domingo, 8 de janeiro de 2017

Você é linda!

Ela era linda, aliás, é! Seu sorriso tímido ainda me encanta.
Seu jeito estabanado, com alquele olhar blazé, me fascina! O mundo desaba lá fora e ela aqui dentro pergunta: o que esta acontecendo?
Quando faz amor, viras os olhinhos e sussurra palavras de amor. Me deixa louco quando conta segredos de liquidificador no meu ouvido.
É dona de si, de uma sapiência afrodisíaca. Ama seus filhos, seus netos, amigos e afirma que els são as coisas mais importantes que existem.
Então pergunto: como não se apaixonar por você? Sim, me apaixono por você todos os dias, principalmente, quando terminamos de conversar aquilo que não dissemos ontem.
Você me encanta, fascina, ébria, mas me rouba a liberdade! Tentamos dividir, mas sempre acabamos somando.
Como amigos, somos perfeitos, como namorados, pura diversão e algum estresse. Damos altas risadas de nós mesmos.
Como na canção: sou o Eduardo, você a Mônica. Não desejamos mal a quase ninguém!
Somos perfeitos juntos e melhores separados. Mas, a gente se completa, apronta e ri. A gente ri muito no nosso mundinho! Ele é perfeitinho assim, mesmo cheio de defeitos e coisas pra mudar!

E o melhor, não é acordar junto com você. O melhor é a despedida com um um beijo na certeza de que amanhã a gente volta a ser ver e tudo será bem melhor do que foi hoje. Afinal, são nesses pequenos espaços de tempo juntos, que a gente fica melhor, completo.


sábado, 28 de maio de 2016

Pluft, meu fantasma camarada



Um fato marcou minha vida na época da faculdade. Aluguei um apartamento de um quarto na Rua 24 de Maio, no Centro de Porto Alegre. Morava sozinho ou pensava que morava, pois fatos misteriosos acontecem na residência.

Um deles, sem sombra de dúvida, foi ter esquecido a chaleira com água quando fui trabalhar, às 9h. Ao chegar da faculdade, por volta das 23h45, ao entrar no apartamento, uma surpresa. Um bilhete escrito por um funcionário do Corpo de Bombeiros dizendo que eu esqueci a chaleira ligada e tiveram que arrombar a porta, mas, que não precisava me preocupar, pois a porta tinha sido consertada e a cozinha estava limpa e organizada. Para minha surpresa, estava mesmo.

No dia seguinte, fui agradecer os funcionários do Corpo de Bombeiros. Na oportunidade, levei um merecido puxão de orelha. Já a chaleira, ficou uma obra de arte abstrata, toda retorcida.

Meses depois, numa noite chuvosa de sábado, nada pra fazer, a não ser reunir amigos para contar causos, beber e jogar. Certa hora da noite, já embalados e mamados, resolvemos brincar o jogo do copo, aquele que você tenta se comunicar com os mortos. Tudo normal até chegar a minha vez. Ao tocar suavemente no copo e perguntar se havia alguém na sala, o copo saiu voando se estraçalhando na parede. Ficamos mudos, gelados. A brincadeira e a noitada terminou ali mesmo. O susto foi tanto que a bebedeira também passou.

No dia seguinte, ao acordar, resolvi tirar um sarro de mim mesmo e disse: “pluft, liga a luz”. Para meu espanto, a luz do quarto ligou. Fiquei branco, assustado, mas, não satisfeito, tornei a disser: “pluft, apaga a luz”. E a luz apagou. Confesso que quase me borrei na cueca. Passado o susto, resolvi não brincar mais e fiquei alguns dias sem brincar de aceder e apagar as luzes.

Uma semana depois, também no sábado, ao receber a visita de uma amiga, contei o que tinha acontecido. Ela riu e disse que era reflexo da bebedeira e outras “cositas” mais. Vale lembrar que ela participou do jogo do copo.

Não satisfeito com o que ela falou, pedi ao pluft que a luz se apagasse. Para nossa surpresa, a luz apagou. Pedi a que a luz ligasse de novo, e a luz ligou. Recordo que fiquei neste liga e desliga uns 10 minutos, provando não se tratar de coincidência. Assustados com o fato inexplicável seguimos ao nosso destino, o bar Ocidente. Não dormi em casa.

No dia seguinte, contamos o fato a outros amigos, mas ninguém acreditou em nós alegando que estávamos bêbados e chapados. Para provar, os levamos até meu apartamento. E, a luz ligou e desligou cada vez que eu solicitava.

O engraçado é que só eu conseguia tal proeza. E, assim, o Pluft tornou-se meu companheiro de apartamento, fazendo parte do meu cotidiano e de meus amigos. O Pluft tornou-se um amigo íntimo e confidente, aquele amigo imaginário de infância.

Um dia, durante a visita de minha mãe, uma vizinha veio pedir uma xícara de açúcar dizendo estar fazendo um bolo. Convidamos ela para entrar, mas ela se recusou. Não satisfeita, minha mãe a questionou. Ela disse que no apartamento, anos atrás, uma criança havia sido morta pela mãe. Seu corpo ficou por meses embaixo da pia.

Ela contou que os vizinhos desconfiaram da morte da criança pela ausência de choro e pelo cheiro forte que exalava do apartamento. Na oportunidade, os bombeiros foram chamados e arrombaram a porta, encontrando o corpo da criança de mais ou menos seis meses. A mãe da criança foi presa, já o pai não foi achado.

Segundo os vizinhos, ele não queria o filho, pois a criança chorava muito, não deixando o pai descansar quando chegava cansado do trabalho. Resultado: acabou abandonando a mulher que, revoltada, acabou matando e esquartejando a criança.

Não acreditando nesta horripilante história contada pela vizinha fui pesquisar na Zero Hora e Correio do povo. Para minha surpresa, era tudo verdade.

Minha mãe, que estava passando uns dis na capital comigo, vendo que eu estava assustado com os fatos, disse que não era para me preocupar, pois o Pluft nada mais era do que um anjo, um espírito de luz que estava ali para cuidar e me proteger, bem como a casa.

No dia seguinte, ela foi até a Igreja Matriz pedir a um padre que viesse benzer e rezar no apartamento. Depois disso, nunca mais as luzes se acederam ou apagaram. Segundo o padre, pluft finalmente encontrou o merecido descanso.


AH1 Vale a pena relatar que dias após o padre ter ido lá em casa, encontrei a vizinha na rua e acabei contando que tinha pesquisado e que realmente era verdade tudo o que ela falara. Na oportunidade, descobri que Fernanda, a vizinha, era um travesti. Trabalhava em um salão há uma quadra de casa. Acabei ficando seu cliente. Anos mais tarde, já morando aqui em Caxias do Sul, soube que ela foi assassinada ao sair de uma boate pelo namorado.

quinta-feira, 26 de maio de 2016

Anjo da guarda

Dei trabalho ao meu anjo da guarda, confesso. Na época da faculdade eu era medonho. Imagine um rapaz do interior deslumbrando ao desembarcar na capital gaúcha. Suas selvas de concreto, sua gente bonita, sua hospitalidade e sua noite encantadora, recheada de tribos diversas.

  Lembro que trabalhava no Unibanco de segunda a sexta, das 9h às 18h, fazia faculdade em São Leopoldo, na Unisinos e ainda tinha tempo para conhecer a noite porto-alegrense. Saia quase que diariamente. Barzinho, boates, tudo me fascinava. Ocidente, Porto de Elis, Cord, Bere Ballare, entre outras casas noturnas. Lá dançava sozinho em frente ao paredão de espelhos, acompanhado ou em grupo. O importante era me divertir, extravasar.

  Recordo que tomava todas e mais algumas. A saideira era eterna. Em determinado período cheguei a pensar que era alcoólatra, pois bebia tudo que fosse líquido do chimarrão com velho barreiro aos destilados mais fortes. O importante era beber até cair. O problema era o dia seguinte. Eu era viciado em aspirinas, pois a dor de cabeça era medonha e o gosto de corrimão na boca, detestável. Balinhas de menta todo o dia para purificar o hálito.

  Recordo uma vez, indo passar o final de semana em São Marcos, quase morremos na BR-116. Além de ter bebido todas, tínhamos tomado moderadores de apetite para ficar mais “alegres”. Imagine o estrago.
Na serra, próximo a gruta de Nossa Senhora Aparecida, quando vejo, passa um pneu por nós. Segundos depois, a Brasília amarela que estávamos roda na estrada. Nosso pneu tinha caído. Poucos quilômetros atrás tinha furado e na hora de trocar, chapados como estávamos, esquecemos de parafusar o pneu direito.

  O melhor foi ver a Lisa, a dona da Brasília, vomitar e procurar no meio do vômito, o remédio para emagrecer. Lembro que ela achou e tomou de novo. Eu sentei na faixa e ria feito louco enquanto os outros buscavam o pneu ribanceira abaixo. Mas, chegamos ao destino são e salvos. Nosso anjo da guarda queria arrancar as penas das asas.

  Na formatura do Beto, para variar, eu para lá de Bagdá, após ter bebido todas e não ter comido nada, estraguei a festa de todo mundo, pois vomitei no salão de festa dando um banho de mim mesmo e um show a parte. Arghs! Fui levado para casa na carroceria de um furgão e depois, ao chegar, colocado embaixo do chuveiro com roupa e tudo mais. Até aí tudo bem, recordo que eu tentava ficar de pé na carroceria dizendo que podia voar. Risos. Se caísse, não sobrava nada. O motorista corria feito louco. Até eu fiquei com pena do meu anjo da guarda.

  E, não faltaram peripécias, mas, melhor encerrar por aqui, ao menos hoje. Do contrário, sou capaz de escandalizar meus dois únicos seguidores e minha fiel leitora Camila, uma vez que meu anjinho da guarda já pendurou as chuteiras. Está internado em uma clinica para tratar o estresse.

domingo, 22 de maio de 2016

Velório avesso



  A vida é recheada de fatos engraçados, atropelos. Talvez um fato que mais tenha me marcado aconteceu em uma situação um quanto inusitada.

  A mãe de uma amiga havia morrido. Ficamos sabendo disso ao sair do Incitatus, uma boate de Caxias do Sul, isso por volta das 6h nos saudosos anos 80. Como bons amigos que éramos eu Andréa e Christiane, resolvemos sair da boate e irmos direto ao velório. Só que já estávamos para lá de Badgá, pois, pra variar, havíamos tomado todas. De quebra, o velho moderador de apetite para dar mais energia.

  Lá fomos os três para o velório nas capelas mortuárias do Pompéia. Lá chegando, Andréa e Chris entraram. Eu fiquei fumando um cigarro. Depois, fui comprar umas balinhas para purificar o hálito.

  Entrando na sala, fui direto ao espaço reservado aos familiares. Dei os pêsames a todos, tomei café, conversamos sobre a causa da morte, falamos da família e, principalmente, de agricultura. Isso que eu não entendo nada de agricultura. Já Lissandra, tinha ido para casa tomar banho e trocar de roupa.

  Enquanto Lissandra não voltava, resolvi sentar com os familiares em volta do caixão. Lá rezei o terço com um grupo de senhoras. Passado mais de uma hora, estranhei que Lissandra não ter voltado tampouco ter visto a Andréia e a Nani no velório. Pensei comigo mesmo? Aonde será que elas estão. Nisso, uma senhora resolveu arrumar umas flores junto aos pés da falecida. Resolvi ajudar, mas, para meu espanto, olhando bem o morto, descobri que o mesmo era homem, que havia entrada na capela errada. São três capelas, uma do lado da outra. Resultado, de nervoso, me deu um ataque de risos. Tive que sair rapidinho do local para não fazer fiasco.

  Passado o ataque de risos, entrei na segunda capela e nada das gurias. Não é que o velório estava acontecendo justamente na capela três. Lá entrando, fui finalmente abraçar a Lissandra. Já as gurias, estavam preocupadas comigo, pois havia sumido há mais de duas horas. Fomos lá fora e contei o que aconteceu. Recordo que nós quatro sentamos no meio fio e caímos nas gargalhadas. Por um momento, esquecemos da tristeza deixando a alegria tomar conta.

  Até hoje conto esta estória, e sempre que relato caio nas gargalhadas. O que faz o álcool e as drogas. Mas, uma coisa aprendi: sair de festas direto para velório, nunca mais, ainda mais depois de ter bebido todas.

domingo, 15 de maio de 2016

Dias melhores virão, espero!

Enquanto nossos governantes só pensam em permanecer no poder, o país está um caos, de cabeça para baixo, uma desordem total a começar por Brasília, capital da corrupção. Não vejo medidas para reverter a situação que piora a cada dia.
Desemprego e inflação em alta, saúde agonizando, marginalidade crescendo... Somos um país rico, pagamos os impostos mais altos do planeta. Não consigo entender como conseguiram deixar o Brasil neste estado lamentável, deplorável. Má administração, ganância, luta pelo poder são as causas digo e repito.
Eu empobreci nos últimos altos como grande parte dos brasileiros. De classe média, hoje sou classe operária. Trabalho apenas para o sobrevier. Meu salário hoje não supre minhas necessidade básicas. Início do mês sou obrigado a escolher quais contas vou pagar com juros e o que mais vou cortar do meu orçamento. Plano de Saúde e lazer, não tenho mais.
Eu trabalho, vou à luta!. Não recebo Bolsa Família ou qualquer tipo de ajuda do governo. Pelo contrário, ainda pago meus impostos em dia. Se adquiri algo na vida, meu carro, minha casa, foi graças ao meu esforço, meu trabalho. Não precisei roubar, enganar, matar, mentir, me corromper para isso. Disso me orgulho!
Só sei que estou descontente com nossa política, nossos políticos, com todos partidos políticos. Hoje vejo que todos são iguais. Não pensam em seu povo, mas somente em seus bolsos, no poder. Mas, ainda tenho fé que governantes honestos e capazes irão surgir, pois destes que aí estão, não existe luz no fim do túnel. Lamentável!

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Tempo, coração e fast-food


O mundo anda corrido, agitado demais. Somos dependentes do relógio para tudo. Temos hora para acordar, tomar café, almoçar, lanchar, sair do trabalho, levar e buscar os filhos na escola, jantar, dormir e até hora para o sexo.
Nosso lazer também tem hora marcada. Temos hora para ir ao cinema, teatro, viajar e hora para visitar amigos e, até mesmo para saborear aquele cafezinho com eles. Quando vamos ao dentista ou ao médico, a coisa não é diferente , hora marcada.
Nossas vontades, conquistas e quereres também também tem hora para acontecer: ontem! Somos imediatistas, não sabemos esperar a hora certa. Já diz o ditado que esperar é para os acomodados, que devemos correr atrás dos nossos sonhos, amores e fazer acontecer. Concordo parcialmente, pois tudo na vida tem um tempo de maturação, principalmente, os amores.
No desespero de não ficarmos sozinhos, beijamos e ficamos com qualquer um que nos dê atenção, um carinho, uma palavra afável, um sorriso perfeito. Basta ter uma embalagem bonita e dez minutos de conversa, seguida de alguns drinques e já estamos na cama, soltos e devassos na busca do prazer. Não que isso seja ruim - pelo contrário, sexo é ótimo -, mas tudo acontece rápido demais.
Não existe mais o prazer da conquista, o ritual da sedução. Os bons costumes foram esquecidos em algum lugar, atropelados pela pressa do cotidiano. Flores, cinema, jantar ou mesmo abrir a porta do carro, escrever um bilhete dizendo eu te amo num pedaço de papel tornam-se foram de moda, ridículos e, até ousaria dizer diria, cafona.
Hoje se diz eu te amo com muita facilidade. A mesma facilidade e rapidez que você vai a um fast-food e pede algo para comer. Aliás, estamos na era dos amores fast-food, dos amores esfomeados. Começam tão rápidos quanto terminam. No primeiro dia estamos jurando amor eterno, planejando morar junto, ter filhos e, na semana seguinte, amaldiçoando, querendo mais é que ele exploda. Só que esquecemos que nosso coração é quem sofre, morre afogado em nossas próprias lágrimas.
Antigamente, apresentava-se a família somente quando o namoro estava sério. Hoje os pais mal tem tempo de aprender o nome de um e a fila já andou, é outro nome! Assim é nas redes sociais. Na primeira semana o status é: em um relacionamento sério, na outra, sentindo-se decepcionada.

Agimos por afobamento, desprovidos de emoção onde as razões do coração são esquecidas, perdidas no tempo não administrado corretamente. Omitimos que o amor é único, que o verdadeiro amor não é sexo, nem paixão, nem amizade, compaixão ou desejo. Amor não é brinquedo, nem objeto de tortura, muito menos perecível com prazo de validade para se usar e descartar. E, não adianta negar: todos nós queremos um amor e um tempo para nós mesmos. - JK

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Tudo somado, acho que fui feliz!




Despede-se 2015! Com certeza, um ano que não vai deixar saudades! Ao menos para mim e boa parte dos brasileiros. Ouso dizer que foi um dos piores anos que vive ao longo da minha existência quinquenal.
Tudo que tinha direito de acontecer, aconteceu. Perdi um primo/irmão querido, um Tio/Vô e uma Tia/Vó, tudo me menos de dois meses. Sem contar nos amigos. Alguns partiram de forma natural, outros de morte estúpida e inexplicável ou a ser explicada em 2016.
 Helena Horácia sofreu um acidente que deu muita dor de cabeça para toda família. Mais de três meses exigindo cuidados especiais, com direito a mudar-se para casa da minha irmã por todo este tempo. Não foi fácil cuidar de uma filha desta idade, independente, autoritária e hiperativa.
Financeiramente, 2015 foi e esta sendo um ano super difícil. Muito trabalho e pouco dinheiro no bolso. Inflação pela hora da morte como diz o ditado. Você vai ao supermercado com R$ 50,00 e traz, no máximo, duas sacolinhas de compras. Todos os dias, preços em alta. Já o salário permaneceu congelado todo ano todo. Gasolina, luz e outros serviços básicos também tiveram reajuste acima da inflação dificultando ainda mais a vida de boa parte dos brasileiros e a minha é claro!
Na política, governo incompetente, que mais errou do que acertou em todos os aspectos. Nunca se roubou tanto e tão pouco se fez pelo país.
 Volto a frisar: não votei na Dilma, mas acreditei nela. Maior desilusão seus dois mandatos. Ao contrário do que imaginei, ela mostrou-se uma mulher fraca, acuada, mal assessorada, inclusive, em determinados momentos, perdida em seu mandato, em seu discurso, com se ela fosse uma mera coadjuvante. Já Governador Satori, cedo para avaliar e espero não me desiludir como aconteceu coma presidenta. E, nosso prefeito de Caxias do Sul, desilusão total. Saliento aqui que esta é a minha opinião e peço respeito.
 No trabalho, me despedi do ramo da perfumaria e cosméticos e voltei ao ramo do vestuário, que amo e me reencontrei. Não que eu não tenha gostado do ramo anterior. Pelo contrário, eu amei, muito aprendi. Meus patrões foram às pessoas mais incríveis que conheci, uma família abençoada, íntegra, batalhadora e honesta. Mas, dois colegas tornam minha estada nesta empresa um “inferno”. Jamais tinha trabalhado com duas pessoas tão falsas, maldosas, ardilosas, ruins mesmo. Daquelas que parecem terem sido saídos das novelas globais ou mexicanas, capazes de tudo para subir na vida sem poupar esforços, pisando em cima de quem for preciso. Mas, justiça foi feita. A lei do retorno existe. O que se colhe, planta. Não há máscara que um dia não caia.
 Na parte de amizades, me afastei de quase todas. Ao meu lado, só as verdadeiras permaneceram. Foram poucas, mas essenciais e fundamentais. Por outro lado, ganhei novas amizades, novos irmãos de coração né Rosane e Cristina. Para variar, mulheres. Já vi que tenho problemas em ter e manter amizades masculinas. Risos.
 E, como não podia de ser, os amores foram conturbados e escassos. Me relacionei com pessoas vazias, fúteis, mas que valeram pelo aprendizado. O que esperar de uma geração fast food, senão um fast relacionamento, uma fast foda?
 Agora, que venha 2016 e com ele a esperança de dias melhores, de 365 dias melhores e de governantes honestos e capazes. E, como diz o clichê: que vença a paz mundial em 2016.

 Então, para finalizar, desejo a você: um mundo sem terrorismo; sem acidentes ambientais; sem políticos corruptos; com governantes capazes; o fim da inflação; saúde, educação e infraestrutura de qualidade aos brasileiros e, muita, mas muita saúde para dar e vender. E, muita música, mas música de qualidade, onde você possa – daqui alguns anos - lembrar, cantar e recordar. Se permitir ao direito de ser nostálgico. Feliz 2016!