sexta-feira, 7 de agosto de 2026

A Lei João da Penha!

 

 Diante de tantas discussões importantes, venho aqui apresentar uma proposta revolucionária: a criação da Lei João da Penha! Uma lei especial para proteger os homens de certos “abusos emocionais” sofridos no dia a dia. Nada de agressão física, claro! Estou falando daquele olhar que congela a alma, do silêncio que dura mais que feriado prolongado e daquela frase perigosa: “faz o que você quiser”. Todo homem experiente sabe que essa é a maior armadilha já criada pela humanidade. O sujeito pode até escolher, mas depois vai precisar explicar muito bem a escolha!


 A Lei João da Penha teria medidas protetivas urgentes. A mulher seria obrigada a explicar o motivo do famoso “não tenho nada” quando claramente tem tudo! Seria proibido fazer perguntas como “você reparou que eu cortei o cabelo?” sem dar ao homem pelo menos três chances de acertar a resposta. E nos casos mais graves, quando ela diz “não precisa me ajudar”, mas depois reclama que ele nunca ajuda, o cidadão teria direito a um intervalo de 15 minutos, uma água gelada e acompanhamento psicológico.


 Mas brincadeiras à parte, violência não combina com amor, seja contra homem ou mulher. No fim das contas, a verdadeira lei que todos nós precisamos é uma bem simples: mais diálogo, mais respeito e menos guerra dentro de casa. Porque depois de certa idade, ninguém quer viver em um relacionamento onde precisa de advogado para conversar. A gente quer mesmo é alguém para dividir a vida, os sonhos e, principalmente, o controle remoto da televisão! 😂


 

J.K. – 07.08.26




O gosto amargo da volta!

 

 Tem gente que jura que a pior dor é a de perder alguém! Eu já acho que existe algo ainda mais cruel: descobrir que a pessoa só percebeu o valor daquilo que tinha depois que destruiu tudo com as próprias mãos. E foi exatamente isso que senti quando me contaram sobre aquela cena. Você, sentada num bar qualquer, copo na mão, olhos marejados e a voz tropeçando na própria culpa.

 

 Confesso que ouvi aquilo com um silêncio estranho dentro de mim, um silêncio quase satisfeito. Porque durante muito tempo fui eu quem carregou o peso da humilhação, tentando disfarçar o tombo diante dos outros enquanto a vida seguia como se nada tivesse acontecido. Saber que a lembrança do que fez ainda lhe aperta o peito mexeu comigo mais do que imaginei.

 

 Disseram que perguntaram meu nome e você travou! Bastou ouvirem sobre mim para o choro aparecer atravessado na garganta. E, por mais duro que isso pareça, existe uma parte ferida aqui dentro que encontrou certo conforto nessa imagem! Talvez porque durante meses eu tenha me perguntado se tudo aquilo realmente teve algum peso para você.

 

 Cresci aprendendo que dignidade vale mais do que orgulho! Meu pai repetia isso de um jeito simples, daqueles que ficam marcados pra sempre. A vergonha que senti naquela época ficou grudada em mim como fumaça em roupa de inverno. Passei dias tentando parecer inteiro enquanto por dentro eu desmontava em silêncio.

 

 Hoje já consigo olhar para trás sem aquela vontade de arrancar páginas da memória! Só que algumas feridas criam cicatriz funda. E quem brinca com sentimento acaba carregando o próprio cansaço pelo caminho. A vida costuma devolver cada escolha no tempo certo! Tem gente que encontra abrigo e tem gente que passa anos rodando por dentro de si mesma, procurando paz e encontrando apenas eco.

 

J.K – 16.05.26




sábado, 1 de agosto de 2026

O fim que ainda mora aqui!

 

 

 Nossa história acabou sem briga, sem porta batendo e sem cena de novela. Apenas terminou devagarinho, como uma fogueira de festa junina apagando no meio da madrugada, quando todo mundo já foi embora e sobra só aquele cheiro de fumaça no ar. 

 

 Outro dia me peguei lembrando de como tudo começou: a música tocando alto, gente rindo, bandeirinhas coloridas balançando no vento e eu acreditando que algumas coisas durariam para sempre. Engraçado como a vida adora desmentir a gente depois. O coração faz planos gigantescos e o tempo aparece com uma borracha na mão.

 

 Hoje, quando fico perto de certas lembranças, viro quase um estranho dentro de mim mesmo. Penso em mil coisas ao mesmo tempo e acabo quieto, segurando palavras atravessadas na garganta como quem segura água nas mãos.

 

 E mesmo depois de tudo, existe uma vaidade boba que continua viva. Aquela vontade de imaginar que, quando alguém perguntar sobre mim, você ainda fale com carinho. Que invente uma saudade pequena, que diga que houve amor ali. Porque no fundo, por mais machucadas que duas pessoas saiam de uma história, ninguém gosta da ideia de virar o vilão oficial da memória do outro.

 

 Talvez seja por isso que alguns términos tenham gosto de mesa de bar no fim da noite. Cada um conta a versão que consegue suportar! Um exagera os defeitos do outro, outro transforma mágoa em piada, e assim seguimos, tentando salvar um pouco do orgulho enquanto o coração continua fazendo bagunça escondido. E olha, se tem uma coisa que aprendi, é que certas histórias acabam, mas demoram bastante para ir embora da gente.

 

J.K – 16.05.26






sexta-feira, 31 de julho de 2026

Cansei de escrever sobre o amor!

 

 

  Ando cansado de escrever sobre o amor, justo eu que vivo tateando esse sentimento como quem aprende a nadar no susto. Sempre me vi leve demais para promessas longas, intenso demais para histórias mornas. Meus amores tiveram gosto de começo, aquele arrepio bom que chega sem avisar e bagunça tudo por dentro. Foram encontros de horas, dias, meses! Ainda assim, foram verdadeiros enquanto existiram! Eu sei disso porque senti! E sentir, para mim, sempre foi o mais perto que cheguei de amar!

 

 Já me despedi de gente que a vida levou para longe e também de quem ficou, mas precisou seguir outro caminho. Em alguns momentos culpei o destino, em outros aceitei com respeito aquilo que escapava das minhas mãos. Hoje olho para trás com mais calma e entendo que cada história teve seu tempo certo, seu jeito certo de acontecer! E, de alguma forma, todas deixaram um pedaço bonito dentro de mim.

 

 Mesmo com esse histórico meio desajeitado, sigo acreditando! Acredito no encontro que chega sem roteiro, no abraço que encaixa, no olhar que diz tudo sem uma palavra! Ao mesmo tempo, aprendi a gostar da minha própria companhia! Tem dias em que o silêncio da casa conversa comigo, o café quente vira companhia e a paz de estar só tem um valor que pouca gente entende. 

 

 Claro que, de vez em quando, bate aquela vontade de dividir a vida com alguém! De ter um corpo perto, um riso cúmplice na mesa, uma rotina com cheiro de afeto! Só que aprendi que felicidade mora em instantes, pequenos e sinceros. Nada precisa durar para ser verdadeiro! Talvez seja isso que torna tudo mais especial!

 

 Hoje eu fecho esse capítulo com carinho, sem drama e sem promessas grandiosas! Amanhã posso mudar de ideia, escrever de novo, me apaixonar de novo, viver tudo outra vez com o mesmo entusiasmo de sempre! Porque, no fundo, eu sei: o amor move tudo! E eu sigo aqui, inteiro, vivendo e amando do meu jeito.

 

J.K – 03.05.26




Entre temporais e boletos!

 

 Confesso que achei que houve um certo exagero por parte da mídia e dos órgãos responsáveis pelos alertas climáticos. Durante dias, o Rio Grande do Sul viveu sob a expectativa de uma semana de terror, com previsão de vendavais, granizo e chuvas intensas. Elas vieram, é verdade, mas atingiram apenas algumas regiões. Em outras, tudo aconteceu dentro do esperado.


 Não sou contra os alertas, muito pelo contrário! Depois da tragédia que vivemos em 2024, toda prevenção é pouca e necessária. Apenas acredito que eles poderiam ser um pouco mais específicos, indicando com maior precisão as regiões realmente ameaçadas.


 Eu e meu colega estávamos justamente no Alto Uruguai quando o tempo resolveu mostrar sua força. Pegamos de tudo pela estrada: chuva torrencial, granizo, rajadas de vento e até um tornado entre Santo Cristo, Santa Rosa e Giruá. É uma sensação difícil de explicar. Ao mesmo tempo em que assusta, também desperta fascínio! Como pode o vento ganhar a forma de um enorme funil e, em poucos minutos, transformar completamente uma paisagem?


 Agora, de volta ao conforto do meu apartamento, organizo as malas outra vez. A próxima semana promete novos quilômetros, novas visitas aos clientes e, pelo visto, mais uma dose de instabilidade no tempo. Mas quem vive na estrada aprende que não dá para esperar o céu abrir. Os boletos não suspendem o vencimento porque está chovendo. Aliás, às vezes eles conseguem ser mais implacáveis do que o granizo e os temporais.


 Então, não tem muito segredo! É respirar fundo, ligar o carro, colocar a fé no banco do carona e seguir viagem. Porque a vida, faça sol ou faça tempestade, continua chamando a gente para a estrada.

 

J.K. – 31.07.26




sábado, 25 de julho de 2026

Semana com defeito de fábrica!

 

 Tem dias que chegam chegando, batem na porta e já entram bagunçando tudo, deixando a vida da gente de pernas para o ar. Essa semana foi dessas que testam a paciência, a fé e até o estoque de café! Teve momento em que eu olhei para o céu e soltei um sincero “para o mundo que eu quero descer”! Foi quase um pedido de pausa geral, tipo apertar o botão do controle da vida e dar uma respirada.

 

 Foi uma sequência de coisas que deram erradas! Parecia que alguém lá em cima resolveu me colocar em modo desafio nível hard. Cada tentativa de resolver uma coisa vinha acompanhada de outra surpresa! Ainda assim, no meio do caos, sempre aparece aquele fiozinho de esperança dizendo que amanhã pode vir mais leve e eu me agarro nisso com gosto!

 

 Primeiramente veio o capítulo financeiro, aquele clássico brasileiro raiz. O salário tirou férias antes do mês terminar e eu fiquei aqui fazendo malabarismo digno de circo. E o mercado? Parece que cada ida virou um evento de luxo. Dá vontade de olhar para o carrinho e perguntar quem autorizou essa extravagância toda! A vida real exige criatividade, coragem e um bom senso de humor para seguir em frente. E eu confesso que o meu tá no limite, acabando ou já acabou!

 

 Seguidamente, a máquina de lavar roupas resolveu pedir aposentadoria e meu velho companheiro de som entrou em greve! Logo ele, que ainda toca cd, fita e lp com orgulho, praticamente um museu em funcionamento. Enquanto o mundo vive de playlist, eu sigo firme no modo retrô! Inclusive, já estou aguardando ligação para participar de “Jurassic Park: o retorno do toca-fitas”!

 

E para fechar com chave de ouro, o Kazinho acendeu uma luz misteriosa no painel que eu nem sabia que existia. Aquela luz que parece dizer “descobre aí o que eu quero”! Fingi costume, dei um tapinha no volante e seguimos juntos, cada um fingindo que entende o outro na promessa de amanhã ele vai visitar o mecânico Elói!

 

 No fim das contas, a semana veio pesada, mas rendeu história de terror e de riso nervoso. E se a vida resolveu testar minha resistência, eu respondi com ironia, teimosia e um leve talento para sobreviver ao caos. Semana que vem, por favor, pega leve e vem mais tranquila! Caso contrário, já estou pensando em abrir um curso: “como manter o bom humor quando tudo resolve dar errado”! Vagas limitadas, pagamento só quando o salário lembrar de ficar até o fim do mês!

 

J.K – 02.05.26




Rio: cidade maravilhosa!


 Não sei explicar direito o que essa cidade faz comigo! Basta ouvir seu nome que meu coração já começa a viajar antes mesmo das malas ficarem prontas. É como reencontrar alguém que faz parte da nossa história, mesmo quando a distância insiste em nos separar.


 O Rio de Janeiro não é apenas lindo! O Rio emociona! É impossível ficar indiferente diante do Cristo Redentor abraçando o céu, do mar beijando a areia, do Pão de Açúcar desenhando o horizonte ou daquele pôr do sol que parece ter sido pintado pelas mãos de Deus.


 Mas eu também conheço suas dores! Sei das notícias que entristecem, da violência que assusta, das desigualdades que machucam e de tantas pessoas que acordam todos os dias lutando por uma vida melhor. E talvez seja justamente por isso que meu carinho seja ainda maior. Porque amar de verdade não é enxergar apenas as qualidades, é permanecer ao lado mesmo quando existem feridas que precisam cicatrizar.


 Toda vez que volto ao Rio, tenho a sensação de que a cidade me recebe com um abraço silencioso. E toda vez que vou embora, deixo um pedaço de mim caminhando pelo calçadão, olhando o mar ou agradecendo, em silêncio, aos pés do Cristo.


J.K – 21.04.26