quinta-feira, 26 de maio de 2011

Feliz sem você!




 Os meses se passaram e eu ainda penso você! Pudera, foram quase sete anos! Tudo somado, posso dizer que fui feliz, fomos felizes!

 Não posso dizer que hoje não sou feliz! Afinal, quem foi que disse que é impossível ser feliz sozinho? Desculpe poetinha, mas afirmo que é possível sim! Para isso, basta ter família e amigos.

 É claro que sinto tua falta! Teu cheiro, ainda guardo comigo, assim como teu gosto, teu toque... Basta eu fechar os meus olhos que você esta ao meu lado.

 O rádio ainda toca a canção de Ana Carolina. Ela faz eu lembrar de você. Os filmes de terror também me fazem lembrar de você, embora eu odiasse, mas, de tanto assistir com você, aprendi a gostar.

 Ouso até dizer que o Expresso Caxiense sente minha falta. Estava acostumado a me ver todos os finais de semana. Tenho certeza que até o porteiro do prédio sente minha falta, assim como a faxineira e você. Sim você, pois um homem como eu não é fácil de encontrar.

 Não sou convencido, mas, todo o tempo em que estivemos juntos fui fiel a você. Procurei, na medida do possível, realizar todos teus sonhos, ser teu companheiro, teu amigo, teu amante... Sei que falhei em muita coisa, mas, se pores a mão na consciência, irás me dar razão.

 O engraçado é que a área da saúde me persegue. Semana passada conheci uma ginecologista. Foi um final de semana incrível. Ela é maravilhosa, mas, infelizmente, não rolou. Acredito que ela não tenha gostado de mim, pois não me procurou mais. Talvez eu não seja a boa companhia que pensei ser.

 Pela internet, através de uma amiga, conheci, apenas virtualmente, uma pediatra. Teclando com ela percebo que ela é um amor, um doce. Falta nos conhecermos pessoalmente para saber se vai rolar algo mais.

 Ela ta passando por um momento difícil. Acabou de perder a mãe e nem sequer um abraço confortante eu lhe dei. Espero que este dia aconteça logo, pois já me sinto íntimo dela. Parece que nos conhecemos há tempos. Talvez isso atrapalhe, talvez não.

 E, como não podia deixar de ser, esta semana fui consultar com minha ex, aquela de sete anos. Foi desconcertante revê-la! Tive taquicardia, afinal, ela continua linda, querida, cheirosa... Bateu uma saudade! Talvez, tenha sido minha relação mais forte, a mulher que mais amei. Ás vezes penso que sempre a amei e vou amar. Mas, volto a frisar: ainda acho que sempre amei mais do que fui amado.

 O importante é que eu amei! Orgulho-me disso! Não me arrependo! Todas foram importantes, entraram em vida e na minha memória, meu coração vão ficar, estar para sempre. Só sei que amar é bom demais! Quero viver sempre, de amor e música!

domingo, 8 de maio de 2011

Cartão de aniversário e Dia das Mães!


Setenta anos, quem diria! Com certeza, bem vividos.

Ao longo desta jornada fantástica que a vida, quantas experiências adquiridas, quantos ensinamentos compartilhados com nós teus filhos, amigos, parentes. Daria até para escrever um livro.

No enredo, uma mãe amiga, uma vó coruja e zelosa. Diria até uma supermãe, uma super-vó, sem poderes especiais, a não ser o amor incondicional. Mas, às vezes, acredito que tens um poder especial sim: o de acalentar, nos proteger, ler nossos pensamentos, saber quando estamos tristes ou felizes. Ouso dizer que não existe nada melhor nesta vida do que o carinho de mãe.

Nem sempre a vida foi muita justa, mas compartilhastes conosco somente o que o de melhor a vida te ofereceu. Tivemos tudo na medida certa, com exceção do amor, este sempre exagerado.

Maior que teu amor, somente o amor de Deus. Foi ele quem te criou, criou todas as mães, pois ele sabia que não poderia estar presente em todos os momentos da nossa vida, mas as mães sim. Deus sabia que as mães, assim como ele, são capazes de doar a vida para nos proteger, nos salvar.

Teu aniversário, não podia cair numa data melhor, no Dia das Mães, uma justa homenagem a mulher maravilhosa que és.

E, tenha certeza, amo você! És meu alicerce, minha amiga, minha companheira...

Feliz Aniversário e Dia das Mães!

Jean

sábado, 9 de abril de 2011

Jornada exaustiva de trabalho



  Minha jornada de trabalho tem sido exaustiva. Acordo, de segunda a sexta-feira, às 3h30. Tomo banho, me arrumo e embarco na lotação às 4h. Cego em Farroupilha, local onde trabalho, às 4h50. Começo a trabalhar. Fechar caixa, distribuir comissões, atender guias e lojistas, fazer pagamentos, essas coisas. Aí pelas 7h vou tomar café, pois a barriga já está roncando. Uma taça de café com leite, torrada e de quebra, sempre um salgado, uma coxinha, pastel, folhadinho de salsicha... E a dieta foi para o espaço.

 Volto ao trabalho, desta vez na recepção onde fico até as 11h30, quando é hora de almoçar. Ás vezes o movimento permite, outras vou almoçar aí pelas 12h30. O almoço de nosso restaurante é uma delícia. Doze tipos de saladas, doze de pratos quentes, além de sopas, grelhados e churrasco. De quebra, três opções de sobremesa. Escovo os dentes e volto ao batente. Minha jornada se encerra às 17h, quando o movimento também permite.

 Aí pelas 17h15 embarco na lotação com destino à Caxias do Sul. Depois de um longo passeio pro Caxias, chego em casa por volta das 18h15. Dou um beijo em minha mãe, sirvo um copo de coca-cola, meu vício, e corro para o computador. Ali fico até ás 19h30, quando vou ao banho e depois janta. Assisto ao noticiário e depois caminha, afinal preciso dormir, sem contar que tenho a impressão de que já está na hora de acordar de novo.

 Apesar de puxado, gosto do que faço, não posso negar. Sorte minha, pois se não gostasse estaria frito. Só acho que ganho pouco, mas, fazer o que. Dias melhores virão, com certeza.

 Final de semana aproveito para descansar, dormir, ir ao cinema, ler, viajar, curtir os amigos, a família já que durante a semana é praticamente impossível, pois estou sempre cansado. Sinto falta de um grande amor, uma paixão, alguém que se interesse por mim, se preocupe além de minha mãe. De namoros virtuais já estou cansado. Talvez neste inverno eu encontre alguém e me apaixone.

terça-feira, 8 de março de 2011

Entregando convites

 

 Esta semana, entregando convites para inauguração do Novo CPE Atacado, localizado em Farroupilha, voltei ao passado. Explico: morei na cidade em questão dos 14 aos 16 anos. Confesso que foi um bom tempo!

 Para entregar os convites, mais de cinqüenta, estacionei o carro no Centro e fui a pé. Com o trabalhamos com atacado de confecções, entrei em todas as lojas que ia encontrando pelo Centro e pelos bairros São José e Primeiro de Maio, na minha opinião, os mais populosos. Nestas andanças pude perceber como a cidade cresceu, como o povo é gentil e hospitaleiro, inclusive, encontrei amigos que há mais de vinte anos eu não via e outros nem tanto assim, mas que moram no meu coração e sempre vão morar.

 Não vejo hora da inauguração acontecer. É na próxima segunda-feira, dia 14, às 19h30. Adoro o que faço, não é a toa que estou lá há quase dez anos. Só lamento algumas colegas de trabalho não irem trabalhar lá também, em especial, a Margareth, minha companheira do coração. Vai ser duro não ter sua companhia. Ela é mais que uma amiga, é uma irmã, mas, ainda vou fazer o possível e o impossível para levar ela.

 Tenho certeza de que o novo empreendimento será um sucesso! Não vejo à hora de começar a colher os louros! Este ano será o nosso ano! Como podem observar, gosto da empresa como se fosse minha.

  Mas, voltando aos convites, na última segunda-feira entreguei os convites em São Marcos e Flores da Cunha, duas cidades que também gosto muito. A primeira, morei quando tinha seis anos. Já a segunda, tenho apenas bons amigos, mas, adoro a cidade. Ela me lembra Capão da Canoa, outra cidade que amo, além da minha Caxias do Sul, cidade que sou apaixonado.

  Esta semana, se me conheço bem, devo entregar convites nas repartições públicas de Farroupilha, bem como bancos e prefeitura. Começa chegar à data da inauguração é dá um friozinho na barriga, mas volto à frisar: tenho certeza de que será um sucesso!

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Partir é bom, mas melhor ainda é voltar.


 Partir é bom, mas melhor ainda é voltar pro nosso aconchego, nosso lar. A dois meses de férias, sem paradeiro, percebo que o melhor lugar do mundo é a nossa casa, por mais simples e modesta que ela seja. Não posso negar minhas férias foram excelentes. Conheci lugares lindos, pessoas fascinantes e encantadoras.
  
 Uma delas, talvez a mais importante, a que mexeu e balançou comigo foi aqui em Caxias do Sul. Confesso que ela é linda por fora e por dentro, mas, como não podia deixar de ser, não dei sorte e levei um pé na bunda, melhor, simplesmente ela sumiu sem dizer nada. O pior é que eu fiquei a pensar onde errei se é que errei. Talvez eu deva jogar, pois como já diz o ditado: sorte no jogo, azar no amor.
  
 Bem, não posso dizer azar no amor, pois também conheci outra pessoa fascinante no litoral gaúcho. Por incrível que pareça, ela lembrava muito minha ex, apenas mais determinada e baixinha. Mas, eu acabei não me interessando, nossos níveis sociais eram muito desiguais. Sua casa na praia era um desbunde, uma loucura, localizada em resort em Atlântida.
  
 Mas, deixando os amores de verão de lado, se é que posso dizer amores, o que mais me impressionou foram nossas praias. Fazia mais de dez anos que não vereanava aqui no Sul, mania de ir sempre pra Santa Catarina ou Salvador. É claro que elas não são tão belas como Santa e Salvador, mas, também não deixam a desejar.
  
 Algumas como Capão da Canoa, Tramandaí e Torres são verdadeiras cidades, dispõem de toda infra-estrutura necessárias para um bom veraneio, sem contar de muita gente bonita. Até a água, conhecida popularmente como chocolatão, estava limpa, além de bandeira amarela, mar tranqüilo, tranqüilo. A única coisa chata foi o excesso de chuva. Nunca vi tanta água.
  
 E, como choveu muito, não podia ser diferente, só comi e dormi. Acabei engordando dois quilos. Não consigo emagrecer. Um amigo me disse que já estou paranóico. Será? Sei que estou gordinho, mas, pela primeira vez, estou de bem comigo mesmo. Só preciso agora e fechar a boca e perder uns quilinhos por questão de saúde. Sou feliz, o que posso fazer!

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

O cotidiano de Maria


 Maria era uma boa moça. Jovem, bonita e elegante. Seus lindos cabelos loiros e compridos emolduravam seu sorriso cobrindo sua alma com candura. Maria só tinha um defeito: ser casado. Mas, por onde passava, os homens viravam a cabeça e faziam fiu-fiu. Maria nem ligava, continua a caminhar com seu requebrado dengoso pra lá e pra cá.

 De manhã cedo, Maria já estava sorridente de pé. Preparava o café das crianças e do marido com o pouco que a vida oferecia. Embora não fosse nenhum café de hotel, não faltavam frutas, pão e o tradicional café com leite. Beijo no marido, crianças na escola, lá vai Maria descendo o morro para sua vida de diarista. Dois ônibus, meio quilômetro a pé, lá vai Maria sorridente.

 Casa pra arrumar, filhos que não são dela para cuidar, assim passam as horas. A patroa sempre esnobe, alfineta Maria. Sua beleza ofusca a patroa sem contar o ciúme do marido que, sempre que pode, estica o olho para os quadris de Maria. Mas, Maria nem liga, continua suas tarefas cantando um velho e bom samba de Noel Rosa.

 Tarefas cumpridas, lá vai Maria para casa. Na volta, para economizar o pouco que ganha, Maria volta de trem e caminha mais dois quilômetros. Em casa, tudo por fazer: cama, comida para as crianças, roupas para lavar e preparar a marmita para o marido. Assim é o cotidiano de Maria. Sua vida é cuidar do lar, dos filhos, do marido. Maria não reclama, faz com carinho, amor e dedicação.

 Quando a noite chega, Maria prepara o banho e o jantar do marido enquanto assisti sem piscar suas novelas. Crianças na cama, hora de se recolher. Maria, sedenta por um carinho do marido, deita na cama e o cobre de beijos. Mas, de tão casado que ele está, esquece do beijo que a alimente, vira para o lado e dorme. Maria fica a rolar na cama, ardente de paixão e desejo pensando que amanhã é um novo dia e o cotidiano recomeça novamente.

 Sempre que pode, Maria faz amor sozinha. Ela espera um dia fazer amor com seu marido como nos velhos tempos da adolescência, quando ainda nem eram casados. Ser rainha de bateria é o sonho maior de Maria. No carnaval, com muito samba no pé, samba em frente à televisão enquanto assisti aos desfiles da escolas do primeiro grupo. Apesar da simplicidade de sua vida, Maria é feliz e sonha com a felicidade de seus filhos, de seu marido.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Pedras nos rins



 Depois de uma semana e um final de semana maravilhoso, algo de ruim tinha que acontecer, pois nada pode ser ter tão perfeito assim. Explico: Quarta-feira fui levar a mãe para embarcar em Porto Alegre e aproveitei para esticar até domingo minha estada na capital gaúcha. 

 A mãe embarcou a meia-noite e, como não podia deixar de ser, errei o caminho do aeroporto na volta. Quando vi estava na Ceasa em plena madrugada. Coisas que só eu consigo fazer. Fico apavorado como sou distraído, estabanado. Resultado percorri mais de 20 quilômetros desnecessários, pois tive que ir a Alvorada para voltar à Porto Alegre. Bem, fui um tour noturno pela capital.

 Os dias que seguiram foram bons, aproveitei para descansar, caminhar sem rumo, e como caminhei. Tenho a mania de atravessar a capital a pé. Adoro sair sem destino, sem nenhum trajeto definido. Mas, o melhor aconteceu na sexta, encontrei um grande amigo de Caxias do Sul e acabamos almoçando juntos. Foi sensacional.
 Domingo voltei à Caxias. Foi uma viagem tranqüila, sem estresse, estrada deserta. Percorri cerca de 120 quilômetros em menos de uma hora e meia. 

 Na segunda-feira (ontem), para minha surpresa, acordo com uma dor insuportável nas costas, seguido de cólica seca e vômitos. A dor era tanta que via estrelas. Como não agüentava mais de dor, minha afilhada chamou a Emercor – resgate médico particular-, e fui medicado. O diagnóstico: cálculo renal. Durante a madrugada devo ter expelido uma das pedrinhas do rim direito. Nos exames, tinha duas no direito e uma no esquerdo, mas, todas muitas pequenas, com cerca de 0,02 milímetros. 

 Hoje tinha que ir ao médico, ao plantão, mas, tenho preguiça sem contar que não gosto de ir a médicos e a dor esta suportável, nada que um bom buscopan não resolva.
 Quando fico ruim, fico manhoso, só quero saber de ficar quieto, deitado, só durmo. E é o que tenho feito. Nunca dormi tanto. Não sei de onde tenho tirado tanto sono. Faz dois dias que só durmo. Já os dengos, tiveram que ficar para outra hora, pois minha mãe está viajando e minha afilhada, bem, não gosto de preocupar ela, afinal, ela trabalha. 

  Minha irmã ligou umas dez vezes em um dia para saber como eu estava. Também não quis preocupar, mas, confesso que a dor foi insuportável. Recordo que suava frio, gelado, vomitava muito, além de urinar sangue, enfim, foi um sufoco, mas, passou.

 Hoje até deixei a preguiça de lado e dei uma limpadinha no apartamento, além de lavar umas roupinhas. Viu, estou melhor!