar, jamais!

 Nosso caminho está traçado desde que nascemos. Resta escolhermos as esquinas certas.

 Acredito que eu escolhi, embora tenha me perdido em muitas ao longo do trajeto, mas, sempre procurei o caminho certo. Quando me encontrar com Deus, com meu pai, na hora do abraço, saberei, realmente, se percorri o caminho certo.

sábado, 18 de maio de 2013

Mudar é preciso!


 De repente o estável não me satisfaz mais. Explico: estou a mais de 17 anos na mesma empresa, mas, de repente, percebi que não cresci ao longo dos anos, continuo exatamente com o entrei. E o pior, além de não crescer, o salário não teve aumento. Hoje, se for ver, ganho menos do que quando entrei. Isso, comprovado no papel.

 Embora ame meu serviço, meus colegas, meus patrões, sinto que já está na hora de abandonar o barco. Ir à luta e navegar outros mares, afinal, navegar é preciso! Não sou mais tão jovem. Preciso fazer isso rápido, afinal, já estou beirando os 50 anos. E o pior, já fiquei desatualizado para o mercado de trabalho, preciso me reciclar urgente.

 Hoje, me arrependo de não ter aceito, meses atrás, o convite de uma empresa concorrente. Com certeza, estaria mais qualificado e melhor remunerado. Talvez, mais satisfeito do que no emprego atual, talvez não já que amo o que eu faço, fator que me segurou e segura por tanto tempo na empresa.
 Ontem à noite, outra entrevista de emprego. A proposta, irrecusável! Fiz-me de difícil, que ia pensar, mas, cá entre nós, o SIM gritava dentro do meu ser. E o melhor, o emprego não é de imediato. É para daqui uns meses, tempo suficiente para eu desapegar do atual, que alias, não vai nada bem, está na UTI.

 Sinto meus administradores aéreos, desligados e ausentes. Parecem que vivem em seu mundo, não compartilham nada, não dizem nada, não vão atrás de novos empreendimentos para fortalecer o atual que, na minha opinião, anda no banco de reserva, precisando de um pouco mais de atenção e de pessoas maia acessíveis, que saibam lidar com as pessoas, mesmo quando temos vontade de mandar elas para aquele lugar.

 O pior é conviver com a insatisfação de colegas e clientes, que, diariamente, reclamam da administração e dos próprios colegas de trabalho. Segurar esta barra não tem sido fácil, pelo contrário, desanimador.
 Eu que sempre acordei disposto, alegre, de bom humor, confesso que não tem sido fácil. Demonstrar ser alegre, feliz, ser, não tem sido tarefa das mais fáceis. Mas, tenho esperança de que dias melhores virão.
 Seguido me pergunto: quando meus administradores vão acordar e perceber que estamos precisando de um incentivo, uma injeção de ânimo e de melhorias? Espero que isso aconteça logo, antes que seja tarde demais.

 Não sou vidente, mas, do jeito que as coisas vão, não temos vida pra muito tempo. Talvez este ano, talvez ano que vem, não posso prever, mas que a coisa está feia, está! Só eles que não perceberam.
 Embora as coisas não estejam fáceis, não podemos desanimar. Amanhã será um novo dia e, quem sabe, neste novo dia, um renascimento acontecerá na empresa e neste ser que escreve.

sábado, 11 de maio de 2013

E se...


E se ... 
você me ligar, procurar, o que é que eu faço?
Te aceito ou digo não!
Assim como eu, tu também me fizeste sofrer.
Tua ausência feriu mais do que as palavras não ditas
por mais amargas que as minhas tenham sido.

E se ...
você disse que me ama?
Acredito ou finjo que acredito!
Hoje não sei se confio em você
Tuas lindas palavras foram da boca para fora
Na primeira briga, vocês esqueceu todas.

E se ...
você disser que não quer mais me ver?
Eu acredito, tenha a certeza disso!.
Mas, você vai lembrar de mim, mesmo não querendo.
Foi pouco tempo, mas exato para deixar saudade.
Eu esperava mais de ti, menos da minha pessoa.

E se ...
eu disser que hoje sou eu que não quero mais você?
Você acreditaria ou não!
Sim, falhaste comigo e eu contigo.
Tentamos e não deu certo.
Partimos para outra, então.

terça-feira, 7 de maio de 2013

Não é mais um cartão de aniversário e sim, o cartão.




É necessário muita criatividade para escrever um cartão de aniversário para você Helena Horácia, afinal são 72 anos de vida festejados hoje e, no mínimo, uns 65 cartões escritos por este ser maravilhoso, bonito, querido, gordinho e modesto que lhe escreve. Haja inspiração para escrever tanto sobre você.

 Com certeza, você deve ter guardado uns cinco ou dez cartões apenas, não mais do que isso. Mas, isso se justifica: foram tantas as mudanças de cidade, de casa que é quase impossível guardar tanto papel. Aliviei para você mãe!

 Um fato curioso e engraçado é que os cartões, na maior parte, ou quase todos, foram escritos pelos homens, ou seja, eu e o Rodolfo. A Jeanine e a Fernanda não são muito boas com as palavras para não dizer outra coisa.

 Mãe, você sabe, tá enrugada de saber que eu amo você, melhor: que nos amámos você! Tu é nosso alicerce, nosso castelo que pedimos abrigo sempre que a vida nos dá uma rasteira ou nos oferece uma festa e caímos na candaia.

 Você é que faz os chazinhos e as comidinhas deliciosas para curar nossa ressaca e o fígado destruído (exclusivamente para Fe). E, de quebra, dá aquele colinho quando mais precisamos. Às vezes, tenta dizer as palavras certas, mas, por ser muito moderna e liberal, ficamos meio sem jeitos, envergonhados e encabulados, mas escutamos e rimos muito depois. Nem sempre dá para seguir teus conselhos a risca.

 Apartamento de mãe, de vó, mesmo pequeno e apertado, é o melhor lugar para se estar, receber carinho e muitas guloseimas. É impossível não engordar ou ficar quieto perto de você, afinal, você cozinha divinamente e fala, fala muito, sua marca registrada. Quando está quieto é sinal de perigo. Alguma coisa não vai bem!

 Helena Horácia, ou HH como costumo escrever, fique tranquila, não vamos te enviar para casa de Repouso Heloisa Tramontina, em Carlos Barbosa. Você ficará conosco mesmo. Mas, quando incomodar muito aqui em Caxias do Sul, eu e a Fernanda te encaminharemos para São Marcos, para casa da Jeanine.

 Mas, deixando as gracinhas de lado, de todo coração, saiba que você foi e será sempre meu primeiro e maior amor, mesmo quando estiveres lá no ceú tagarelando com Jesus. Mas, enquanto este dia não chega – e ainda vai demorar -, continue tagarelando e zelando por nós, filhos e netos por aqui mesmo. Precisamos muito de você ainda!

Feliz Aniversário velinha!

domingo, 21 de abril de 2013

Zanga de amor



  O amor parece estar de zangado comigo. Conheço pessoas fascinantes, encantadoras, mas nada vai adiante.

 Inicialmente acreditei que o problema estava com as outras pessoas, mas, após alguns dias pensando, descubro que o problema sou eu.

 Sim, sou exigente, seleto. Não é qualquer pessoa que roupa minha paz, meu coração. Me valorizo muito. É, pra se corresponder, enamorar comigo, tem que ser especial.

 Me conquistar não é fácil! Um simples deslize faz tudo ir por água baixa.

 Recentemente, um simples estresse no trânsito levou o fim de uma paquera. Não era um grande amor, do contrário, não teria terminado. Melhor assim, penso!

 Um simples jantar também foi motivo para encerrar um novo romance que iniciava. O encontro começou com um jantar em um restaurante árabe. Foi perfeito, redondinho, com direito a troca de olhares, beijos e mão na mão.

 No dia seguinte, sou informado que ela tinha um jantar com amigos. Levei um banho de água fria! Percebi que não agradei tanto assim nem o jantar não foi tão especial como pensei.

 E, mais recentemente, em Porto Alegre, envio um torpedo para uma amiga do Facebbok  a convidando para um jantar. Recebo um de volta que ela tem janta com amigas. Respeito, afinal, enviei o msn muito tarde.

 Cheguei em Porto Alegre, muito tarde. Devia ter me programado mais, não simplesmente ter ido achando que seria recebido de braços abertos. Não posso esquecer que as pessoas tem compromissos e, esqueci! Até aí, tudo bem!

Fiz minha voltas, compras, passeios e voltei para o hotel. Lá pela meia noite recebo outro torpedo me convidando para sair. Já estava deitado, dormindo. Levei bronca atráves do celular. Talvez merecida, mas, acho que não.

 Recordo que respondi, educamente, dizendo já estar dormindo e sugeri um café ou chimarrão. Não obtive resposta. Mas, até entendo, como disse, ninguém precisa estar a nossa disposição. As pessoas tem compromissos, seus afazeres.

 São estas coisas que constatam que o errado sou eu. Preciso ser mais flexível, tolerante. Quem sabe amanhã, hoje ainda estou achando que o culpado desta zanga é o amor.

sábado, 30 de março de 2013

Enterrado vivo


 De repente me vejo só, aliás, gosto de estar só! Adoro não ter que dividir meu tempo com ninguém a não ser minha família e colegas de trabalho. Gosto de ficar em casa, roupão, camiseta e cueca escutando meus cds, vendo meus dvds ou quem sabe lendo um bom livro.

 É lógico que também sinto falta de um romance, mas, os romances tem sido tão complicados. Não que eu quero que sejam fáceis, queria mesmo é que fossem menos complicados. A começar pela minha pessoa, talvez a mais complicada de todas.

Se minha antiga paixão fracassou, certamente, 90% da culpa é minha! Não me entreguei de corpo e alma, perdi a paciência, não soube manter a serenidade, a razão e a lógica. Mas, foi bom enquanto durou, perfeitinho mesmo tendo um grande estresse entre a gente.

 Durante o pouco tempo que nos conhecemos tivemos um desentendimento e uma briga, ambas por besteiras, minhas besteiras. Às vezes acho que só tenho idade, não passo de um jovem adolescente bobo e imaturo.

Confesso que adorei o tempo que passamos juntos. Pude degustar lentamente do teu ser, da tua essência, até na hora de entrar no seu íntimo, desvendar teus mistérios. Ouso dizer que aconteceu na hora certa, no momento certo, com a benção de São Sebastião. E o melhor, foi bom demais! Andar pelas ruas de Copacabana com você foi um sonho, uma magia. Adorei e vou guardar eternamente na memória!

Em Gramado, o final de semana foi redondinho, perfeito também. Foi ótimo termos mais um tempo só pra nós. Situações engraçadas quando vem à memória me fazem rir, como a camareira nos pegar dormindo nus. E os chocolates, delícia!

 Melhor foram os shows em tua companhia: Elton John e Maria Bethânia. Nem meu estresse ao dirigir apagou o brilho. Ver você dormindo durante o show do Elton John, embora não consiga entender, foi engraçado. Eu ria, sozinho, por dentro. Aliás, show maravilhoso! Já no de Bethânia, você pensou que eu dormia. Que nada! Eu fechava os olhos para sonhar, flutuar embalada pela doce voz da abelha rainha.

 Mas, como nada é perfeito, um desentendimento grande tivemos causando o fim da relação. Aliás, motivo bobo se hoje pararmos para pensar, refletir. Eu não medi as palavras deferidas a você e te magoei. E você, calou-se, magoada e com, justa causa. Não tiro sua razão, mas, acho – hoje – que isso não merecia o rumo que tomou. Radicalismo não levam a nada, pelo contrário, nos fazem perder quem gostamos, quem queremos ao nosso lado e sonhamos um futuro a dois.

 Respeito – não muito o teu silêncio – a tua radical decisão de nem sequer saber como vou, ao contrário da minha pessoa que quer saber, sempre de você! Como você mesmo disse: fui enterrado vivo, você me enterrou. Tuas palavras escritas também me feriram, mas, tens motivo para estar magoada e respeito – entra aqui o não muito de novo.

 Eu queria de novo te ver, conversar com minha “chata” predileta, ver teus olhos brilharem quando eu falo, degustar cafés em diferentes cafés e julgá-los. Não digo estar apaixonado por você, - com certeza você também não está por mim -, do contrário teria me perdoado -, mas gosto de estar com você, tenha certeza disso.

 Gosto dos teus beijos molhados na minha boca, das tuas mãos de polvo pelo corpo, de dormir agarradinho com você, de viajar como você, gosto mesmo! Adoro fazer amor com você, ver teus gemidos e sussurros. Gosto até do teu silêncio que me deixa constrangido e intimidado.

 Estou aqui de coração aberto, letras soltas e pensadas, pedindo para te ver, jantar ou mesmo o café. Não seja tão radical. Me perdoe! Esqueça do orgulho como eu esqueci. Ao contrário do que você escreveu não somos tão diferentes assim, pelo contrário, ambos sonhamos com um lar tranqüilo a dois, talvez a três ou quatro com gatos e cachorros. E, não tivemos tantos desentendimentos como dissestes também, foram dois ou três no máximo.

Antes de encerrar este desabafo em forma de jornal de tão extenso, não precisa ser educada e responder, basta ligar, mandar um torpedo e dizer que aceita um café comigo.  Ta, teclando sério, se não quiser responder, respeito, desta vez prometo. Tiro meu time de campo. Sempre digo comigo mesmo: é melhor eu me arrepender do que fiz do que deixei de fazer. To aqui tentando pedir pra você dar uma chance pra nós, mas, se não quiser, ok.

 Uma feliz Páscoa para você e sua irmã! Dê um beijo nela por mim! E, obrigado por tudo, pelos passeios, pela acolhida em tua família, por me permitir conhecer você.

sexta-feira, 29 de março de 2013

Eu me basto


Dois anos se passaram, duas tentativas de relacionamento frustradas. Bem, ao menos eu tentei, isso é o que importa!

 Percebo que as pessoas estão mais complicadas, mais individualistas. Bem, eu estou!

 Não é qualquer coisa que combina comigo, que me satisfaça. Estou exigente por demais.

 Não procuro beleza, riqueza, mas sim, conteúdo, inteligência, vivência, maturidade! Sim, antes que me digam, talvez eu deva procurar o meu amor numa clínica geriátrica.

 Tenho um gênio forte, embora doce quando preciso, enérgico e tempestuoso quando me tiram do sério. Como diz a minha mãe: “ele cai e pasta”. Eu diria que é exagero da parte dela, mas, é quase por aí. Eu apenas “dou canelada e rasteira”.

 O engraçado é que a gente passa praticamente a vida inteira atrás da nossa alma gêmea. Às vezes encontramos, outras não. Às vezes encontramos e por besteira, deixamos partir.

 Eu acho que já encontrei minha alma gêmea e embora sozinho, jamais a deixei fugir. Minha alma gêmea sou eu. Eu sou a perfeita companhia para eu mesmo. Eu me basto, me seduzo, me agrado, me entendo... O que posso querer mais!

 Comigo não tem horas de solidão, de tédio. Estou sempre atrás de uma novidade, uma música, uma viagem e até mesmo, uma companhia para sair, embora, volte a frisar, sou a companhia perfeita para eu mesmo. Não deixo de fazer nada, afinal, não estou só, estou comigo. Sei que é feio dizer, mas, eu me basto!

 Quem quiser, ousar me conquistar vai ter uma tarefa difícil, quase que impossível. Já vou avisando, não será fácil competir comigo mesmo. Mas, estamos aí. Garanto que você não vai se arrepender. Ou vai?