sábado, 8 de fevereiro de 2025

O preço da solidão ou amor barato?

 O sábado estava muito quente, um calor insuportável! Não sabia mais o que fazer. Caminhava de um lado para outro do apartamento e não encontrava um lugar para ficar, repousar.

 

Fechei as cortinas e tirei toda roupa na esperança de me refrescar. Coloquei para tocar minha playlist da Sade. Sus músicas são inebriantes e sensuais. Deitei no sofá e quando percebi, já estava me tocando e completamente excitado.

 

O calor externo, agora era interno. Meu corpo ardia, estava em brasa. Num desespero, peguei meu telefone e liguei para alguns contatinhos. Todas no litoral. Apenas eu agonizando em Caxias do Sul.

 

Não satisfeito, procurei na internet uma “coleguinha” para meu bel prazer. Após alguns telefones, eis que finalmente encontro depois de sete ligações. Confesso que foi estranho, mas ao mesmo excitante você informar e responder todas as perversões que se deseja fazer entre quatro paredes.

 

Descobri que hoje se tem preço para tudo: do beijo ao sexo oral, do sexo vaginal ao anal. Mas, na dúvida, vamos de completo. Tudo que sem direito e o que mais rolar na hora H.

 

Como queria algo mais casual e sem ter nenhum vizinho me olhando com aquele sorrisinho maroto, reservei um quarto no Reynolds Business Center. Na hora marcada ela chegou deslumbrante, mais linda que nas fotos. Ouso dizer que foi a mais linda estudante de direito que conheci em todas as minhas vidas.

 

Além de ser uma deusa, era inteligente. Sua conversa e seus tributos físicos me encantaram. Como estava nervoso, tomamos duas taças de espumante e ela me convidou para dançar. Ela era encantadora e sedutora dançando. Impossível resistir a tanto charme. Me senti o protagonista do filme Uma linda mulher.

 

Durante a dança, desabotoou os botões da minha camisa, passando a mão no meu peito. Beijou meu peito, meu umbigo. Depois olhou maliciosamente para meu rosto e começo a abrir o botão e o zíper da minha calça.

 

Deste momento em diante, tudo aconteceu: taquicardia, falta de ar, gemidos, explosões. Deixei de protagonizar um romance para ser um ator pornô, daqueles que até você encabula ao assistir.

 

Nos lambuzamos e nos deliciamos a tarde toda até cairmos exaustos e saciados, sem força para mais nada a não ser apreciar, abraçadinhos, o sol se pôr lá fora e o movimento do Villagio Caxias.

 

Depois de recompostos, um bom banho a dois, um romântico jantar a dois no Puerto Del Toro, com direito a entrarmos de mãos dadas. E, olha que eu não gosto de andar de mãos dadas ou abraçado.

 

Hora da despedida, um discreto beijo, um selinho e a promessa de que, em breve, veremos de novo. – JK




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