domingo, 6 de maio de 2018

Eu procuro...



Não procuro somente um amor para dividir comigo meus bons momentos, mas também meus maus momentos. Aqueles dias que estou de mau humor, para baixo e triste. Nestes, quero alguém que me conforte, faça eu sorrir, ajude a levantar o meu astral e me permita ser o sexo frágil da relação.


Que deixe eu sentar no seu solo, repousar no seu peito, ser abraçado, ganhar um cafuné e até alguns assoprões na barriga e cócegas como eu adoro fazer. Que saiba enjugar aquela lágrima quando ela cair e confortar com palavras de carinho precisas.


Eu quero um amor que saiba cozinhar também e que queira dividir as tarefas e as despesas do cotidiano. Que seja inteligente e adore ler, escutar música e ver filmes. E, principalmente, que adore jantar fora, jantar a dois e jantar com amigos. Ah! E que não goste de sertanejo universitário e funk, pelo amor de Deus. E, se gostar, que escute trancada, no banheiro, no escuro, e de volume baixo.


Eu quero um amor que respeite meus dias de silêncio e dias de solidão, pois também preciso disso. E, tenha certeza, também saberei respeitar os dela.


Eu quero um amor que saiba fazer churrasco de vez em quando. Pode ser até um pão com salsichão. E, se não souber, que tenha vontade de aprender. Eu, lavo, limpo e cubro de beijinhos enquanto a carne assa. E, faço a caipirinha ou trago e abro a cerveja gelada.


Eu procuro um amor cúmplice, seja nos shows de cama ou no dia a dia. Que respeite que eu não gosto de andar de mãos dadas na rua, mas que eu adoro chamar de amor e tocar a todo instante. E, que não ligue para meus empurrões desajeitados quando eu fizer isso.


Eu procuro um amor que me leve e me deixe eu me perder em livrarias e sebos. Por outro lado, eu a deixo se perder em shoppings e lojas, prometendo ter toda paciência do mundo.


Eu procuro um amor que não subtraia, nem some, mas que multiplique e que seja infinito enquanto dure. Que goste de ficar em casa esporadicamente, de mãos dadas e abraçada, apenas namorando. E que deixe, sempre, eu contemplar e dizer que ela é linda!


É! Eu procuro, mas não encontrei! Talvez tenha encontrado e perdido! Mas, a vida é um eterno aprendizado, recomeço. E, recomeçar é preciso! - JK



sábado, 5 de maio de 2018

Pare o mundo que eu quero descer



Cansado! Sabe aqueles dias que você acorda questionando o que você fez para tudo dar tão errado em sua vida? Pois é exatamente assim que eu acordei neste sábado! Bateu aquela vontade de gritar: “para tudo que eu quero descer”. O que eu fiz de tão errado para chegar onde eu cheguei? Tá difícil!

Pois é, tem dias, semanas, meses que nada parece dar certo na vida gente. Tudo parece dar errado, desabar diante de nossos olhos e por mais que tentemos consertar, mais distante de nossas mãos fica a solução. Mas, não podemos perder a esperança. Ainda acredito que dias melhores virão, tenho fé! Embora ela esteja por um fio, mas neste fio estou apegado.

Semana passada mesmo meu carro começou esquentar o motor. Tudo bem, coisas normais, afinal, não é um carro novo. Daí, você leva ao mecânico e ele faz feriado. Até aí, tudo bem, contratempos. Na segunda, você retorna e leva novamente ao mecânico. E, desta vez, ele está aberto, troca peças, faz uma revisão, cobra uma fortuna e você pensa que o carro ficou como novo. Engano! Eis que o mesmo problema surge novamente. Daí, você retorna ao mecânico e ele não trabalha, novamente no sábado devido ao baixo movimento. Tudo bem! Vamos ligar durante a semana para ele vir buscar e revisar outra vez. Começo a questionar os serviços do meu mecânico de confiança há 30 anos.

O mês recomeça, você nem recebe o salário, nem pagou as contas e vê que mais uma vez terá que escolher as contas prioritárias, ou seja, seu salário não está mais dando para suprir suas necessidades básicas. E olha que eu sou caseiro, não sou de sair, beber, fazer festas, cair na noite. No máximo, adquiro um cd ou dvd por mês. Nem roupas ou luxos sou ligado.
Você trabalha, se dedica, se esforça, se empenha, e tudo que você faz nunca está o bom o suficiente para seus colegas de trabalho. Parece que eles não percebem que a economia do país está praticamente parada, estagnada, que a maioria dos brasileiros – assim como eu – não tem dinheiro. E, quem tem tem, está guardando para uma emergência, pois nunca sabemos o dia de amanhã. E, que tem um pouco mais, está curtindo a vida, indo para o exterior já que tudo no Brasil parece a desabar graças ao “bom profissionalismo e competência de nossos políticos”. E, onde trabalho, assim como os agricultores, infelizmente, dependemos do tempo. E as pessoas só reclamam, não se adaptam a realidade que cada vez menos temos menos frio, que não podemos mais contar com ele somente, que precisamos nos reinventar, readaptar.

E o pior, a falsidade de determinadas colegas me surpreende. Estou impressionado. Sorte serem minoria, mas esta minoria é má, invejosa, consegue falar mal e puxar para trás o local que ganham o seu sustento. E, olha: se lá está ruim, lá fora está mil vezes pior. Isto elas não enchergam ou se dão contam. Estão cegas. É tanta falsidade, maldade, que assusta. O que elas esquecem que aqui o que assim se faz, se semeia e planta, se colhe amanhã. Se não forem elas, serão seu filhos, netos. Tenho pena destas cabeças pequenas. Sim, são dignas de pena.

Em casa, a situação não é diferente, a idade de Helena Horácia chegou e começam as dores, os problemas e me sinto impotente por nada poder fazer. Só o que resta são palavras de carinhos e alguns afagos na minha velinha.
O Brasil, prefiro nem comentar. Já não vejo luz no final do túnel de tanta corrupção. Tenho vergonha da classe política, da maioria de nossos polítcos. É revoltante ligar a televisão e assistir os telejornais. Corrução e mais corrução.

Por isso que eu digo, para tudo que eu quero descer!  Se der, agora! - JK


terça-feira, 1 de maio de 2018

Então, é maio!





Estamos em maio, conhecido com mês de Maria (mãe de Cristo), das mães, das noivas, do trabalho... Aqui na serra gaúcha, é o mês de Nossa Senhora do Caravaggio, enquanto em Portugal, a aparição de Nossa Senhora de Fátima. Mas, foi em maio que o Brasil perdeu um de seus maiores ídolos, Airton Senna.

Segundo a mitologia grega, maio é derivado da deusa romana Bona Dea, mais conhecida como deusa da fertilidade. Mas, maio também é o mês de São José Operário, marido de Maria e padroeiro dos trabalhadores. E, ainda em maio, celebro o aniversário da pessoa que mais amo neste mundo: Helena Horácia (HH), na certeza de que Maria a conserve muitos anos mais ao meu lado.

Foi em maio que ocorreu a abolição da escravatura e é em maio que acontece o dia do silêncio, o dia internacional contra a homofobia, o dia da adoção, o dia internacional das famílias, o dia do abraço, entre outras comemorações.

Em maio, em quase todo Brasil, comemoramos a chegada do frio, enquanto nos países do hemisfério norte, a chegada da primavera, do renascer das flores, dos perfumes e do colorido.

Resumindo: maio é o mês de celebrar a vida, de agradecer a vida. Que todas Nossas Senhoras nos abençoem e protejam nossas famílias, nossos lares, em nosso Brasil tão maltratado por nossos governantes.

Sua benção e proteção Maria! Sua benção e proteção José! - JK

Distraído eu? Bem capaz, a continuação....



Se ando tranquilamente pelas ruas de Caxias do Sul, com certeza, uns quatros tropeções vou levar. Se tem uma pedra no meio do caminho, eu vou chutar. E, se tem um buraco na calçada ou na rua, com certeza, eu vou meter o pé. Assim sou eu! Uma das pessoas mais distraídas e estabanadas que eu conheço.

Se vou ao supermercado fazer compras, ao retirar um produto da gôndula, outro vou derrubar ou vou esbarrar o carrinho em outro ou em alguma parede. Se vou fazer o almoço ou janta, as panelas, comida, mãos ou o pano de prato vou queimar. Na hora de lavar a louça, não é diferente, alguma coisa vai escorregar da minha mão e vai parar no chão em mil pedaços.

E, na hora de limpar, as mãos vou cortar. Na hora de comer, vou respingar algo na roupa ou derrubar na mesa ou no chão. Quando aquele carroço de azeitona ou ovo de codorna não voa para a mesa ao lado causando o maior constrangimento.

Na hora de cumprimentar alguém, não pense que as coisas são diferentes. Certamente o nome da pessoa vou esquecer. Ao apertar a mão, como cortei os tendões da mão direita em um acidente, ou vou apertar com muita força ou nem vou conseguir apertar, ficando aquele aperto de mão frouxo, que odeio. Na hora de dar um tapinha nas costas, com certeza, vou empurrar a pessoa e o pulmão dela uns dois quarteirões para frente.

E, falando em mão aleijada, o pior é na hora de comer ou beber algo. A mão, de uma hora para outra resolve abrir e soltar os talheres e o copo. Imagine a lambança, o estrago e a minha cara de paisagem olhando para as demais pessoas com aquele sorriso amarelo estampado no rosto.

Agora fatos verídicos e reais que só acontecem comigo. Na época do segundo grau, estudava a noite e, de vez em quando, quando estava quente e a noite bonita, ia a pé para o Colégio Nossa Senhora do Carmo, distante umas seis quadras de casa. Pois bem que num certo dia, me deu uma dor de barriga daquelas, mas daquelas brabas, que você não consegue chegar ao local do destino, que você começa a suar frio e se contorcer, que não dá mais para segurar. No desespero, não vi outra solução do que bater na porta de uma casa e pedir emprestado o banheiro.

Bati na porta e nada. O desespero era tanto que abri a porta e fui entrando. Sim, para minha sorte a porta estava aberta. Procurei desesperadamente o banheiro enquanto gritava “ô de casa”. Ao encontrar o banheiro nem deu tempo de sentar no vaso e veio tudo abaixo. Que alívio. Suava frio, tremia. Foi aquele estrago. Risos. Aliviado me limpei, lavei as mãos e sai do banheiro chamando pelos donos de casa e nada. Aliás, conheci toda a casa, linda por sinal. Móveis antigos, típicos de museu. Fiquei apaixonado pela casinha simples e antiga. Fechei a porta, agradeci em pensamento e fui para a escola normalmente. Lá chegando, recordo que contei a história para os colegas e que ninguém acreditava no episódio. Só riam. Até hoje paço em frente aquela casinha e dou risadas sozinho.

Tenho uma amiga, que amo muito, que diz que quando eu nasci o médico não precisou me dar um tapinha no bumbum, pois eu sai do ventre de minha mãe e já fui direto ao chão, de tão estabanado que sou. Pode?  Isso não aconteceu, mas, de acordo com minha madrinha, que estava presente na hora do parto, disse que eu: ao nascer batizei o médico de cara fazendo xixi e cocô. Bem, não podia ser diferente. Este sou eu! - JK


segunda-feira, 30 de abril de 2018

Distraído eu? Bem capaz!

Acredito que não existe pessoa mais atrapalhada, estabanada, distraída, fora de sintonia como eu. Sou um perigo ambulante. Pareço um personagem extraído dos filmes de comédia onde tudo dá errado. Merecia uma classificação do governo: “O Ministério da Saúde adverte: ter o Jean por perto pode ser prejudicial a sua saúde, além de perigoso”.

  Estes dias, ao levar o lixo para fora do prédio, fiquei impressionado como consegui fazer tal proeza. Tinha três sacos, destes de mercado de lixo na mão e minha carteira apenas. Coloquei o lixo seco na sua devida lixeira. Já, na hora de colocar o orgânico na lixeira, joguei a carteira junto. Resultado: me joguei dentro da lixeira atrás da carteira, que para minha sorte, foi parar no fundo, afinal, não podia ser diferente. Eu mesmo ria sozinho, pois quem viu a cena não deve ter entendido nada: eu de pernas para o ar com a cabeça enfiada na lixeira. Sem contar que, quem não é de Caxias, não conhece o tamanho das lixeiras espalhadas pela cidade. Dá até para morar dentro.

  Quando morava em Porto Alegre, na época da faculdade de jornalismo, consegui ser atropelado três vezes. Pode? E, por incrível que pareça, sempre na mesma esquina. Explico: morava em um prédio localizado na Avenida Venâncio Aires quase esquina com a Rua João Pessoa. Quem conhece, sabe como é movimentado e perigoso atravessar esta esquina. No local, existem duas sinaleiras, uma para pedestre e outra para os automóveis. Não sei como, mas conseguia me confundir qual era a de carro e qual era a de pedestre. Interiorano é foda! Insistia em escolher a de automóveis e acabava sendo atropelado. No plantão do HPS, já era tratado como um velho conhecido pelos médicos e enfermeiras, principalmente por Elisa, uma linda enfermeira, super simpática e querida que mais tarde tornou-se uma de minhas melhores amigas na capital gaúcha. Aos domingos, quando não tínhamos nada para fazer, ela zoava perguntando se eu não queria dar uma voltinha de ambulância. Eu hein!?

  Mas, o melhor vem agora. Na esquina, em frente à sinaleira, existia ou ainda existe uma farmácia. Depois de ser atropelado várias vezes, as atendentes, quando me viam parado na esquina esperando o sinal abrir, me ofereciam ajuda para atravessar a rua. Que mico!

  Nesta mesma esquina, a pé, consegui atropelar um táxi lotação. O veículo ameaçou andar e não andou e eu, muito tonto como sou, entrei com tudo no lotação. A batida foi tão forte acabei caindo sentado no chão às gargalhadas. Só agora, ao relatar estas lembranças, percebi que esta esquina foi muito marcante na minha vida.

   Certa noite, após ter tomado todas e mais uma, não consegui chegar em casa.  Acabei dormindo, junto com uma amiga, na rua, por coincidência, neste tão citado cruzamento. Recordo que até ganhei umas moedinhas de uma senhora que nos confundiu com pedintes e que acabei comprando uma cartela de aspirinas na farmácia. Estou sou eu – JK.


domingo, 29 de abril de 2018

Sim, há um Deus



Sim, eu tenho fé e acredito em Deus. Sim, existe um Deus que zela por nós e esta presente todos os dias em nossas vidas. Não sei dizer qual sua forma, mas posso senti-lo todos os dias através de minhas orações e preces. Sei que é algo que esta fora da minha compreensão, mas eu sei que ele existe e sinto ele dentro de mim.

Sim, existe um elo que me liga a ele e ao mesmo tempo ao mundo espiritual que eu acredito que todos temos, apenas uns mais e outros menos conscientes. Viver é um exercício que faço diariamente. Uns são mais fáceis, enquanto outros, mais difíceis.

A vida se transforma a cada instante durante a nossa existência. E, nós, somos espíritos vivendo uma experiência física na terra, pois sem o espírito, somos nada, somos um corpo sem vida, um boneco feito de carne.

Quando morremos, morre apenas o corpo, o espírito continua vivo em um plano etéreo que, muitas vezes, podemos ver e sentir. Sim, sentir o cheiro, a presença de entes queridos que já se foram e que estão do nosso lado, nos confortando, trazendo amor para nossa alma. Também é normal depararmos com aquela sensação de déjà vu, de já termos vivido ou de ter estado em um determinado local sem nunca termos pisado ou estado ali. O mesmo acontece com a simpatia ou antipatia gratuita com determinadas pessoas. Em outras vidas já nos conhecemos, isso explica a afinidade.

Sim, estamos aqui de passagem, seja ela curta ou longa. A vida é um ciclo, um eterno recomeço. O corpo acaba, mas o espírito permanece e reencarna em outro corpo assim suscetivamente até cumprirmos nossa missão ou simplesmente decidirmos não voltarmos. Mas, como somos seres de luz, repletos de amor, sempre optamos em voltar, mesmo falhando ou cumprindo nossa missão. Pois Deus é tão generoso que nos deu o livre arbítrio de trilharmos nossos caminhos, seja ele certo ou errado. A vida é feita de escolhas e, infelizmente, ainda não aprendemos a distinguir o certo do errado, o bem do mal.

As tentações do dia a dia são tantas que acabamos não resistindo e caímos no pecado, nos perdendo, quando deveríamos apenas semear e distribuir o amor. Não pensem que comigo é diferente. Eu tento, juro que tento, mas me perco em demasia. Mas, tenho tentando, e muito!

Devemos lembrar que a vida física é um presente de Deus e ninguém, a não ser ele, tem o direito de tirar ela de nós. Afinal, ele nos deu a chance amarmos uns aos outros, amar a natureza e o universo. Ele fez nosso espírito, sua semelhança e seus ensinamentos devemos seguir e ensinar o próximo. O dia que realmente aprendermos isso, teremos um mundo melhor, sem fome, sem guerras, sem injustiças e corrupção. - JK

sábado, 28 de abril de 2018

Sim, eu ainda compro cds e daí



Há alguns dias atrás me senti velho mais velho do que já sou e o pior,  totalmente fora do tempo e espaço. Estava na Livraria Saraiva, no Iguatemi, quando ouvi o que uma menina de pouco mais de oito anos disse ao pai: “ – Vamos pai! Quero sair daqui. Comprar cd é coisa de velho. Imagina se meus amigos me veem aqui comprando cd? Tem que baixar da internet! Que mico!”. Inicialmente, ri sozinho, em pensamento e em silêncio, mas depois fiquei pensando o resto do dia no que a menina disse.

E, justo eu que sou saudosista, adoro um cd, um dvd, um livro, um sebo tive que escutar isso. Adoro escutar um cd, nunca escondi, inclusive publico semanalmente aqui dezenas de cds, dvds e livros. Adoro manusear e ler a ficha técnica contida nos encartes, saber quem são os músicos, quem produziu a capa, os arranjos e apreciar as fotos dos meus artistas favoritos. É bem verdade que eu também baixo cds e filmes pela internet, mas só aqueles que não vou ter como comprar, ou por serem importados ou não achar em loja a preços cômodos ou por não ser muito fã do artista e gostar somente de uma música.

Outro fato engraçado que acontece esta semana foi o de eu levar meu note para um amigo fera em informática – já que eu nada entendo -  baixar o Nero, para eu poder gravar cds para escutar no carro. Sim, o aparelho do meu carro não tem entrada para pen-drive. Risos. Ainda é na base do cd e rádio. E, como não quero riscar os cds originais, faço copias para escutar no carro. Acho que sou um um dos únicos gaúchos que ainda escuta cd no carro. Realmente, estou ficando velho e ultrapassado. Mas, fazer o que se não consigo perder este estranho hábito nostálgico de gostar de cds. -JK