Vou
fazer uma confissão que talvez o meu advogado recomendasse que eu não fizesse.
Já pensei em eliminar um ex-chefe. Calma! Antes que alguém chame a polícia,
estou falando daquele desejo que nasce depois da terceira reunião inútil do
dia, da quinta mensagem de "só mais um ajuste" e da décima pergunta
cuja resposta estava no whats que ele claramente não leu. Nessas horas, a criatividade
do trabalhador vira um esporte olímpico.
Na
minha cabeça, os planos eram dignos de um roteirista de comédia. Colocar o ex-chefe
para organizar uma liquidação em pleno feriado. Fazê-lo responder, sozinho, um
grupo de WhatsApp com trezentas mensagens de "bom dia"! Trancá-lo
numa sala onde só existissem apresentações de PowerPoint com noventa e sete
slides e um palestrante dizendo: "Só mais cinco minutinhos!".
Pensando bem, isso talvez seja mais desumano do que qualquer outra coisa. Até
eu fiquei com pena, bem, quase!
Mas a verdade é
que eu nunca eliminaria ex-chefe nenhum! Primeiro porque eu não levo jeito para
criminoso. Segundo porque uniforme listrado não combina comigo. E terceiro
porque a vida sempre dá um jeito de resolver essas coisas. Às vezes o ex-chefe
troca de empresa ou a gente troca de emprego. E, nas melhores histórias, o ex-chefe
deixa de ser problema nosso. Essa, sim, é a minha definição de final feliz!
J.K – 07.07.26

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