sábado, 12 de janeiro de 2013

Perdoar e ser perdoado




 

  Como dizia o Lemiski: “se meu mundo caiu, eu que aprenda a levitar”. Pois é isso mesmo que eu preciso fazer, aprender. Tuas palavras doeram, ainda doem, mas vai passar. É preciso deixar sangrar, ver o sangue escorrer para depois estancar, cicatrizar, curar as feridas.


 Jamais pensei que determinadas palavras pudessem ter tanta força sobre nós, fizessem tantos estragos em nossa alma, coração e mente. Minha alma parece estar cortada, rasgada, parece que sofreu estilhaços de um louco atirador.


 Sabemos que estamos ficando velho, gordo, solteirão, que não conseguimos nos realizar profissionalmente ou sentimentalmente, mas é duro quando alguém te cobra, joga isso na cara entre outras coisas. O pior, de alguém que você ama demais, que você só deseja a felicidade, só quer o sucesso. Mas, infelizmente, contratempos acontecem, aconteceram. Vai sangrar, mas vai passar!


 O ruim é que as palavras ficam na tua mente, cérebro. Você para pensar é descobre que tudo que lhe falaram é verdade ou tem um fundo de verdade!


 Vamos por etapas. Velho! Mais de quarenta anos, cabelos e pelos começando a cair, rugas aparecendo por todos os lados, determinada intransigência,... E o pior, barriga, descobrimos que estamos gordo. Até então, nos aceitávamos. Ríamos da própria gordura, fazíamos piada, mas, quando alguém joga isso na tua cara em uma hora de raiva, o sentido muda completamente. Ah, se muda! Já não sei quantas vezes me olhei no espelho, pelado, e não gostei de nada do que vi, nenhuma vez!


 Mas, o pior esta por vir: “você não consegue se relacionar com ninguém por ser genioso demais, tu só sabe magoar as pessoas, ofender. Por isso ninguém te quer, agüenta”. Pensei, repensei: será que sou assim mesmo? Mas, é fácil julgar quando você não está comprometido com alguém, não vive 24 horas com esta pessoa, apenas acompanha de longe.


 Nunca contei, revelei os motivos por meus relacionamentos terem terminado. Sou quieto, calado. Sofro sozinho. Mas, o que ninguém sabe, é que, ao menos o último, o fim do relacionamento foi à família, esta mesmo que me cobra uma posição hoje.


 Eu abri mão de morar junto, “casar” para dar assistência a minha família, principalmente a minha mãe que começa a ficar velinha e vai precisar de alguém do seu lado. Quis ajudar os sobrinhos, na medida do possível, com algum conforto material, ao menos até se formarem ou enquanto eu tiver condições.


 Sei que o jeito que conduzo minha vida não é tido como forma popular, com as regras que a sociedade dita e impõe. Mas é a minha vida! Infelizmente eu não escolhi e, se pudesse escolher, não escolheria desta forma. Até eu me cobro, questiono! Às vezes acho que sou fechado para o mundo justamente por isso. Seleciono bem os amigos, saio pouco, me fecho no meu mundinho justamente para não magoar ou ser magoado.


  Só sei que às vezes tenho vontade de sumir, esta é uma destas horas. Minha tristeza já dura, perdura dias, mas vai passar. Como diz a canção: “a mágoa é como um rio, é bom de se saborear, a dois, bem juntinhos”, mesmo que este juntinho seja a pessoa que te magoou – e tem que ser ela- e, por conseqüência, você também magoou.


 Não pensem que sou santo, pelo contrário. Sou áspero, cruel com as palavras, ferino. Cuidado comigo! Mas, perdoar e ser perdoado é preciso, sempre!

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Seja bem vindo 2013!





  Ao contrário de muita gente, sempre gostei do número 13. As poucas vezes que viajo de ônibus – agora, pois já viajei muito -, peço sempre a poltrona 13, diria até que é meu número de sorte. Adoro números ímpares.

 Me identifico com eles, pois também sou ímpar. Só quem convive comigo pode saber. Você pode estar me chamando de convencido, eu diria que não, apenas realista. E, talvez, você não saiba o que está perdendo. E, se perdeu, desculpe, a fila andou.

  Algo me diz que 2013 será o meu ano, pressinto, sinto. E vou mais além, algo me diz que serão de grandes mudanças como um novo emprego seguido de um novo amor, não necessariamente nesta ordem. Muita calma nesta hora, afinal o ano mal começou. Hoje a recém é dia 13/01!

 Sim, depois de dezesseis anos na mesma empresa estou precisando de uma mudança. E, depois de dois anos sozinho, estou precisando de uma companhia, uma razão para o coração bater mais forte. Ta na hora da virada, dele bater e não apanhar.

 Com o coração, talvez tudo esteja se encaminhando embora, confesse, tenho fugido, me escondido, mas que um novo amor está me rondando, está. Chegou de mansinho e está me seduzindo, conquistando... Aliás, era bem isso que eu queria: ser cortejado, agraciado, surpreendido... Eu precisava, preciso disso!

 Nos últimos dias, recebi um dos cartões mais lindos que alguém podia ter recebido. As palavras nele contidas, deixaram a porta entreaberta para um futuro amor. Eu deixei!

 Depois do cartão, flores. Assumo que não gosto de ganhar flores, mas, que foi de um extremo bom gosto, foi. E, duraram mais de uma semana. Ao longo de meus quarenta e poucos anos está foi à segunda vez que ganhei flores. Mas, o cartão! Que cartão lindo! Não me canso de ler e reler. 

 E, os presentes não pararam por aí, continuaram, mas, aqui entre nós, prefiro não relatar. Só sei que amei cada um. Agora é deixar o barco navegar, ver se meu coração vai atracar em algum cais ou neste cais que hoje me fascina, me encanta com suas palavras. Volto a frisar: palavras me fascinam, conquistam. Vocês está me conquistando!

domingo, 6 de janeiro de 2013

Retrospectiva 2012


 Como não poderia de ser, tinha que me despedir de 2012 e saldar 2013 com alegria e esperança, redobrar as esperançar e almejar novos sonhos, conquistas. Às vezes acho que 2012 não vai deixar saudades!

  Com certeza, foi um ano difícil economicamente para quase todos nós brasileiros. Mas, tudo somado, fomos felizes na medida do possível. E é isso o que importa, o que devemos nos lembrar. Vamos deletar o que não foi bom! Agora é recomeçar!

 Eu mesmo, nem gripe peguei. Tive saúde pra dar e vender apesar de estar acima do peso. Bem acima, digamos! Mas, nada que um regime -, se eu tiver vontade- , não resolva. Minha família também esbanjou saúde. E, tendo saúde, corremos atrás do que precisamos, queremos.

 Na parte financeira, mesmo que espremidinhos, conseguimos adquirir todos nossos sonhos de consumo aqui em casa. Sem grandes queixas, senão começa a choradeira. Já o coração não bateu, apanhou e por, algumas vezes, foi a nocaute. Tudo bem, não foram tantos nocautes assim! Mas, infelizmente, as cicatrizes estão aí para lembrar as besteiras que fizemos, as escolhas erradas

 O engraçado e que por quase dois anos tentei forçar, querer até todo custo um novo amor. Este foi o meu erro! Gostei de pessoas erradas e desperdicei quem podia ter dado certo. Ficaram as dúvidas apenas que, espero, desapareçam em 2012. E, que finalmente surja alguém que me complete em 2013. Não precisar somar ou subtrair, apenas completar.

 Mas, não é tempo de lamentar, retroceder, reviver. É tempo de pensar no futuro, nas conquistas e desafios que encontraremos pela frente. É tempo de resguardamos as forças para sairmos vencedores em 2013, escrever nossa história, mudar, desbravar e vencer. Com certeza, 2013 será o nosso ano, o meu ano!


quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Coração petrificado



 Meu coração anda azedo, de mau humor, petrificado! Não consigo me interessar por alguém, me apaixonar!

 Minhas paixões não duram mais que uma semana. E, se duram, é apenas pelo simples prazer de uma boa companhia, afinal, sou seleto na hora de selecionar com que saio, ou quem gostaria de me apaixonar. Mas, tudo em vão!

 Ouso a dizer que nenhuma pessoa foi capaz de ser suficientemente interessante para me seduzir, fazer eu me apaixonar. Gostei de todas, mas, como amigo, nada mais do que isso por mais que eu quisesse.

 Queria uma pessoa que me surpreendesse, não que eu a surpreendesse como sempre acontece. Porque sempre o homem é quem seduzir, conquistar o coração de uma mulher e não ao contrário? Estamos em época dos direitos iguais!

 Eu volto a frisar, pela primeira vez queria ser eu o sexo frágil, ser seduzido, conquistado, cortejado... Em mais de 40 anos, só uma vez recebi flores, ganhei presentes sem motivo nenhum, sempre foi o contrário. Ligações, das poucas que recebi, a maioria foram para me vigiar, saber onde eu estava ou quem estava. Raramente foram para dizer: “oi, to com saudades, amo você!”.

 Fala-se em romantismo, mas, cheguei à conclusão que ele morreu, não existe mais. E, se existe, é sempre da parte de uma pessoa só, neste caso, da minha. Quanto faz que não recebo um cartão apaixonado pelo correio. No máximo um simples e-mail, um torpedo. Carteiro aqui em casa só traz contas.

 Sou brasileiro, gaúcho, não desisto nunca. De repente, vai que o inesperado resolva me fazer uma surpresa e devolva meu coração, embora calejado, louco para bater por alguém novamente.

sábado, 20 de outubro de 2012

Pensamentos eróticos



  Engraçado! Espero ansioso o final de semana. Conto os dias, as horas, minutos e segundos. E, quando finalmente o final de semana chega, me encontro sozinho, cercado de familiares, mas, sozinho. Acredito que você consiga me entender.

   Releio postagens que escrevi aqui neste blog, escutas cds antigos, saio para caminhar, fazer compras, cinema, mas, apesar de tanta gente ao meu redor, continuo sozinho. Não ouso dizer que isso é ruim, gosto até, mas, tem horas que me sinto só demais. Hoje, exatamente hoje, me sinto só.

   E, para completar minha solidão, algumas canções me remetem ao passado. Me lembram de lugares e de pessoas com que estive. Fecho os olhos e as memórias estão vivas, feitos zumbis no seriado The Walking Dead. Algumas me fazem rir, outras dão um nó no peito, daqueles que a gente engole a saliva e faz barulhinho, como nos desenhos e o coração dispara.

  Escuto boleros, Tânia Alves (maravilhosa) e, nos meus pensamentos, convido você para dançar. Como diz a canção: “Nas noites de cabaré, sou sempre seu homem, não importa qual seu prazer, prometo satisfazer...”. Te aperto mais forte, rodopio com você pela sala, te olho fixamente, beijo sua boca enquanto minhas mãos percorrem, inicialmente, suavemente o seu corpo.

  O ardor dos beijos aumenta, minhas mãos deslizam furiosamente pelo seu corpo.  Sem nenhum pudor começo a te despir ali mesmo. Minha boca desliza pelo seu pescoço, seu peito. Você suspira, geme e joga os cabelos pra trás. Pede que eu prove o gosto dos seus pelos, seu quase depilado ventre e implora que te jogue ali no chão fazendo amor com você.

 Num encaixe mais que perfeito, você cavalga em mim como a mais perfeita das amazonas, num desconcertante frenesi. Sussurro palavras no seu ouvido, você geme, grita, desfalece. Lambo o fruto doce do orgasmo maravilha e torno a te beijar. Você sorri exausta.

 Mas, quem disse que você está satisfeita! Numa deliciosa e saborosa virada, você engole meu membro até eu gritar e desfalecer de prazer. Então, você me olha outra fez com aquele ar de menina moleca, sapeca, pega na minha mão e me leva ao banheiro. Lá, embaixo do chuveiro, nossos corpos se entrelaçam outra vez num delicioso balé.

 Exaustos, nos abraços, beijamos muito. Assim é e foi o nosso amor. Gostoso até debaixo d´água.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Eu tenho um pecado novo



Às vezes consigo me surpreender com minha frieza para as razões do coração. Jamais pensei que chegasse tão longe e tão baixo, mas, consegui, cheguei!  

De repente me senti um personagem das músicas de Odair José. Parecia que suas músicas haviam sido escritas para mim.

 Pois é, quem diria que um dia eu contrataria uma garota de programa para satisfazer minhas luxúrias, satisfazer meus desejos mais sórdidos, meus prazeres ocultos. E, confesso: foi bom demais, inclusive, não teria problema em convidar ela para sair de novo. Bonita, educada, polida e totalmente liberal quanto o assunto é sexo. Luxo puro e sexo seguro!

 Não pense que esta é a primeira vez que saio com uma prostituta. No auge da minha adolescência muito freqüentei uma zona de Farroupilha, a Panters, hoje, infelizmente, não existe mais. O local abriga uma revenda de carros.

 Freqüentávamos o local quase todas as semanas. Éramos levados da breca, uma turma da pesada. Aprontávamos horrores naquela casa. Corríamos pelados, abríamos as portas para atrapalhar os outros, bebíamos todas até cair.

 Certa vez, me recordo, tiveram que ligar para meu pai ir me buscar. Tava tão bêbado que pedi uma prostituta em casamento, a minha favorita. Me lembro perfeitamente disso, pois eu adorava ficar com ela, fazer sexo com ela. Já era minha fixa.

 Pobre do seu Martins. Fui o responsável por grande parte de sua careca. Dei muita dor de cabeça a ele, mas, como sempre digo: vivi tudo exageradamente, no momento certo, na hora certa! Nunca fui de me arrepender do fiz e sim do que deixei de fazer. Ouso a dizer que 90% de tudo que fiz eu não me arrependi de nada. Era preciso experimentar, inovar, viver e vivi!

O bom é saber que a maturidade chega na hora certa. E, que podemos fazer o que queremos desde que não prejudique o próximo.

sábado, 1 de setembro de 2012

Se hoje o amor tivesse uma cor hoje, ela seria branco!



 Branca! Minha alma deve ser branca! Adoro roupa branca, seja ela íntima ou não! Adoro calcinhas, cuecas brancas! Amo camisas, camisetas, brancas.

 Sou apaixonado por peles brancas, mas amo as morenas, negras, amarelas. Todas me fascinam, encantam. A cor esconde mistérios, fascínios que eu adoro desvendar.

 Ontem, quando te vi de abrigo azul e camiseta branca, fui à loucura! Quando você sorriu pra mim, delirei! Às vezes me questiono: como pode tanta beleza, perfeição caber num corpo só. O melhor é saber que este corpo moreno, esse cheiro gostoso, esta língua voraz é minha por instantes.

 Adoro nossos breves encontros. Eles nem bem acabam e já fico sonhando com o próximo.

 Fazer amor com você, à medida que o tempo passa, fica cada vez mais gostoso, melhor. Estamos mais soltos, mais ousados. Nossos corpos se encaixam na medida perfeita, exata. Nos seus brilha o prazer. Teu gemido, simples e singelo, exala sensualidade, prazer.

 Tua boca na minha boca me enlouquece, inebria, entontece. Percorro minha língua pelo teu corpo, deslizo e derrapo nas tuas curvas, penetro nos teus mistérios até você gritar de prazer, desfalecer. Com meus dedos lambuzo nossos corpos e solto risos e gargalhadas enquanto falamos, sussurramos bobagens no ouvido um do outro como se alguém pudesse nos escutar, ser cúmplice do nosso próprio pecado.

  Banho, roupas vestidas, hora da despedida. Uma troca de salina, olhares, abraços, embarcamos no carro - branco como deveria de ser - e voltamos à vida real. Deixamos nosso mundinho perfeito, perdido entre lençóis, no nosso orgasmo.

 Com um breve aceno nos despedimos, na certeza de nos veremos em breve, onde passaremos mais alguns momentos eternos juntos. Agora, espero o amanhã e o depois do amanhã para ficar outra vez do teu ladinho!