Morro de rir quando vejo gente falando que a
juventude de hoje inventou a rebeldia! Aqui entre nós leitores, o jovem sempre gostou de emoção! Por exemplo, na minha época, já existia beijo demorado, mão atrevida, língua na
boca e fogo subindo pela cabeça em qualquer baile de garagem. A diferença é que
a turma saía procurando contato físico, conversa, dança e pele. Hoje, os jovens, vivem grande parte do seu dia no mundo virtual.
E, aqui entre nós, é claro que
existia bagunça, desejo e muita safadeza escondida atrás da falsa pose de “bons
costumes”! A gente passava a semana inteira pensando na sexta-feira porque
sabia que bastava uma música lenta, uma cintura encaixada e um olhar
atravessado para perder completamente a razão. E sinceramente? Aquilo tinha uma
intensidade muito mais verdadeira do que essa necessidade moderna de viver
chapado para sentir alguma coisa ou de trocar "nudes" no celular. Sexo virtual, nem sabíamos o que era, não existia!
Enquanto
hoje muita gente se destrói tentando encontrar prazer em carreira de pó,
comprimido e fuga química, nós ficávamos tontos com cheiro de cabelo, perfume
barato misturado com suor e a adrenalina de encostar numa pessoa que mexia com
a cabeça inteira. O vício da nossa geração era muito mais humano! Era beijo
escondido, carro estacionado em lugar escuro e coração disparado por causa de
desejo.
E tinha espaço
para todo mundo! Os tímidos, os ousados, os que queriam experimentar a vida sem
tanta regra. Homem, mulher, gays, gente diferente, gente intensa, gente estranho, mas cada um
tentando descobrir o próprio caminho no meio daquela confusão deliciosa chamada
juventude. Mudaram os tempos, mudaram os excessos, mas continuo achando que
nossa geração se perdia muito mais em paixão do que em drogas pesadas. A gente
cheirava mesmo era a xereca das meninas.
J.K – 17.05.26

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