sábado, 23 de março de 2019
Tristeza
Amanheceu! O peito continua apertado e aquele nó na garganta insiste em permanecer. Não choro! Tento sorrir, mas a tristeza não quer ir embora. Sim, todos temos direito de ficar tristes um dia, seja qual for o motivo, todos íntimos, particulares e únicos. É preciso respeitar o tempo da tristeza, só não podemos deixar isso virar depressão. Enquanto uns procuram companheirismo e solidariedade, eu me fecho, isolo, procuro dentro de mim e na minha fé, forças, afinal nada é eterno, nem a tristeza! É normal sentir-se triste por não conseguir conquistar uma meta, sonho ou propósito. Colocar todo esforço, empenhar-se e nada acontecer. Isso traz frustração e desgosto. Desejar algo, batalhar, faz parte do nosso crescimento. É normal sentir-se triste quando perdemos alguém ou nos separamos. Só quem sente a dor de uma tristeza, sabe. Deus conhece bem o que vai ao íntimo de cada um. E o melhor, confiando nele, podemos ver cumprida em nós sua promessa: “… vocês ficarão tristes, mas a sua tristeza se transformará em alegria.” (João 16-20) Sim, tristeza tem que ter fim e terá! Há muita vida lá fora esperando por nós! – (JK – 23.03.19)
sexta-feira, 22 de março de 2019
Autorretrato 5
Quem sou eu? Nem eu mesmo sei! Muitas vezes o oposto do que eu gostaria de ser, outras vezes melhor do que eu imaginava. Queria consertar o mundo, mas não consigo consertar nem eu mesmo. Mas, na medida do possível, estou tentando! Sou cheio de defeitos, desastrado, estabanado, desligado, mas de bom coração. Não faço mal a ninguém e me magoo facilmente! Espero demais das pessoas e sempre acabo me ferrando. Sempre amei mais do que fui amado! Já vivi bastante e fiz quase tudo o que sempre quis. Fiz tudo na hora e no momento certo! Trabalho pra viver e gosto de trabalhar vivendo. Mas, aposentar aos 65 anos é dureza! Sou eufórico, hiperativo! Estou quase sempre de bem com a vida, mas tem dias que, como hoje, tudo o que eu queria era ficar sozinho, longe de tudo e de todos. Estou me sentindo excluído, triste e solitário! Tanta gente no meu rumo, mas eu sempre sigo só! Mas, orgulhosamente só! Autorretrato (JK – 22.03.19).
sexta-feira, 8 de março de 2019
Ser indispensável
Ao longo de meus cinquenta e poucos anos, trabalhei com os mais variados tipos de pessoas. Gente séria, brincalhona, comunicativa, introspectiva, ... Algumas foram marcantes e jamais esquecerei. Outras, foram tão insignificantes que nem as lembro mais. Recordo com carinho daqueles que já fizeram sua passagem para o outro lado.
Tenho saudades dos colegas que em algum momento nos encontramos na escola ou no trabalho. Saudades daqueles amigos que nos levantavam com sua autoestima contagiante ou dos conselhos, nem sempre os melhores, mas que o seguíamos por achar ser o correto.
Gosto dos amigos que curtem e comentam suas postagens nas redes sociais e te respondem no whatsApp com palavras, não com smiles ou “humm”, “ok” ou “uau”. Gosto dos colegas de trabalho que te dão bom dia, que sorriem para você!
Adoro as pessoas que gostam de música, que amam ler e sabem interagir. Que falam com um olhar, te abraçam e cumprimentam com vontade. Como é bom um abraço gostoso, apertado.
Mas, o melhor é saber que temos amigos, que mesmo distantes, não esquecem de você, mesmo depois de anos sem se ver. Quando se reencontram, é festa! Portanto, seja diferente, torne-se marcante, indispensável para seus amigos e colegas de trabalho. Não seja apenas mais um, faça a diferença, se destaque. Seja único, ímpar!
Ser indispensável – JK – 05.03.19
quinta-feira, 7 de março de 2019
Quando as palavras calam, mas os dedos falam
Que eu adoro escrever, todos sabem! Sou delator de mim mesmo! E, acredito que sou bom com as palavras, me expresso melhor do que verbalmente. De alguma forma, meus melhores relatos saem pelos dedos e não pela boca.
Meus dedos contam, quase tudo o que eu penso, sejam através de elogios ou críticas. Ao escrever no meu blog ou redes sociais conto histórias minhas vividas, pessoas. Algumas trazem saudades, outras sorrisos, mas que meus dedos captaram com minúcias.
E, na vida escrita sou bem mais interessante do que na vida real. Sou grande e vivido, claro e sincero com versão corrigida e editada. Sim, meus dedos são delatores, mas não traidores que teimam em sublinhar o melhor de mim. Meus dedos me surpreendem e se expressam muito bem.
Comecei a escrever ainda criança. Sempre que estava brabo ou não entendia algo, eu escrevia até me acalmar ou entender. Cheguei a reconciliar com amigos através da escrita ou desfazer a amizade. Acho que quando escrevo passo para outra dimensão , consigo me ver de fora, me analisar.
Sempre digo que meus dedos descrevem muito bem o que acontece além da frase dita, eles podem revelar mãos tremulas e lágrimas prestes a cair, aquelas que ninguém viu quando eu escrevi. Esse dom, ouso assim dizer, é o melhor de mim. Consigo fazer alguém sorrir, mesmo que chegue chorando.
Eu sou assim, falo pelos dedos. Neles estão meus melhores argumentos. Por isso, se você me dizer algo e eu apenas sorrir, acredite: me faltaram palavras, argumentos e eu não tinha como escrever. Então, sorrio!
Quando as palavras calam, mas os dedos falam – JK - 07.03.19
quarta-feira, 6 de março de 2019
Amor e música
Que graça teria vida sem música? Com diz a canção dos saudosos Vinícius de Moraes e Tom Jobim: “sem ela não há paz, não há beleza ...”!
A música está sempre presente em nossa vida. Nas festas, nas trilha sonoras de filmes e novelas, nas corridas no parque e nas academias.
E vou mais, quem nunca curou uma dor de cotovelo escutando uma música dançante ou terminou de se afundar ouvindo uma sofrência? Quantos já criticaram o funk e encerraram a noite descendo até o chão?
Quem não gritou “Toca Raul” ao menos uma vez na vida ou preferiu “ser essa metamorfose ambulante do que ter aquela opinião formada sobre tudo”. Quem já não deu verdadeiros concertos no chuveiro?
Mas, tem horas que a gente desanima, desaba, vai ao fundo do poço cantarolando algumas canções: “Há uma nuvem de lágrimas sobre meus olhos”, “eu to na lanterna dos afogados”, “inútil, a gente somos inúteis”, “eu não sou cachorro não”, ... E, nesta sofrência “assim caminha a humanidade, com passos de formiga e sem vontade”.
E como nada é eterno, a dor passa e ressurgirmos ao som de “I Will survive”, “I can see clearly now” ou “Groove is in the heart ”. E, não adianta negar, a música faz bem pra alma, nos transporta a mundos imaginários. Em um instante, estamos dançando “Macarena”, com sua coreografia extravagante ou estamos segurando o “Tchan”. Mas, “Dance bem, dance mal, dance sem parar”.
Então, “vamos viver o que há pra viver”, “amar as pessoas como se não houvesse amanhã”. Com música, o mundo fica melhor. E, “não adianta negar as aparências, disfarçando as evidências”. Aumente o volume do som, dos fones de ouvido e liberte-se! Se jogue a magia da música.
Amor e música – JK – 06.03.19
terça-feira, 5 de março de 2019
Amor incondicional
Sem sombra de dúvida, eles alegram a vida da gente! Parecem estar sempre sorrido para a gente e nós sorrindo para eles, para a vida. Alguns já vão mais longe e os chamam de filhos. E realmente, eles não deixam de ser.
Cuidamos, alimentamos e os protegemos. Em troca, eles nos dão amor incondicional, alegria e bem-estar. Tornam nossos dias mais alegres, preenchidos.
Adotar um cãozinho é sem sombra de dúvida, uma alegria para a alma. É ganhar um amigo que nunca vai te abandonar, virar as costas. Ele vai estar sempre ali, independente do tempo, seja ele bom ou ruim. E, ao contrário de você, ele pede tão pouco e te oferece muito em troca.
E, não se incomode se ele faz travessuras em sua casa, como comer seu sofá ou fazer xixi naquele seu sapato caro. Eles são crianças como você, como nós. E, de vez em quando, por não terem o que fazer ou quererem chamar nossa atenção, aprontam algumas peraltices.
E, nunca diga: “esse cão não tem jeito”. Procure ter senso de humor e cubra seu sofá ou pendure seus sapatos, mas, antes, tente educar, ensinar eles a não fazerem mais isso.
Afinal, amar não é desistir! Mas sim, aceitar suas roupas cheias de pelos, afinal, isso é amar seu fiel companheiro. E, não amar eles, é impossível! Para eles, pouco importa se você é rico ou pobre, feio ou bonito. E, talvez esta seja a melhor lição que eles tenham para nos ensinar, dar. Tão puro e simples que achamos complicado de entender, explicar! – JK - 04.03.19
segunda-feira, 4 de março de 2019
Homem também chora!
Fazia muito tempo que ele não se trancava no banheiro e chorava feito criança. Mas, naquele dia, foi impossível segurar as lágrimas. Ele chorou pelos sonhos vividos e pelos que acabara de perder. Chorou pela certeza do que, apesar de ser óbvio aos olhos, lhe parecia impossível! Chorou por não entender, compreender e simplesmente por não querer acreditar!
Não havia amigos por perto para contar ou para ligar em uma hora como aquela. A família também estava distante, o que tornou sua dor ainda mais imensa. A dúvida sobre uma possível traição não saia do pensamento.
Ele sentia vergonha pelo sentimento da dúvida, pela situação até então, nunca vivida. Sentia vergonha por ter aqueles pensamentos! Seu coração batia mais forte e seu sorriso enfraqueceu. Aquela era uma história de amor que não devia ser vivida, sentida, pensou!
O sentimento aterrador foi, aos poucos, tornando-se mais leve, como se as lágrimas empurrassem para longe todo sentimento ruim. Então, ele se levantou, olhou-se no espelho e voltou a sorrir, como sempre fez diante das adversidades da vida – JK – 04.03.19
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