quinta-feira, 13 de novembro de 2025

Coração em obras

 Agora não, guria, meu coração está em obras! Depois de mais de dois anos, ele está fechado para reconstrução. Estou em reforma e em nova direção. 

Estou tirando os entulhos da alma, reconstruindo sentimentos, refazendo a felicidade e encontrando meu equilíbrio novamente. Todo sofrimento ficou no passado, debaixo da reforma. Afinal, mereço ser feliz! 

A vida é um passo no escuro, e eu prefiro correr esse risco. Vai ver que não existe nenhum mistério! É melhor levar a vida numa boa, vivendo um dia após o outro. Vai que não exista o amanhã! 

Hoje não quero mais saber os mistérios do universo ou se eram os deuses astronautas. Então, por que perder tempo com tudo? Prefiro a vida pelo avesso do que do lado certo. 

Faz tempo que já perdi o bom senso pensando no futuro. Cansei de filosofias baratas de bar. Quero mesmo é falar de nada! Tudo o que eu quero é levar a vida numa boa. Então, deixa a vida me levar. Vida, leva eu!

 

JK (19.10.25)

 


quarta-feira, 12 de novembro de 2025

Entre Porto Alegre e o desejo

 Mochila nas costas, partiu rumo a Porto Alegre como quem segue um chamado antigo, desses que vêm do peito e não permitem recusa. O trem, a estrada, o vento no rosto — tudo parecia conspirar para aquele reencontro. Namorar, afinal, era sua forma de respirar o mundo.

Ela o esperava como sempre: linda, leve, dona de um sorriso que parecia nascer junto com o sol. A camisa colava-se ao corpo como se o próprio tecido a admirasse. E quando o viu, o tempo fez uma pausa breve — só o suficiente para que a saudade se transformasse em ternura. Um selinho, um riso, um olhar que dizia tudo. Depois, o jantar — simples, mas carregado de promessas.

Nada entre eles era comum. Cada gesto tinha um significado secreto; cada palavra, um pequeno fio de emoção. Riam, se olhavam, falavam de nada e, ao mesmo tempo, de tudo.
Havia um encantamento que dispensava explicações — o amor deles era uma conversa de almas, feita de silêncios e respirações.

De volta ao abrigo das paredes conhecidas, o tempo começava a derreter.
A música era suave, o vinho aquecia a pele, e o ar parecia mais denso — como se o próprio universo os envolvesse num abraço cúmplice.
E então, vieram os beijos.
Lentos, profundos, cheios de ternura. Beijos que não pediam pressa, porque sabiam que o amor não tem hora.

Era um encontro de mundos: o toque, o riso, o olhar. Tudo se fundia em um mesmo instante — aquele onde o desejo e o carinho deixam de ser opostos e se tornam poesia.
Não havia mais distância, nem corpo, nem tempo. Havia apenas o sentir.

Mais tarde, quando o silêncio tomou conta e o sol insinuou sua chegada pela janela, estavam ali — adormecidos, entrelaçados, respirando o mesmo sonho.
Ela, leve como quem repousa no depois; ele, sereno como quem encontrou o que sempre buscou.

Entre Porto Alegre e o desejo, havia apenas o amor — inteiro, calmo, e eterno enquanto amanhecia.

JK (18.10.25)

 



terça-feira, 11 de novembro de 2025

🚔 “As Peruas da Contramão: Uma Abordagem Policial em Flores da Cunha”

 Tem histórias de família que parecem surreais — dignas de um filme! Uma delas aconteceu recentemente, em Flores da Cunha.

Minha irmã e minha mãe foram buscar minha afilhada para levá-la ao médico em Farroupilha. Até aí, tudo bem.

Mas como minha irmã não conhece muito bem Flores da Cunha, acabou errando a entrada da cidade… e foi parar justo na rua da boate Suzi Night! 😳
E o pior: entrou na contramão!

De repente, uma viatura começa a piscar o farol, mandando parar. Mas minha irmã, achando que os policiais queriam apenas ultrapassar, diminuiu ainda mais a velocidade — bem tranquila, sem imaginar que estava sendo abordada!

Quando finalmente parou o carro, os policiais — armados com espingardas — mandaram as três descerem do veículo.
Agora imagina a cena: minha mãe, com seus 85 anos, descendo do carro com as mãos para cima, junto com as outras duas! Tadinha da velhinha… quase enfartou!
😂

Depois que tudo foi explicado e o mal-entendido desfeito, todo mundo caiu na risada.

Mas até hoje eu não consigo deixar de imaginar a cena:
três peruas, todas produzidas para ir ao médico e às compras, sendo abordadas por dois policiais armados, na frente da boate Suzi Night.
Cenário digno de um filme — mas daqueles de comédia pastelão!
🎬🤣

 

JK – 18.10.25





Foi real, gente! Escrevi em três versões. Qual é a sua favorita? A primeira, a segunda ou a terceira? Registre aqui sua opinião!


segunda-feira, 10 de novembro de 2025

🚗💥 As Peruas da Contramão em Flores da Cunha

 Tem histórias de família que a gente juraria que são invenção, mas não: aconteceram de verdade. Daquelas que parecem saídas de um filme de comédia. Pois uma dessas histórias aconteceu recentemente, em Flores da Cunha.

Minha irmã e minha mãe foram buscar minha afilhada para levá-la ao médico em Farroupilha. Até aí, tudo certo. A viagem prometia ser tranquila — até que a tranquilidade resolveu dar lugar a uma cena digna de “Sai de Baixo”.

Como minha irmã não conhece muito bem Flores da Cunha, errou a entrada da cidade. E onde foi parar? Justamente na rua da boate Suzi Night. Sim, a rua mais improvável possível para quem está levando a mãe e a filha ao médico.

E, pra completar o roteiro, ela ainda entrou na contramão.

Foi nesse momento que uma viatura da polícia apareceu piscando os faróis, mandando parar. Mas minha irmã, achando que os policiais só queriam ultrapassar, diminuiu ainda mais a velocidade, toda calma — enquanto os guardas, do outro lado, já estavam prontos para uma abordagem séria.

Quando finalmente parou o carro, veio o susto: os policiais, armados com espingardas, mandaram as três descerem do veículo.
Agora imagine a cena.

Minha mãe, com seus 85 anos, abrindo a porta devagarinho, descendo com as mãos para cima, tentando entender o que estava acontecendo. Atrás dela, minha irmã e minha afilhada, igualmente assustadas.
Três mulheres bem arrumadas, de salto e perfume, levantando as mãos na frente da boate Suzi Night.

Dava pra ouvir o narrador de filme dizendo:
“Naquela manhã ensolarada, três senhoras distintas viveram a abordagem policial mais inusitada de Flores da Cunha.”

Depois que tudo foi esclarecido — e os policiais perceberam que o trio era mais perigoso para o salto alto do que para o Código Penal —, todos acabaram rindo da situação.

Mas a imagem ficou. Até hoje, quando lembro, não consigo evitar a gargalhada:
três peruas a caminho do médico, abordadas por engano na contramão, diante da boate mais famosa da cidade.
Cena digna de um filme, mas daqueles de comédia das boas, com trilha sonora de gargalhada ao fundo.
😂

 

JK – 18.10.25





Gente, foi verídico mesmo! Escrevi em três versões. Agora quero saber: qual você gostou mais? A primeira ou a segunda? Amanhã, a terceira!  Depois me diz qual você mais gostou!


domingo, 9 de novembro de 2025

As peruas na contramão!

 Tem histórias de família que parecem surreais, dignas de um filme. Uma delas aconteceu recentemente, em Flores da Cunha. Minha irmã e mãe foram buscar minha afilhada em Flores da Cunha para irem ao médico em farroupilha. Até aí tudo bem. 

Mas, minha imã, como não conhece muito Flores da Cunha, errou a entrada da cidade e entrou na rua da boate Suzi Night. E o pior, além de entrar na rua e entraram na contramão. Neste momento, aparece uma viatura fazendo sinal de luz para elas pararem. Mas, minha irmã não entendeu e apenas diminuiu ainda mais a velocidade para eles passarem, mas, na verdade, eles estão é abordando ela por entrar na contramão. 

Carro parado, os policiais, armados com espingarda, mandaram as três descerem do carro. Fiquei imaginado o susto da minha mãe, com seus 85 anos, descer do carro, com as mãos para cima – as três. Tadinha da velinha, quase enfartou. 

Passado o susto e tudo esclarecido, todos acabaram rindo. O que fico imaginando e as três peruas, montadas para irem ao médico e as compras, de mãos para cima, sendo abordados por dois policiais. Cena dignada de filmes, mas daquelas de comédia.


JK – 18.10.25





Um pedido com fé

 Acendo uma vela e faço um pedido às minhas santinhas queridas, Aparecida e Medianeira! Não sei se elas vão me atender, mas uma esperança não mata ninguém, né? O mais engraçado é que São Francisco de Assis e Santo Antônio parecem que riram do meu pedido - acho que até eles acham que estou sonhando! 

Confesso que, me conhecendo, também acho difícil que meu pedido seja atendido. Mas, bem no fundo, tenho fé nas minhas santinhas. Dizem que nada é impossível quando acreditamos, e eu tenho fé de que algo incrível pode acontecer! 

Se meu pedido for atendido, prometo ser mais feliz e agradecido do que já sou. Uma velinha será acessa para elas de tempos em tempos, e não faltarão orações de agradecimento. E, claro, aquela ajudinha especial para quem precisa. 

Não vou prometer ser melhor, porque acho que já sou bonzinho suficiente (ou não?). Na verdade, eu precisava era aprender a dizer não e a não deixar que me explorassem tanto. Mas, agradeço por ser diferente da maioria das pessoas. Amem! 🙏"

 


JK– 18.10.25



quinta-feira, 6 de novembro de 2025

Memórias e saudades

 Sábado, chove lá fora! Aproveito para limpar as janelas do meu apartamento. Acho mais fácil limpar quando chove. A água da chuva ajuda a tirar o resíduo do limpa-vidros. Enquanto isso, na playlist, uma sessão nostalgia e brega toca sem parar: As Marcianas. Primeiras artistas sertanejas que vi, na época, no Salão Flach. Quem se lembra? 

Do quarto andar, observo que poucas pessoas se atrevem a sair nas ruas. Além da garoa, um forte vento. Aproveito e passo aspirador no apartamento, já que pano molhado não dá para passar, não seca. A louça do almoço já está na máquina de lavar, esperando o término da limpeza para ser guardada. 

No cardápio de hoje, estrogonofe de frango. Me considero péssimo pilotando um fogão, mas às vezes me supero. Hoje foi um desses dias. Na caixa de som, a canção "Nossa Canção" me faz lembrar de você. Onde será que você está agora? As Marcianas não me respondem, mas me fazem rir e sugerem que eu: “te amarre na minha cama e faça amor com você”. Adoro esta canção: "Vou te amar na minha cama". 

Encerrada a faxina no apartamento, um cafezinho preto para esquentar este dia frio, cinza e úmido. E de novo me pergunto: onde estará você agora? A única certeza que tenho é que você está guardada no meu coração.

 

JK – 18.10.25