domingo, 22 de abril de 2018

Desapego




  Ando preguiçoso para escrever. Ás vezes, isso acontece. Oras escrevo feito um louco, como se precisasse desabafar com o mundo, oras como se fosse salvar uma vida, a minha própria vida. Outras vezes bate uma preguiça, uma vontade de sumir, não postar mais nada, fechar a porta para o mundo. Mas, felizmente, são fases, altos e baixos que a vida nos proporciona. Ou, quem sabe, que nos mesmo nos proporcionamos inconscientemente.

  Atualmente estou nesta fase de baixa. Tenho me concentrado no trabalho, que felizmente, não posso me queixar. Estamos com um movimento razoável, sem contar que amo o que faço. Não ganho muito, mas dá para viver com certo conforto.

  Às vezes penso que este meu desapego as palavras esta na saudade, saudade do meu ex-amor, afinal, foram nove anos convivendo todos finais de semana. Ouso a confessar que sinto saudades do Expresso Caxiense, do fone no ouvido e da expectativa de quem vai sentar do meu lado, se serei recebido de braços abertos na Estação Rodoviária ou mais uma vez pegarei um solitário táxi. Bobagens, apenas bobagens, mas, que me faziam bem. Talvez a saudade de dormir abraçadinho, da companhia no cinema, do jantarzinho feito em casa, estas pequenas coisas que parecem sem valor, mas que são de grande valor estejam me fazendo valor, hoje. Amanhã já não sei, pois mudo muito.

  Pode ser também a saudade da convivência com meus amigos que em Porto Alegre deixei. Divertíamos-nos muito no cinema, em casa vendo dvds, caminhando pelas ruas da capital, brique, sorveterias, cafeterias e, principalmente, na Livraria Saraiva e Cultura, onde ficávamos horas e horas olhando livros, cds e dvds. E é claro, gastando pequenas fortunas. Em casa, aquela overdose de cultura. Devorávamos dvds inteiros de seriados. Um episódio após o outro.

  Talvez a falta de postagens no blog possa ser atribuído ao serviço, afinal, a safra de inverno esta começando. Ando meio lento, travado, mais gordo, acho que é por isso. Ou é a idade, afinal já são mais de 50 anos nas costas.

  Confesso que falo muito, o serviço exige e faz com que eu fale mais, o dobro. Até calos nas cordas vocais ganhei. Estou com a voz meio roupa, mas, nada que um final de semana em casa, quietinho, não recupere. Mas, prometo semana que vem ser mais assíduo neste blog e postar, no mínimo, um texto por mês. - JK

sábado, 21 de abril de 2018

O tempo não para



  Estou impressionado com a rapidez que as horas, os dias, os anos estão passando. Há pouco tinha 18 anos. Quando me deparei comigo mesmo, já estava com 50 anos. Daqui a alguns meses meses, dezembro, 52 anos... E o pior, me sinto como um meninão, como se tivesse, no máximo, 25 anos.

  Olhando um pouco mais para trás, vejo o quanto meus sobrinhos cresceram. A Fernanda, que vi nascer, ajudei a cuidar, já está com 30 anos, formada e namorando. Em breve, casamento! Parece que foi ontem que eu corria para as Americanas, em Porto Alegre, atrás de brinquedos e bonecas, principalmente, da Xuxa.

  O mesmo acontece com o Rodolfo. O guri apaixonado por Legos e carinhos, hoje, também formado, só quer saber trabalho e de mini-séries televisivas. E o pior, eu também. Comprei para ele algumas temporadas de várias, inclusive, eu terminei de assistir a minha favorita, Bates Motel.

  Minha mãe mesmo, que até então não parecia envelhecer, fiquei assustado quando ela disse que já iria fazer 78 anos. Para mim, o tempo não passou para ela. Ela continua linda, jovem e elegante. Notei que os anos passaram de tanto ela reclamar de dor nos braços e em outros lugares. Todos os dias surge uma dor nova. Até então, para mim, ela era uma jovem senhora. Imaginem, então, como eu vou ficar: Jean das Dores. Risos.

  Meu pai parece que foi ontem, mas já fazem 16 anos que ele faleceu. Sou capaz ainda de sentir o seu cheiro no meu quarto ou quando entro no meu apartamento. Ainda sinto-o tão presente. No último finados, quando fui conversar com ele em São Marcos, no cemitério, ainda não acreditava que seu corpo estava lá. Tenho sempre a impressão de que, quando menos espero, vou encontrar com ele em casa ao chegar.

  Eu mesmo, to com uma barriguinha indecente, os cabelos estão ficando ralos, brancos e os pelos das pernas começaram a cair. Pode? Só posso dizer que o tempo não para e a idade não vem sozinha. Mas, assim, é a vida, temos que nos aceitar. - JK

domingo, 15 de abril de 2018

Beleza feminina



Ao contrário dos homens, a maioria das mulheres não está ligada na estética masculina, embora saibam apreciar um corpo bonito. Para elas, o importante é a personalidade, o romantismo e o caráter do companheiro.

Para elas, não importa se homem tem uns quilinhos a mais ou umas ruquinhas a mais. Tudo o que elas querem é carinho, respeito e atenção.

Nós, homens, também deveríamos pensar assim. Afinal, quando escolhemos alguém para dividir nossas vidas, não estamos nos casando somente com um corpo perfeito, mas com uma mulher que vai nos acompanhar para o resto da vida, vai gerar nossos filhos e envelhecer conosco. Ao menos, esta seria a ordem natural, mas, infelizmente, nada é para sempre.

A beleza da juventude passa muito rápido. Num piscar de olhos, já estamos com 40, 50, 60, 70 anos. E quem disse que nestas idades não existe beleza? Vejo inúmeras senhoras, magras e gordinhas, lindas, radiantes, esbanjando beleza e simpatia, muitas vezes, mais que as próprias filhas. E o melhor de tudo, ao contrário das mais jovens, elas sabem o que querem, sabem como se portar e agir diante de qualquer situação, pois o tempo as ensinou.

Mulheres mais velhas trazem no corpo e na alma os aprendizados da vida, a sapiência. Aquelas ruguinhas de expressão nos olhos, na face, também são um charme. São como um sorriso largo te recepcionando ao chegar. E, ao contrário da mulheres, nós homens não ligamos para estrias ou celulites. Ouso a dizer que são gostosuras em braile.

Mulheres, assim como os homens, tem que ser companheiras de cama, mesa e, principalmente, na vida. Tem que ser parceiras para viagens, jogo de futebol, cinema, jantar na casa de amigos ou um simples passeio na loja de ferragens. Sim, nós vamos ao shopping também e até gostamos de fazer algumas compras e de segurar sacolas para as nossas namoradas e esposas.

Então, não namore apenas um corpo perfeito. Namore alguém que te faça feliz e que vai continuar te fazendo feliz até a eternidade. Seja feliz, entregue-se a felicidade de braços abertos e a abrace fortemente e não a largue jamais.

E, lembre-se, a felicidade está em todas as idades e formas. São seus olhos que vão enxergar e refletir a beleza. A beleza não está somente no corpo, mas sim na alma de cada um de nós. Apaixone e encante-se, primeiramente, pela alma. Assim serás feliz! - JK

domingo, 25 de março de 2018

Não ter um amor



Não ter um amor é como tirar férias remuneradas de si mesmo. Eu que diga! Parece que estou sempre em férias de mim mesmo. Não é que eu ache ruim, mas às vezes ter um amor sincero, sem interesses, seria bem vindo!

Sempre digo que o amor é a mais difícil das conquistas. Difícil porque um amor de verdade é muito raro de se encontrar. Nos dias atuais de “fast-amores”, encontrar um amor puro e verdadeiro é complicado, mas não impossível.

Ressalto que amor necessita de adivinhação, compreensão,  pele, toque, saliva, lágrimas, brigadeiros, cds, filmes, pipocas, chocolates, flores, livros e filosofia. Paquera,  gabira, flerte, caso, transa, envolvimento, até paixão é fácil! Mas amor verdadeiro é muito difícil!

Amor não precisa ser o mais bonito, mas ser aquele a quem se quer proteger e ser protegido, cuidado e zelado. Amor verdadeiro é quando se chega ao lado  a gente treme, sua frio, e quase desmaia.

Quando o amor é de verdade, existe cumplicidade. Basta um olhar e todos segredos se desvendam, revelam. Quem não tem um amor não é quem não tem namorada ou namorado. É quem nunca namorou, não sabe o gosto do amor,  não sorveu, deglutiu. Tem medo de se entregar, machucar ou mesmo, de ser feliz.

Explico: você pode ter duas paqueras, uma amante e uma esposa, mas mesmo assim, pode não ter nenhum namorada, um amor verdadeiro.
Não tem um amor quem não fala sozinho, não ri de si mesmo e quem tem medo de ser afetivo.

Demonstrar seus sentimentos e a melhor maneira de amar, de ser feliz, de dividir sua felicidade com seu semelhante. Se você não tem alguém em sua vida, é porque não descobriu que o amor é alegre, espontâneo e sorridente.

Esqueça seus medos e grilos e embarque no próximo trem do amor quando ele passar por você, mesmo que você desembarque na estação errada. Sim, tente! Se arrependa do que você fez, tentou, não do que você deixou de fazer por medo ou covardia.

Como dizia o poeta: “ que seja infinito enquanto dure”. Dure ele um dia, uma semana, um mês, um ano ... Tente, sempre! Ame, mas ame muito! Não tenha vergonha de amar, de gostar, de dar amor!

Ame sua família, seus irmãos, seus amigos, seus colegas de trabalho, seu Deus, seus animais de estimação e,  principalmente, ame o seu próximo. Não é só você que precisa de amor. O mundo precisa de amor, de muito amor!
É lembre-se, se você ainda não tem um amor verdadeiro é porque não enlouqueceu aquele pouquinho a mais necessário para fazer a vida mais divertida. Permita-se amar, enlouqueça e seja feliz!

Vocês podem pensar que, como estou sozinho, eu nada sei sobre o amor, sobre namorar,  casar. Pelo contrário! Trago um coração experiente e calejado, que muito apanhou, mas não se cansa de tentar, sonhar e não perde as esperanças ou entrega os pontos. Enquanto aquele amor cúmplice não aparece, vou emprestado, dedicando todo amor que tenho a minha família, pois são eles a base de tudo. - JK


quinta-feira, 22 de março de 2018

Autorretrato 4


Sou do Rio Grande do Sul Sempre falo bah e tchê! Amo a Serra Gaúcha, em especial, São Marcos, Caxias do Sul e Farroupilha, cidades que me acolheram de braços abertos. Tenho dificuldade em dizer não, mas to aprendendo e adorando. Tenho péssima memória para nomes, fisionomias e números. Amo música e ler. Adoro colecionar cds e dvds. Cozinho muito bem mas tenho preguiça. Adoro ajudar meus amigos se algo estiver a meu alcance. Sou rápido para revidar. Não tolero acomodação de gente que trabalha comigo. Sou pontual. Paro no sinal vermelho. Torro pequenas fortunas em cds, livros e dvds. Detesto gente sem humor. Reclamo muito. Sei pedir desculpas. Não guardo mágoas. Adoro bichos. Não ligo pra dinheiro, mas não vivo sem ele. Moro em Caxias do Sul, Lourdes. Trabalho em Farroupilha. Não sei dançar. Amo minha família. Adoro quinquilharias, bobagens. Gosto de lavar louça, não gosto de secar. Preciso ficar sozinho, quase sempre. Gosto do Juventude. Torço pelo Internacional. Não sei jogar cartas ou qualquer outro jogo. Bebo café e Coca-Cola demais. Não gosto de ar condicionado. Minha mãe diz que eu mudo muito, sou um camaleão. Sou esganado. Amo a cor preta. Conheço e reconheço as pessoas pelo cheiro. Não tolero gente desprovida de inteligência. Detesto remédio, mas tenho que tomar alguns. Sempre fui feliz no amor. Não vivo sem chocolates. Tenho um "Garfield" e durmo abraçado nele. Adoro gente inteligente e engraçada. Não gosto muito de dirigir, mas dirijo. Não gosto de gente que se faz. Tenho muitas superstições. Adoro crianças, educadas. Adoro meu sorriso e meu jeito irreverente de ser. Adoro rir de mim mesmo. Sou perdido por gente doida. Adoro a comida da Serra Gaúcha. Sou gordinho e me amo assim mesmo. Adio decisões importantes. Calço 39. Gente inculta me esnoba. Cometo barbaridades por aquilo que quero. Dizem que eu mudo muito.Sou gaúcho com muito orgulho.
(Autorretrato 4) - JK

o bem e o mal



Preciso de sorte e de reza redobrada para enfrentar a maldade de algumas pessoas que conheço, principalmente, de um ou dois colegas. As pessoas, apesar de uma aparência bonita, são feias por dentro. Não querem ver ninguém melhor do que elas. Bem, não vamos generalizar, algumas eu diria.

Antigamente, eu dizia que a minoria não queria ver você bem, ver você crescer e prosperar. Hoje, infelizmente, ouso a afirmar que é a maioria. Triste constatação!

Sim, quase ninguém quer ver você melhor do que elas. Estas pessoas, são pessoas sem luz, usurpadoras, que necessitam da luz dos luz para conseguirem brilhar. Transmitem serem boas quando na verdade, são anjos caídos, expulsos do paraíso.

Por um motivo ou outro estão aqui para semear o mal, a discórdia. E o pior, estas pessoas, tem necessidade de afirmarem para si mesmo que são boas, que são as melhores mães ou pais de família, que são os melhores irmãos, ou que são os melhores em tudo, quando, na verdade, não são. Fazem parte de famílias desestruturadas, problemáticas. Usam constantemente palavras de baixo calão e transmitem isso para seus filhos achando que é natural. Se dizem ser religiosos, quando não são.

Nosso Deus não aceita pedidos de pessoas más, ruins. Ele ignora estes pedidos, os deixa de lado, mas não esquece destas ofertas. O que você plantou, pediu hoje, você vai colher, receber amanhã. Temos o livre arbítrio de decidirmos se vamos trilhar os caminhos do bem ou do mal. Lembrando, mais uma vez, que colhemos o que semeamos.

Sim, quem deseja o mal ou faz, pratica o mal para outra pessoa ou ser vivo, jamais irá prosperar, ter a consciência tranquila ao deitar ou ao acordar. O pior, que muitas vezes, o mal praticado será pago pelos seus filhos que, voluntariamente ou involuntariamente, compactuaram com estas maldades. E, se não pago neste plano, será pago no plano etéreo.
Mas, o que não entra na minha mente é o que uma pessoa ganha sendo má, desejando o mal para seus semelhantes? Nada! Absolutamente, nada!

Não seria mais fácil cuidarmos da nossa vida, da nossa família, do nosso amor do que nos preocuparmos com os vizinhos? Pense bem!
Do jeito que caminha a humanidade, das maldades em série, da ganância do homem, da falta de amor e compaixão, caminhamos para nosso fim, nossa destruição. E, desta vez, embora não esteja longe, a humanidade não será destruída por um Deus, mas sim, por nós mesmo, pela nossa mão.

Seremos nós mesmos que vamos apertar o botão e acabaremos com este lindo mundo que ganhamos de presente de um Deus e que, infelizmente, não soubemos dar valor. Mas, ainda dá tempo de mudar! Mas, para isso, cada um precisa olhar para dentro de si mesmo, ressuscitar o que há de melhor em seus corações, em suas almas e espalhar isso em seu dia a dia. Só assim conseguiremos diminuir a maldade e deixar tudo divino maravilhoso para as gerações que vem atrás de nós. - JK


segunda-feira, 12 de março de 2018

Autorretrato 3




Meu nome é Jean, mas pode me chamar de JK ou Je! Nasci no dia 19 de dezembro do século passado. Sou de sagitário, ascendente em Aquário. Ou seja, não sou fácil de lidar. Sou temperamental, mandão e seguro de si.
Morro de saudade dos tempos de infância, das farras da faculdade, dos amigos que a vida separou. Morro de saudades também do meu pai. Como não poderia deixar de ser, sinto saudades também do tempo que não vivi e não viverei. Adoraria ter vivido nas décadas de 60 e 70. De ter conhecido Elvis Presley e Janis Joplin. Diria a eles que “Your Teddy Bear” e “Me And Bobby Mcgee” foram feitas para mim.
Não posso viver sem musica. Acredito que tenho o gosto musical mais estranho do mundo. Adoraria cantar como Fred Mercury. Queria muito ter ido a um show da Billie Holiday. 
Para mim, escrever é uma terapia. Gostaria de escrever canções como  Renato Russo ou livros como Caio Fernando de Abreu. Amo as poesias de Vinícius de Moraes e Mário Quintana, meus poetinhas favoritos.
Sou apaixonado por Fafá de Belém! Meu primeiro vinil, Água, foi dela em 1978, em Passo Fundo, RS.
Amo viajar, mas raramente viajo por preguiça, não gostar de dirigir ou ser desorganizado para me agendar! Gosto de dormir cedo e acordar cedo. Não ligo para dinheiro, mas não vivo sem ele!
Sou desastrado e estabanado ao extremo. Vivo tropeçando e caindo. Todos dias converso com Deus e a ele agradeço e peço proteção para minha família, colegas e amigos. Tenho inúmeros conhecidos, diria até que sou popular demais. 
Amo as tarde de outono e inverno, céu nublado e frio suportável. Adoro tirar fotos e tenho paixão pelas fotos em preto e branco.  Para mim, Coca-cola é a melhor bebida do mundo. Cerveja gelada combina com Boteco e amigos, neste caso, bebo moderadamente, um copo ou dois. Já vinho tinto combina com jantar a luz de velas, e chocolate quente combina com o frio aqui da serra gaúcha. Bebo café demais e água de menos. 
Tenho manias extremamente estranhas, como fazer caretas, conversar sozinho e ir ao cinema, também sozinho. Amo cinema!!! Quando gosto de um filme, vejo e revejo até enjoar. O mesmo é válido para uma música. Detesto regras sociais e falsos moralismos.
As vezes preciso ficar só, e adoro ficar só. Sempre me pergunto onde o Tom Jobim estava com a cabeça quando disse que é impossível ser feliz sozinho? Gosto de ajudar os outros, mas não gosto de pedir ajuda. Me defendo atrás de um sorriso amigo e cumprimento e sorrio pata todos, pena que as pessoas confundam isso com outra coisa. Infelizmente, educação está em baixa nos dias atuais. (Autorretrato 3) – JK